Como buscar a verdade (10) Parte três

Sordidez

Falemos sobre outra manifestação: a sordidez. Que tipo de problema é esse? (É um problema de índole vil.) A sordidez se enquadra na índole vil e é classificada como um aspecto de humanidade. A sordidez é um pouco semelhante à baixeza? (Sim.) Essa também é uma manifestação de índole vil. Sordidez significa agir sem seguir as regras, de forma dissimulada; não é apenas fazer as coisas sem princípios e sem os limites da consciência e da moralidade, mas também agir de maneira especialmente desprezível e baixa. Quais são as manifestações da sordidez? Por exemplo, uma pessoa sórdida vê que alguém comprou um carro bonito que ela mesma não consegue comprar. Ao passar ao lado, ela cumprimenta a pessoa, dizendo externamente: “Que carro lindo! Você deve ser rico!”. Suas palavras soam agradáveis, mas assim que o dono do carro se afasta, ela cospe no veículo — pfft! Isso não é ser sórdido? (Sim.) Que tipo de comportamento é cuspir? (Ser sórdido.) Isso se chama ser sórdido. Sordidez é ser especialmente desprezível, sujo e baixo — é agir de forma vergonhosa, o que leva os outros a zombar e desprezar você, fazendo com que as pessoas sintam que sua índole é baixa e que você é uma desgraça. Algumas pessoas, por exemplo, veem que o vizinho tem um cachorro bom e sentem inveja: “A família dele tem um cachorro tão bom. Por que não comprei esse cachorro?”. Então, encontram um jeito de matar o cão e, depois, ficam radiantes de alegria. Comemoram quando chegam em casa, abrem uma garrafa de champanhe e fazem um banquete, sentindo-se mais felizes do que nunca. Digam-Me, essa pessoa é terrível ou não? (É.) Isso é ser sórdido. Sempre que algo bom acontece com os outros e eles estão felizes, ela fica infeliz e pensa em maneiras de arruinar as coisas para eles. Quando vê que os outros estão enfrentando um desastre, ela se regozija com a desgraça alheia. Tais pessoas são muito sórdidas.

Os pensamentos das pessoas sórdidas são muito negativos. De que forma são negativos? Por exemplo, quando você dá algo a alguém, sob circunstâncias normais, a pessoa deveria se sentir grata e dizer: “Isso é muito bom. Você gostava muito disso, mas agora não precisa mais. Você não o deu a outra pessoa, mas deu a mim imediatamente — nós realmente somos amigos!”. Qualquer pessoa com consciência e razão pensaria dessa forma; ela compreenderia essa questão de forma positiva. Mas o pensamento das pessoas sórdidas é distorcido. Elas diriam a si mesmas: “Você só me deu isso porque não precisa mais disso. Se ainda precisasse, você teria me dado? Você fica com as coisas boas para si e me dá as ruins — quem quer isso! Está me dispensando como se eu fosse um mendigo? Você acha que eu não sei o que é bom? Você só me deu isso porque não precisa mais disso e ainda espera que eu seja grato. Acha que sou idiota?”. Como vê, mesmo se tratando de um assunto tão simples, elas pensam de uma maneira tão desprezível, suja e baixa. Ao contrário, dar-lhes algo acaba causando problemas para você mesmo. Por que causa problemas? Porque a pessoa a quem você deu algo é uma pessoa sórdida — alguém com pensamentos desprezíveis, sujos e baixos. Ela pensa negativamente sobre qualquer um. Quando vê alguém, não o vê com base em princípios nem com base na índole ou nos princípios de conduta pessoal daquela pessoa, que conhece por ter passado muitos anos com ela. Em vez disso, vê os outros com base nos próprios pensamentos e pontos de vista extremos e obstinados. Tais pessoas são muito sórdidas. Se você não se associa a elas nem lhes dá nada, as coisas permanecem pacíficas. Mas se você realmente se associa a elas e as ajuda, muitas vezes, acaba sendo julgado e criticado por elas. Quando elas veem você usando algo bom, sempre o querem. Se você não lhes dá, elas acham que você é mesquinho e avarento. Tais pessoas são muito problemáticas, e é muito difícil se dar bem com elas. Elas podem não dizer nada abertamente, mas no fundo, em segredo, estão sempre competindo com você, desenvolvendo pensamentos desfavoráveis sobre você no coração. Em termos simples, tais pessoas têm um coração e pensamentos impuros. Acho que a palavra “impuro” é bastante adequada para descrever os pensamentos e o coração de uma pessoa como sujos — significa que não são limpos, não são positivos e não são bondosos. Não importa quão positiva seja uma coisa, quando falam dela, ela se transforma em algo negativo. Não importam quantas coisas boas você faça para elas, elas não só não apreciam isso, como também menosprezam e incriminam você, dizendo que você tem más intenções. Se você lhes der algum benefício, elas ponderarão se você está tentando explorá-las. Se você for morno em relação a elas, elas pensarão que, por ser rico e poderoso, você menospreza os pobres. Acharão que você carece de calor humano, não sabe se dar bem com as pessoas e é incapaz de considerar os sentimentos dos outros. Se você se distanciar delas, isso também não funcionará — ainda assim terão algo a dizer sobre isso. Tais pessoas são muito problemáticas. Não importa como você se associe com elas, nunca conseguirá satisfazê-las. Você não sabe o que elas pensarão e não sabe que problemas surgirão das coisas que você faz com boas intenções. Portanto, só há uma maneira de lidar com tais pessoas: fique longe delas e não se envolva com elas. Quando fizer amigos, não escolha tais pessoas, porque elas são sórdidas demais; associar-se com elas lhe trará grandes problemas e grande angústia, e toda essa angústia e todos esses problemas são completamente desnecessários. As pessoas sórdidas têm racionalidade? (Não.) O que significa dizer que elas não têm racionalidade? (Elas não têm consciência nem razão, e não têm limites morais.) Quais são os detalhes disso? (Elas não têm o pensamento de pessoas normais.) Não ter o pensamento de pessoas normais é um aspecto. Digam-Me, tais pessoas têm alguma vergonha? (Não.) Elas não têm vergonha, não têm o pensamento de uma humanidade normal e só falam raciocínios distorcidos e falaciosos. Seu raciocínio visa proteger seus próprios interesses — é tudo raciocínio distorcido. Se você lhes dá algo, elas dizem que você as menospreza e só lhes dá coisas de que não precisa. Se você não lhes dá nada, elas dizem que você é avarento demais. Tais palavras não são um raciocínio distorcido? (Sim.) Elas simplesmente não conseguem compreender as coisas corretamente e pensam de uma forma muito negativa — isso é um raciocínio distorcido. Os não crentes costumam dizer que as pessoas devem se conduzir de forma razoável — se alguém não é razoável e só fala raciocínios distorcidos, então não é boa coisa. Se alguém lhe dá algo, significa que tem alguma consideração por você; se não lhe dá algo, isso também é justo — ele pode dar seus próprios bens a quem quiser. Se você ainda encontra defeitos quando ele lhe dá algo, mas você o chama de avarento se não o fizer, isso não é ser irracional? As pessoas que se envolvem em raciocínios distorcidos como esse não são sórdidas? (Sim.) Elas são extremamente sórdidas! As pessoas sórdidas estão fora do alcance da razão, portanto, nenhum raciocínio as alcança. Agir de acordo com a consciência e a razão ou com base nas verdades princípios simplesmente não faz sentido para elas. A sordidez é um pouco semelhante à baixeza, não é? (Sim.) Por exemplo, algumas pessoas gastam dinheiro para comprar algo e sempre acham que não vale o preço, como se tivessem sofrido uma perda. Então, elas ponderam: “Você se aproveitou de mim, então preciso encontrar um jeito de fazer você sofrer uma perda — só então me sentirei equilibrado por dentro”. Pessoas assim, que são desprezíveis e sórdidas, estão sempre pensando em como se aproveitar dos outros. Se acham que sofreram uma perda, elas dificultam as coisas para os outros; sempre querem ter certeza de que não sairão perdendo, e só então ficam satisfeitas. Se elas se aproveitam de alguém, comemoram e ficam tão felizes que acordam de seus sonhos rindo. A quantia que você gasta em algo é uma escolha sua — ninguém o forçou a dar seu dinheiro. Já que você comprou de bom grado, por que ainda está ressentido e ainda tenta se aproveitar dos outros e não sofrer uma perda? Tais pessoas não são muito sórdidas? (Sim.) Quando vão ao supermercado comprar mantimentos e acham que estão caros demais, para não sofrerem uma perda, elas pegam algumas sacolas plásticas a mais. Se isso acontece durante o Ano Novo ou um feriado e o supermercado está distribuindo calendários, elas têm de pegar vários a mais, e só então ficam satisfeitas. Quando se aproveitam dos outros, elas se sentem satisfeitas consigo mesmas e até saem por aí exibindo quão capazes e habilidosas são. Digam-Me, que tipo de mentalidade tais pessoas têm? Não importa o que seja, elas sempre avaliam as coisas com base em se conseguem se aproveitar e evitar sofrer uma perda. Só esse tipo de pensamento e ponto de vista já é muito sórdido e desprezível. É claro que há também um lado autoritário nisso, bem como um lado maligno. É difícil lidar com tais pessoas e elas são exigentes. Tais pessoas exibem muitos defeitos de humanidade — suas maneiras de pensar, sob o ponto de vista de humanidade, não se conformam de forma alguma ao bom senso nem a nenhuma regra de comportamento e ficam abaixo do padrão moral mínimo de uma humanidade normal; é claro que também não se conformam à consciência e à razão da humanidade. Elas são muito distorcidas, muito baixas e também muito autoritárias. Tais pessoas não são vistas com frequência em grupos de pessoas? (Sim.) As pessoas sórdidas têm índole vil, e é muito difícil lidar com elas. Enquanto algo envolver seus interesses, sejam interesses materiais, sejam seu orgulho e status, sua conduta a esse respeito será revelada; será exibida de forma particularmente clara. Elas começarão a falar raciocínios distorcidos e falaciosos, tornando-se completamente impermeáveis à razão. Muito bem, encerramos aqui nossa discussão sobre as pessoas sórdidas.

Egoísmo

Outra manifestação é o egoísmo. O egoísmo é bom? (Não.) Então, primeiro, digam-Me, o egoísmo é inato? (Não.) O egoísmo não é inato, então, que tipo de problema é? (Um defeito de humanidade.) (Acho que é um problema de índole.) O egoísmo deve ser classificado com base na situação. Alguns casos de egoísmo são manifestações do instinto humano; são um tipo de instinto humano, um direito que as pessoas deveriam ter, um direito de proteger os próprios interesses. Se isso é uma manifestação do instinto humano, então é algo que as pessoas deveriam possuir. Esse tipo de egoísmo é uma manifestação de proteger seus direitos humanos e direitos e interesses legítimos. Esse tipo de egoísmo é justificado; não é um defeito de humanidade. No entanto, há outro tipo de manifestação que é mais grave do que esse tipo de egoísmo — ele envolve prejudicar os interesses dos outros, e isso é um defeito de humanidade; elevou-se ao nível de um problema de índole. Essas questões devem ser discernidas: quais manifestações de egoísmo são justificadas, quais são um defeito de humanidade e quais envolvem um problema de índole. Se essas questões puderem ser vistas com clareza, então se saberá como praticar de acordo com os princípios. Por exemplo, as pessoas querem cuidar bem da própria vida, cumprir completamente suas responsabilidades e obrigações e se administrar bem sem se preocupar com os outros, apenas se administrando bem sem infringir os interesses alheios — do ponto de vista de humanidade, isso também é um tipo de egoísmo, não é? No entanto, sob outra perspectiva, isso também é uma reação instintiva que as pessoas têm. É claro que também é um direito inerente dado às pessoas por Deus — ou seja, você tem o direito de primeiro cuidar de si mesmo sem se preocupar com os outros. Ao manter sua própria vida humana, você está mantendo sua própria sobrevivência. Isso é justificado. É claro que, sob o ponto de vista de humanidade, importar-se apenas consigo mesmo e não se preocupar com os outros também é uma manifestação de egoísmo. No entanto, esse tipo de egoísmo é uma manifestação normal de humanidade e é justificado. Embora, sob a perspectiva humana, isso seja visto como um defeito de humanidade, na realidade, não é. Importar-se apenas consigo mesmo — estar bem alimentado e agasalhado, fazer bem seu trabalho, cumprir suas obrigações, e só — sem ser capaz de, ou querer, cuidar dos outros, é um direito que você tem e é também um instinto que Deus lhe deu. Sob a perspectiva das condições inatas, se uma pessoa nem sequer sabe cuidar de si mesma, se lhe falta esse instinto inato, então ela não atende ao padrão de ser um adulto. Esse tipo de egoísmo é uma reação instintiva que as pessoas têm. Embora elas só se importem consigo mesmas, só protejam os próprios direitos e interesses, só cuidem de suas necessidades básicas de vida, bem como dos assuntos dentro de sua própria esfera de vida e trabalho, contanto que não infrinjam os interesses dos outros, esse tipo de egoísmo não é condenado. O tipo de egoísmo que realmente se eleva ao nível de índole vil, além de se importar apenas consigo mesmo, também envolve invadir ou prejudicar os interesses e direitos dos outros, infringindo os direitos humanos dos outros. Isso é egoísmo verdadeiro, e isso é um problema de índole vil. Se, para proteger seus próprios interesses, reputação, status e orgulho, você não mede esforços para se apoderar dos interesses dos outros ou tomá-los à força — tomando os interesses dos outros como seus, considerando apenas a si mesmo e não aos outros, até mesmo deixando os outros sem meios para sobreviver — esse tipo de egoísmo indica índole vil. Por exemplo, à noite, quando todos os outros estão dormindo, você está animado e não consegue dormir, então quer cantar uma canção. À medida que se empolga, você começa a cantar alto, até coloca música e dança enquanto canta. Seu humor melhora e você se sente feliz, mas acorda todos os outros, impedindo que durmam. Como isso se chama? (Egoísmo.) Esse tipo de comportamento se chama egoísmo. Esse comportamento indica índole vil? (Sim.) Por que esse comportamento indica índole vil? (Porque a pessoa não considera os outros e afeta o descanso deles.) Para ficar feliz, você não hesita em sacrificar o tempo de descanso e o sono dos outros, forçando todos a acompanhá-lo em seu canto e em sua folia. Para alcançar seus objetivos e proteger seus interesses, você infringe os interesses e direitos dos outros. Ou seja, a condição para proteger seus próprios interesses é sacrificar os interesses e direitos das outras pessoas. Esse tipo de manifestação se chama egoísmo. A razão pela qual esse tipo de egoísmo indica índole desprezível e vil é que esse tipo de comportamento prejudica os interesses dos outros. Você usa meios impróprios para proteger os próprios interesses enquanto prejudica e mina os interesses dos outros — isso se chama egoísmo. Por exemplo, quando todos comem juntos, algumas pessoas só pensam em comer carne e até comem as porções de carne dos outros também. Tais pessoas que comem mais carne estão sendo egoístas? (Sim.) Elas são impróprias na maneira como se conduzem, considerando apenas a si mesmas e desconsiderando os outros — isso se chama egoísmo. Por que chamamos essa situação de egoísmo? Por que é considerada índole vil? Porque, para proteger os próprios interesses, essas pessoas invadem os interesses dos outros, apoderam-se dos pertences deles e os tomam como seus. Isso se chama egoísmo, e esse tipo de egoísmo indica humanidade desprezível e índole vil. Portanto, se você protege seus próprios direitos e interesses e, para isso, invade e prejudica os interesses dos outros, então você é uma pessoa egoísta, uma pessoa de índole vil. Também se pode dizer que você é uma pessoa com humanidade ruim. No entanto, se você não prejudicou os interesses dos outros, não destruiu nem danificou os relacionamentos dos outros e só se importou consigo mesmo sem se preocupar com os outros, então esse tipo de egoísmo ainda é um tanto justificável. No máximo, pode-se dizer que você não é muito bondoso e que é mesquinho e egocêntrico, mas não é uma pessoa ruim; isso não alcança o nível de índole vil. Há uma diferença na natureza desses dois tipos de egoísmo? (Sim.) Ao discernir a índole das pessoas com base em seu grau de egoísmo e na essência de como agem, pode-se ver que a índole dentro das pessoas é diferente — há distinções.

Algumas pessoas nunca se preocupam com os assuntos dos outros e se concentram apenas em seus assuntos. Tais pessoas podem não parecer muito calorosas, nem muito amigáveis, nem muito afetuosas em suas interações com os outros. No entanto, elas nunca causam perturbações, nunca inventam mentiras ou rumores sobre os outros e nunca usurpam ou se apoderam dos pertences dos outros. É claro que nunca dão seus próprios pertences aos outros. Elas podem parecer muito mesquinhas e muito avarentas, mas nunca prejudicam os interesses dos outros e agem com muito princípio na maneira como se conduzem. Tais pessoas têm um limite básico, que é: “Eu não me aproveito de você, e você não deve pensar em se aproveitar de mim. Eu nunca o exploro, e você não deve pensar em me explorar”. Elas têm muito princípio. Embora tais pessoas sejam indiferentes em relação aos outros, não estejam ansiosas para ajudá-los, não interajam com eles e não demonstrem muita amizade ou entusiasmo em relação a eles, elas nunca os prejudicam. Mesmo que tenham muito de algo, elas não o dão aos outros. Quando veem os outros com coisas boas, às vezes podem sentir inveja ou ciúme, mas não pretendem apoderar-se delas avidamente; elas também não se aproveitam secretamente dos outros, nem invadem seus interesses para seu próprio benefício. A julgar por esses pontos mencionados acima, elas não são malignas. Então, isso significa que sua humanidade é boa? Se sua humanidade é boa ou não depende de sua consciência e razão, de sua atitude em relação a aceitar a verdade e em relação às coisas positivas — isso é outro assunto. Mas, pelo menos, a julgar pela atitude e maneira que adotam ao conviver com os outros, elas não são maliciosas com eles. Por fora, parecem muito egoístas, importando-se apenas consigo mesmas, vivendo em seu próprio mundinho e não se preocupando com os assuntos dos outros. No entanto, elas nunca prejudicam os interesses dos outros, então sua índole ainda é aceitável. Ou seja, quando você interagir com elas ou tiver trocas materiais ou sociais com elas, pelo menos elas não prejudicarão seus interesses. Se você pedir conselhos a elas ou pedir que forneçam algumas ideias, elas o ajudarão, mas se você não pedir, elas não ajudarão por iniciativa própria. A julgar por essa manifestação, tais pessoas podem parecer bastante distantes, mas a julgar pelo fato de que nunca se aproveitam dos outros nem prejudicam os interesses deles, elas ainda têm humanidade e são relativamente decentes. Olhar para isso dessa forma é acurado e objetivo? (Sim.) Portanto, nem todas as pessoas egoístas são pessoas malignas ou de índole ruim. Você também deve observar se o egoísmo delas alcançou o ponto de prejudicar os interesses ou de se apropriar da propriedade dos outros, bem como quais são seus princípios para se conduzir e lidar com o mundo, qual é a essência de sua índole e se elas têm limites e princípios na maneira como se conduzem. Por fora, algumas pessoas parecem muito generosas e calorosas na maneira como convivem com os outros. Elas também dão aos outros, ajudam os outros e fazem coisas para eles. Se há algo em que você precisa de ajuda, contanto que elas vejam isso, elas lhe ajudam sem que você precise pedir. A julgar por essas manifestações, elas parecem ser muito bondosas. No entanto, se você as ofende ou faz algo sem querer que prejudique seus interesses, elas se recusam a deixar para lá, guardam rancor, lembram conflitos antigos e não descansam até que tenham esmagado você. Essas são pessoas malignas — com uma humanidade muito pior do que aquelas que parecem egoístas por fora. Vocês entendem? (Sim.) Entre as pessoas, qual desses dois tipos é mais comum? Que tipo vocês preferem? A maioria das pessoas não gosta daqueles que são indiferentes e egoístas. Algumas pessoas, quando o veem em dificuldade, tomam a iniciativa de ajudar. Mesmo que você não peça, ainda assim verificam se você precisa de ajuda. Se você precisar, elas o ajudarão. Tais pessoas têm amor pelos outros e são inclinadas a dar e ajudar os outros. Algumas outras, quando o veem em dificuldade, não tomam a iniciativa de ajudá-lo, mas, contanto que você fale e peça, ainda ajudarão. Embora tais pessoas sejam um pouco passivas, elas ainda não são ruins e podem ser consideradas pessoas boas. Há outro tipo de pessoa — não importa quão grande seja a dificuldade que você enfrente, elas não ajudarão. Mesmo que você peça, elas inventarão desculpas e motivos para recusar. Esse tipo de pessoa é o mais egoísta. Algumas pessoas costumam dizer da boca para fora: “Se precisar de alguma ajuda, é só me avisar”. Quando nada acontece, elas parecem especialmente calorosas, proativas e positivas. Mas quando você realmente pede sua ajuda com algo, depois de ajudar, elas começam a insinuar uma retribuição, dizendo coisas como: “Gastei tanto dinheiro dando presentes ao meu chefe por causa desse assunto”. Como vê, por fora, elas parecem muito calorosas, oferecendo-se para prestar serviços e fazer coisas para você sem pedir nada em troca. Mas depois que ajudam, você nunca conseguirá retribuir completamente o favor pessoal. Quão insidiosas são tais pessoas! Você deveria se associar a elas? (Não.) Eu simplesmente não me associo a pessoas assim. Elas falam com doçura, demonstram calor e consideração especiais. Dizem coisas agradáveis na sua frente, mas fazem coisas ruins pelas suas costas. Elas não têm nenhum princípio no que fazem; são apenas tigres sorridentes, que escondem adagas por trás de seus sorrisos. Quando nada acontece, elas riem e brincam com você o tempo todo, agem como se fossem muito próximas. Mas quando você realmente precisa da ajuda delas, elas desaparecem. Mesmo quando se trata de coisas que são muito fáceis de fazer, elas inventam motivos e desculpas para evitá-las. Mesmo que seja algo que exija pouco esforço, elas ainda cobram um favor de você. Quando fazem algo por você, elas pensam em todos os tipos de maneiras para fazer com que você lhes dê algo em troca. Você nunca conseguirá retribuir completamente esse favor pessoal. Por outro lado, aqueles que, por fora, parecem muito frios e egoístas, muitas vezes têm limites na maneira como se conduzem e são muito meticulosos em suas ações. Embora possam ser mornos com você, eles nunca tramarão contra você. Se você realmente pedir que o ajudem com algo, eles certamente o farão com grande seriedade. Depois, se você retribuir com um pequeno favor pessoal ou algo material, eles tratarão isso adequadamente. No entanto, se você não lhes der nada, eles não lhe pedirão nada nem continuarão mencionando isso para pedir favores ou retribuição. Tais pessoas são genuínas; o que parecem ser por fora é exatamente o que são por dentro. No entanto, muitas vezes, ninguém gosta de tais pessoas, dizendo que são egoístas, que é difícil conviver com elas, que são frias e não têm calor humano, e não querem ter nenhum contato com elas. Na realidade, algumas dessas pessoas têm uma humanidade decente. Olhem ao redor e vejam quem é esse tipo de pessoa. Embora não sejam eloquentes, sua personalidade seja um tanto fria e, por fora, pareçam não ter calor humano e não saibam como se envolver ou iniciar conversas com os outros, elas têm muito princípio na maneira como se conduzem. Embora possam não ser muito bondosas, não há malícia em seu coração; no mínimo, elas não têm más intenções para com a maioria das pessoas. O que parecem ser por fora é exatamente o que são por dentro. Elas não usam táticas ou filosofias para os tratos mundanos para conquistar as pessoas. Tais pessoas são simples. É esse o caso? (Sim.) Então, agora, você não tem uma base para tratar corretamente as pessoas egoístas? Com base em que você deveria tratá-las? Não pode ser com base em seus sentimentos ou preferências, nem com base em se você gosta ou não dessas pessoas, se você se dá bem com elas, se elas são úteis ou benéficas para você, nem com base em sua atitude em relação a você — não pode ser com base nisso. Em vez disso, deveria ser com base em sua índole, sua humanidade essência e sua atitude em relação às pessoas, à verdade e às coisas positivas. É com base nesses fatores que você deveria tratar as pessoas egoístas. Se elas realmente são pessoas malignas, então lide com elas de acordo. Se parecem egoístas por fora, mas sua humanidade não é maligna, então você não deveria tratá-las como pessoas malignas ou pessoas com humanidade ruim. Mesmo que você não goste dessas pessoas ou mesmo que elas não sejam boas em se associar com os outros ou em manter relacionamentos, você não pode considerá-las pessoas malignas ou pessoas sem humanidade só porque parecem egoístas por fora. Isso é preconceito contra essas pessoas. Então, agora, vocês não têm um princípio para tratar as pessoas egoístas? Não se pode generalizar isso; em vez disso, deve-se basear em sua humanidade essência e em sua atitude em relação à verdade e ao seu dever e na atitude com que se conduzem — esse é o princípio pelo qual você deveria tratá-las. Isso é tudo para nossa comunhão da questão do egoísmo.

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