44. Reflexões após uma reunião
Em novembro de 2024, eu estava triando artigos de testemunho experiencial na igreja. Um dia, nossa supervisora veio à nossa reunião de equipe e disse que, com base nos artigos que tínhamos enviado recentemente, ela percebeu que não tínhamos captado muito bem alguns dos princípios. Ela queria fazer a triagem de alguns artigos conosco para que todas pudéssemos dominar os princípios juntas. Ela escolheu alguns artigos e pediu que cada uma de nós os revisasse e depois compartilhasse nossos comentários com base nos princípios. Assim que ouvi que teríamos de apresentar nossas opiniões uma por uma, comecei a ficar nervosa. Pensei: “Vários artigos que triei recentemente tinham alguns problemas óbvios. Será que ela está usando isso para ver se captei os princípios, para ver se estou apta para esse dever? Se ela descobrir que não captei os princípios, com certeza vai me dispensar”. Depois disso, não consegui aquietar meu coração para ler os artigos. Só ficava tentando pensar em como dar uma resposta mais abrangente e no que dizer para evitar expor minhas deficiências. Depois que lemos o primeiro artigo, Zhang Yan compartilhou sua perspectiva primeiro. Ela apontou um problema que eu não tinha notado. Quando vi a supervisora concordar com a cabeça, pensei comigo mesma: “Parece que o ponto de Zhang Yan está correto. Quando for minha vez de falar, vou acrescentar esse aspecto para fazer minha resposta soar mais completa. Dessa forma, a supervisora não vai pensar que sou tão incompetente”. Em seguida, a supervisora me chamou. Compartilhei os problemas que eu tinha identificado e fiz questão de acrescentar o ponto que Zhang Yan havia levantado. Quando a supervisora finalmente avaliou esse artigo com base nos princípios, ela disse que a perspectiva de Zhang Yan era apropriada. Senti-me um pouco aliviada, mas também muito inquieta. Estava com a consciência um pouco pesada. Então, a supervisora mencionou outros problemas que eu não tinha identificado. Comecei a pensar imediatamente: “Eu nem sequer identifiquei problemas tão simples. A supervisora deve pensar que o meu calibre é muito ruim para eu deixar passar problemas tão óbvios, mesmo depois de todos os anos que venho desempenhando dever de texto. Tenho que ser mais cuidadosa na próxima vez que expressar minha opinião”. Quando começamos o artigo seguinte, demorou muito para o meu coração se acalmar; eu não conseguia parar de remoer minha resposta ruim com relação ao anterior. Pouco depois, comecei a me sentir sonolenta, e não assimilei muito bem o resto do artigo. Durante a discussão, quando a supervisora pediu minha opinião, falei só um pouco. Quando chegou a hora de falar sobre quais problemas havia no entendimento do autor, apenas gaguejei e não consegui falar nada pelo que me pareceu uma eternidade. A princípio, eu ia dizer apenas que tinha cochilado e não tinha assimilado o texto, mas então receei que, se a supervisora visse que eu estava ficando com sono mesmo em uma situação como aquela, ela poderia pensar que eu estava em um estado ruim e não tinha a obra do Espírito Santo. Se isso acontecesse, eu certamente seria dispensada. Então, tentei rapidamente disfarçar, dizendo: “Só um momento; estou tentando encontrar onde anotei o problema que encontrei”. Rolei a página com o mouse, examinando rapidamente o artigo, com o cérebro a mil para encontrar algum problema principal assim que possível para dar como resposta à supervisora. Por fim, ela ficou impaciente e disse: “Diga apenas o que você viu. Por que está com tanta dificuldade para responder?”. Não tendo outra escolha, finalmente confessei: “Eu me distraí e fiquei um pouco sonolenta. Não assimilei o texto direito”. A supervisora, então, apenas pediu a outra irmã que compartilhasse a opinião dela. Fiquei tão envergonhada nesse momento. Meu coração estava agitado, e receei que a supervisora me dispensaria por causa de como eu vinha me saindo. Depois de apenas algumas horas, eu estava mentalmente exausta. Nem queria mais continuar triando artigos e estudando habilidades profissionais com a supervisora.
Mais tarde, comecei a refletir: “A supervisora está triando artigos e comunicando os princípios conosco. Essa não é uma ótima oportunidade para compensar minhas deficiências? Por que estou tão nervosa e tão exausta?”. Bem nessa época, palavras mais recentes de Deus foram lançadas. Durante meus devocionais espirituais, li uma passagem das palavras de Deus: “Quando converso com as pessoas, às vezes fazendo algumas perguntas, algumas pessoas com mente complicada ponderam: ‘Tua pergunta é bastante direta. Não sei o que Tu queres dizer ao perguntar isso. Devo ter cuidado em minha resposta!’. Eu digo: você entendeu errado. Não importa com quem Eu converse ou que perguntas Eu faça, o objetivo final é sempre descobrir e resolver problemas, auxiliá-lo e orientá-lo, e ajudá-lo a resolver problemas. Primeiro, não é para expô-lo e fazê-lo parecer tolo. Segundo, não é para testar se você está dizendo a verdade ou se é uma pessoa sem malícia. Terceiro, não é para enganá-lo para que revele sua verdadeira situação. Quarto, é menos ainda para testar se você é competente para fazer o trabalho ou se consegue fazer trabalho real. Na verdade, não importa como Eu converse com você, é tudo para ajudá-lo e orientá-lo a cumprir seu dever, fazer bem o trabalho e resolver problemas. Algumas pessoas pensam demais em Minhas simples perguntas, com muito medo de que haja algum significado oculto. Algumas até suspeitam que esteja maquinando contra elas. Eu claramente quero ajudá-lo a resolver problemas, mas você erroneamente pensa que estou maquinando contra você. Isso não é ser injusto para Comigo? (Sim.) Então, qual é o problema aqui? O coração humano é enganoso! Embora as pessoas possam dizer em voz alta: ‘Tu és Deus, devo Te dizer a verdade e ser sincero Contigo. Eu Te sigo, eu creio em Ti!’, no fundo, elas não pensam assim. Não importa quão comuns e simples sejam Minhas perguntas, elas são frequentemente interpretadas de maneira excessivamente sensível pelas pessoas. Por meio de suas conjecturas e, em seguida, por meio de escrutínio, elas dão muitas voltas e parecem encontrar a resposta final, mas, na realidade, ela está longe da intenção original de Minhas palavras. É claramente uma pergunta muito simples, no entanto, elas pensam demais. Tais pessoas não são excessivamente sensíveis? Não importa o que Eu pergunte, o coração delas se agita depois de ouvir: ‘Por que Tu estás perguntando isso? Como posso responder de uma maneira que Te satisfaça e não revele nenhuma falha? O que devo dizer primeiro e o que depois?’. Em três a cinco segundos, as palavras saem, sem qualquer demora. A mente delas é mais rápida que os computadores. Por que tão rápida? Na verdade, esse processo já é natural para elas; é seu engano e estilo habituais ao lidar com as pessoas e tratar de assuntos. Elas maquinam contra todos. Portanto, não importa quão simples sejam Minhas perguntas, elas pensam demais, acreditando que tenho algum motivo ou objetivo. Elas ponderam em seu coração: ‘Se eu responder com sinceridade, não exporei minha verdadeira situação? Isso equivale a me entregar. Não posso deixar que Tu tenhas conhecimento da minha verdadeira situação. Então, como devo responder apropriadamente? Como posso Te deixar feliz e satisfeito, ter uma boa impressão de mim e continuar a me usar?’. Vejam como essas pessoas são enganosas! A mente dessas pessoas é complicada demais. Não importa como Eu fale com elas, elas duvidarão e escrutinarão. Tais pessoas podem praticar a verdade? Elas podem estar aptas para o uso de Deus? Absolutamente não. Isso porque a mente de tais pessoas é complexa demais e nada simples; qualquer pessoa que esteja em contato com elas por um longo tempo pode ver isso” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (26)”). Ao ler as palavras de Deus, senti que elas descreviam exatamente o meu estado. Embora Deus estivesse expondo os pensamentos e ideias que as pessoas revelam ao interagir com Cristo, percebi que eu frequentemente revelava a mesma mentalidade quando interagia com os outros. Lembrei que a supervisora tinha nos dito desde o início que estava triando artigos conosco para nos ajudar a aprender os princípios, e que perguntar sobre as nossas perspectivas era uma maneira de entender nossas deficiências e desvios para poder oferecer comunhão e ajuda direcionadas. Mas a minha mente era tão complicada. Eu ficava desconfiando dela, presumindo que ela estava testando a nossa compreensão dos princípios e tentando determinar se estávamos aptas para esse dever. Eu estava convencida de que, se ela descobrisse que eu tinha muitas deficiências, ela me dispensaria. A fim de não expor minhas deficiências, não respondi com a verdade sobre o número de problemas que eu tinha identificado ao expressar minha opinião. Em vez disso, fiz de tudo para que a supervisora pensasse que eu tinha um bom domínio dos princípios e uma visão abrangente de quaisquer problemas. Cheguei até ao ponto de plagiar o comentário da Zhang Yan. Quando estávamos analisando o segundo artigo, eu tinha claramente cochilado e não tinha identificado nenhum problema, e deveria apenas ter sido honesta quanto a isso. Mas eu tinha medo de que, se falasse a verdade, a supervisora teria uma impressão ainda pior de mim, então menti e disse que tinha esquecido onde tinha anotado o problema que encontrara. Até fingi estar procurando por ele, o que apenas desperdiçou o tempo de todos. Na realidade, quando a supervisora pediu minha opinião, tudo que eu tinha que fazer era responder com a verdade. Se eu estivesse errada, poderia apenas analisar meu desvio e corrigi-lo. Mas minha mente era complicada demais: eu estava sempre tentando adivinhar as intenções da supervisora. Eu tinha que pensar e repensar cada frase na minha cabeça antes de falar. Ao refletir, percebi que eu já tinha mostrado essa manifestação no passado também. Quando comecei esse dever, sempre que a líder pedia minha opinião sobre certas questões, eu ficava muito nervosa. Eu tentava subconscientemente adivinhar se ela estava avaliando meu calibre e minha capacidade de ver as coisas, para aferir se eu era adequada para o dever. Eu ponderava rápido, no coração, como falar de forma que a líder não me percebesse bem. Eu tinha que pensar demais em cada palavra, e era exaustivo viver dessa maneira. Vi que isso não era apenas uma revelação momentânea de um caráter enganoso, mas que eu estava constantemente vivendo em um estado de calculismo. Minha natureza era enganosa. Pensei nas palavras do Senhor Jesus: “Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Deus Todo-Poderoso disse também: “Se for muito enganador, você terá um coração defensivo e pensamentos de suspeita em relação a todos os assuntos e a todas as pessoas, e por isso sua fé em Mim será edificada sobre um fundamento de suspeição. Eu jamais poderia reconhecer tal fé” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Como conhecer de fato Deus na terra”). A essência de Deus é fiel; Ele gosta de pessoas honestas e detesta pessoas enganosas. Uma pessoa enganosa não pode ser salva e entrar no reino dos céus. Percebi que, se não revertesse o curso e mudasse, e não conseguisse me tornar uma pessoa honesta, então, fosse lá o que eu renunciasse ou despendesse, eu acabaria sendo eliminada, detestada e rejeitada por Deus. Com esse pensamento, meu coração ficou pesado, e orei a Deus: “Ó Deus, sou tão enganosa. Todas as minhas palavras e ações estão cheias de calculismo. Não sou uma pessoa honesta. Se continuar assim, serei certamente eliminada por Ti. Quero me livrar do meu caráter enganoso e me tornar uma pessoa honesta. Peço a Tua orientação”. Depois disso, abri-me e expus meu estado à supervisora. Ela não me repreendeu de forma alguma; em vez disso, comunicou a verdade para me ajudar e me encorajou a praticar a verdade e ser uma pessoa honesta.
Mais tarde, refleti: por que eu estava sempre tão preocupada em expor minhas deficiências? Lembrei-me de ter ouvido que alguns irmãos e irmãs tinham sido dispensados recentemente porque falhavam constantemente em captar os princípios nos deveres, causando interrupções e perturbações no trabalho. Como havia alguns problemas com os artigos que eu tinha enviado recentemente, supus que a supervisora estava lá para me observar e avaliar, e que, se descobrisse que eu não tinha captado os princípios, me dispensaria. Para resolver esse estado, busquei as palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Existem princípios para o tipo de pessoa que a casa de Deus promove e usa e para o tipo que não usa, para quais pessoas ela cultiva e quais não; tudo se baseia nas necessidades do trabalho da casa de Deus. Não importa quem seja promovido e usado, o objetivo é cultivá-lo para que possa desempenhar bem seu dever e saber experienciar a obra de Deus, e para que seja capaz de assumir o trabalho e agir de acordo com as verdades princípios. Não importa que problema esteja sendo resolvido, o objetivo é capacitá-lo a entender mais da verdade e a aprender a tirar lições e ganhar discernimento das várias pessoas, eventos e coisas que encontra. Dessa forma, é mais fácil entrar na verdade realidade em todos os aspectos. Não se trata de explorar você para prestar serviço, muito menos de explorá-lo para preencher uma vaga porque nenhuma pessoa adequada pode ser encontrada, apenas para chutá-lo para fora quando uma pessoa adequada aparecer. Não é assim que funciona. Na verdade, isso é dar-lhe uma oportunidade de treinar-se. Se buscar a verdade, você permanecerá firme; se não buscar a verdade, continuará não conseguindo permanecer firme. De forma alguma ocorre que, porque a casa de Deus o acha desagradável, ela encontrará uma vantagem contra você e procurará uma oportunidade para eliminá-lo. Quando a casa de Deus diz que cultivará e promoverá você, ela o cultivará genuinamente. O que importa é como você se esforça pela verdade. Se você não aceitar a verdade nem minimamente, a casa de Deus desistirá de você e não o cultivará mais. Algumas pessoas, após um período de cultivo, são dispensadas porque seu calibre é baixo e elas não conseguem fazer trabalho real. Algumas não aceitam a verdade nem minimamente, durante seu período de cultivo, agem obstinadamente e interrompem e perturbam o trabalho da casa de Deus e são dispensadas. Ainda outras não buscam a verdade de forma alguma, trilham a senda dos anticristos, sempre trabalham por fama, ganho e status e são dispensadas e eliminadas. Todas essas situações são tratadas de acordo com os princípios da casa de Deus para usar as pessoas. A casa de Deus continuará cultivando aqueles que conseguem aceitar a verdade e se esforçar por ela, mesmo que transgridam por cometerem alguns erros. Se não for alguém que consiga aceitar a verdade e não a aceite quando lhe venha a poda, ele deveria ser diretamente dispensado e eliminado. […] Não importa a situação, quando a casa de Deus promove essas pessoas, ela sempre o faz para cultivá-las e conduzi-las à verdade realidade, na esperança de que possam fazer bem o trabalho da igreja e cumprir os deveres que devem cumprir. Mesmo que você não saiba fazer algum trabalho por ser tolo e carecer de percepção ou por seu calibre ser baixo, contanto que você se esforce pelas verdades princípios, tenha esse senso de responsabilidade, esteja disposto a fazer bem esse trabalho e consiga salvaguardar o trabalho da igreja, a casa de Deus continuará a cultivá-lo, mesmo que você tenha feito algumas coisas tolas no passado. […] Não importa quanto trabalho você seja capaz de fazer ou como seja seu calibre, promover e usar você não é explorá-lo. Pelo contrário, a intenção é usar essa oportunidade para permitir que você treine em fazer o trabalho e para aperfeiçoá-lo por meio de sua busca da verdade, de seu trabalho árduo e assumindo fardos pesados. Por um lado, isso é aperfeiçoá-lo pessoalmente; por outro, também é realizar o trabalho da casa de Deus. Você preparou boas ações como também obteve ganhos em sua entrada pessoal na vida. Que bom! Isso gera dois bons resultados de uma só vez” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (26)”). Vi nas palavras de Deus que, quando a casa de Deus promove alguém, ela genuinamente o cultiva. Líderes e supervisores oferecem orientação e ajuda para as deficiências dele. Se ele puder aceitar a verdade, não só fará progresso na vida, como os resultados do seu trabalho serão cada vez melhores. Além disso, a casa de Deus tem princípios para dispensar pessoas; ela não dispensa alguém apenas por causa de algumas deficiências ou inadequações. Algumas das pessoas que tinham sido dispensadas ou eliminadas recentemente só foram dispensadas porque seu calibre baixo estava atrasando o trabalho, e a igreja arranjou, então, um dever mais adequado para elas com base no calibre; outras foram dispensadas por ser particularmente obstinadas, por se recusar a aceitar qualquer comunhão sobre os princípios, e por causar interrupções e perturbações no trabalho. Pensando no tempo em que desempenhei dever de texto, sempre que líderes e supervisores viam que eu estava num estado ruim ou que os resultados do meu dever estavam piores, eles comunicavam a verdade para me ajudar. Quando viam que eu tinha feito progresso após um período, permitiam que eu continuasse treinando nesse dever. Dessa vez, quando a líder viu que estávamos constantemente tendo problemas no dever, ela arranjou para que a supervisora nos ajudasse a estudar os princípios. Isso foi feito na esperança de que pudéssemos captá-los assim que possível e cumprir nossos deveres. É exatamente como dizem as palavras de Deus: “Quando a casa de Deus diz que cultivará e promoverá você, ela o cultivará genuinamente. O que importa é como você se esforça pela verdade”. Pensei no meu calibre mediano e na minha compreensão limitada de alguns princípios. Ter a supervisora apontando as coisas e ajudando quando surgem problemas, e estudando os princípios comigo, pode me ajudar a desempenhar meu dever melhor. Que coisa maravilhosa! Isso era Deus usando pessoas, eventos e coisas para me cultivar genuinamente. Eu deveria estar agradecendo a Deus, mas, em vez disso, abordei tudo com calculismo e um coração cheio de hostilidade. Eu estava realmente tão desprovida de consciência e razão!
Depois disso, a supervisora criou um plano de estudo para todas com base em nossas deficiências e encontrou palavras relevantes de Deus para comunicar e me ajudar. Agradeci a Deus do fundo do meu coração. Depois disso, comecei a ponderar seriamente os princípios relevantes com as minhas irmãs. Por meio de um período de estudo, passei a entender os princípios com mais clareza, e o número de problemas nos artigos que enviei diminuiu significativamente. Por meio dessa experiência prática, senti ainda mais profundamente que, quando a casa de Deus promove e cultiva as pessoas, ela o faz para nos ajudar a captar os princípios e desempenhar bem nossos deveres, e, ao mesmo tempo, para nos ajudar a entender a verdade e fazer progresso na vida. Um dia, enquanto triava artigos de testemunho experiencial, li uma passagem das palavras de Deus e ganhei um novo entendimento do meu problema. Deus Todo-Poderoso diz: “Algumas pessoas acreditam em Deus há muitos anos, mas não entendem nem um pingo da verdade. Sua perspectiva das coisas permanece igual à dos não crentes. Quando veem um falso líder ou um anticristo sendo revelado e eliminado, elas pensam: ‘Crer em Deus, seguir a Deus, viver diante de Deus é como pisar em ovos! É como viver no fio da navalha!’. E outras dizem: ‘Ser líder e obreiro e servir a Deus é arriscado. É como dizem: “ficar perto de um rei é tão perigoso quanto se deitar com um tigre”. Se você fizer ou disser algo errado, você ofenderá o caráter de Deus e será eliminado e punido!’. Esses comentários estão corretos? ‘Pisar em ovos’ e ‘viver no fio da navalha’ — o que significam essas palavras? Essas palavras significam que há grande perigo, que há grande perigo a todo momento, e que o menor descuido fará você tropeçar. ‘Ficar perto de um rei é tão perigoso quanto se deitar com um tigre’ é um ditado comum entre os não crentes. Significa que é perigoso chegar perto de um rei diabo. Se a pessoa aplica esse ditado a servir a Deus, onde está o erro? Comparar um rei diabo a Deus, ao Criador — isso não é blasfêmia contra Deus? Isso é um problema sério. Deus é um Deus justo e santo; que o homem deve ser punido por resistir a Deus ou por ser hostil a Ele é perfeitamente natural e justificado. Satanás e os diabos não têm um pingo da verdade; são imundos e perversos, massacram inocentes e devoram pessoas boas. Como podem ser comparados a Deus? Por que as pessoas distorcem os fatos e caluniam a Deus? Isso é uma blasfêmia tremenda contra Deus!” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e liberação só podem ser ganhas livrando-se de seus caracteres corruptos”). Meu estado era exatamente o que as palavras de Deus expunham. Embora cresse em Deus havia muitos anos, eu não conseguia ver as coisas sob a perspectiva da verdade. Em vez disso, apeguei-me às perspectivas dos não crentes, vivendo pela filosofia satânica “nunca queira prejudicar os outros, mas sempre esteja atento ao dano que os outros possam causar a você”. Eu estava sempre em guarda ao interagir com as pessoas, constantemente preocupada que tramassem contra mim se eu baixasse a guarda por um momento. Foi exatamente como dessa vez, quando a supervisora viu que estavam aparecendo problemas e desvios no nosso dever e quis triar artigos conosco para nos ajudar a captar os princípios. Eu, porém, presumi que ela queria descobrir minha verdadeira situação para poder usá-la como evidência para me dispensar. Como resultado, meu coração ficou cheio de hostilidade em relação a ela. Eu ficava em guarda o tempo todo, como se enfrentasse um inimigo formidável, receando que, se fosse descuidada, ainda que por um segundo, poderia responder algo errado, e ela se aproveitaria da minha deficiência e me dispensaria. Nos lugares em que Satanás detém poder, os relacionamentos interpessoais são cheios de contendas e calculismo. O menor descuido poderia levar a ser alvo de tramas e perder seu cargo oficial, e poderia até colocar sua vida em perigo. E lá estava eu desempenhando o meu dever na casa de Deus, mas me resguardava, como se estivesse contra os poderes que reinam no mundo. Eu não acreditava de jeito nenhum que a verdade reina na casa de Deus, ou que Deus é genuíno e sincero com cada um de nós. Isso era caluniar e blasfemar contra Deus! A natureza disso era aterrorizante! Orei a Deus: “Ó Deus, por todos os anos que venho desempenhando meu dever em Tua casa, desfrutei de Tua rega e provisão, passei a entender muitas verdades e aprendi alguns princípios sobre como me conduzir. Tudo isso é Teu amor e salvação. Mas ainda estou em guarda contra Ti, e a barreira entre Ti e mim é tão profunda. Isso realmente Te entristece. Deus, estou disposta a me arrepender. Quero buscar ser uma pessoa honesta para confortar Teu coração. Por favor, guia-me”.
Em outra ocasião, outra supervisora estava estudando habilidades profissionais conosco e pediu que compartilhássemos nossas perspectivas uma a uma. No começo, eu ainda estava um pouco nervosa, com receio de não responder direito ou cometer alguns desvios, e a supervisora me desmascarar. Nesse momento, pensei nas palavras de Deus: “Para alcançar uma comunicação com os outros sem conspirar, você precisa aprender a se comunicar dentro do escopo da consciência e da racionalidade da humanidade normal. O propósito da comunicação é ajudar os outros e receber ajuda e benefícios deles. Isso é comunicação normal, e dessa forma você pode alcançar uma comunicação sem conspirar” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (26)”). “Para ser sincero, você deve primeiro pôr de lado seus desejos pessoais. Em vez de se concentrar em como Deus o trata, você deve se desnudar diante de Deus e dizer tudo o que está em seu coração. Não pondere nem considere quais serão as consequências de suas palavras; diga o que estiver pensando, coloque de lado suas motivações e não diga coisas simplesmente para alcançar algum objetivo. Você tem muitas intenções pessoais e adulterações, você é sempre calculista no jeito de falar, e contempla: ‘Devo falar sobre isto, mas não aquilo, devo ter cuidado com o que digo. Direi de um jeito que me beneficie e que encubra as minhas deficiências e causarei uma boa impressão em deus’. Isso não é abrigar motivos? Antes de você abrir a boca, sua mente se enche de pensamentos indiretos, você emenda várias vezes o que quer dizer, de modo que, quando as palavras saem da sua boca, elas não são mais tão puras e não são nem minimamente genuínas, e contêm seus motivos próprios e os esquemas de Satanás. Não é isso que significa ser sincero; isso é ter motivos sinistros e intenções ruins” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item dez: Eles desprezam a verdade, violam descaradamente os princípios e ignoram os arranjos da casa de Deus (parte 2)”). Vi pelas palavras de Deus que, para deixar de ser calculista, você deve praticar comunicar-se com os outros a partir da consciência e da racionalidade da humanidade normal, sem motivos e objetivos próprios, e sem analisar ou processar suas palavras. Você só precisa dizer o que pensa. O objetivo é ajudar um ao outro, e que todos se beneficiem. Percebi que a supervisora estudar habilidades profissionais conosco nesse dia era uma chance para aprendermos com os pontos fortes das outras e compensarmos nossas deficiências discutindo os princípios, para que pudéssemos captá-los melhor. Eu deveria abordar isso com uma atitude franca, dizer o quanto eu entendia, e, se eu dissesse algo errado, deveria apenas aceitar a orientação e a ajuda dos meus irmãos. Era uma ótima oportunidade de aprendizado e troca; eu não precisava me preocupar tanto. Então, orei no meu coração: “Ó Deus, por favor, mantém meu coração quieto diante de Ti, e que eu possa aceitar Teu escrutínio ao compartilhar minhas opiniões”. Depois de orar, consegui me aquietar e ponderar os princípios. Até ganhei algumas novas percepções sobre alguns deles e senti que os entendia com mais clareza do que antes. Por meio da comunhão da supervisora, também descobri algumas das minhas próprias deficiências. Senti-me bastante libertada durante essa sessão de estudo e obtive alguns ganhos. Depois disso, sempre que a supervisora se juntava a nós para revisar artigos ou me fazia perguntas, eu praticava conscientemente ser uma pessoa honesta de acordo com as palavras de Deus. Meu coração se sentia cada vez mais libertado, e provei um pouco da alegria de ser uma pessoa honesta. Graças a Deus!