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A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III

Essas diversas comunhões exerceram grande impacto sobre cada pessoa. A partir de agora, as pessoas podem, por fim, sentir realmente a verdadeira existência de Deus e que Deus está, de fato, muito próximo delas. Embora as pessoas tenham crido em Deus por muitos anos, elas nunca compreenderam verdadeiramente os Seus pensamentos e ideias como o fazem agora, nem verdadeiramente experimentaram Suas ações práticas como o fazem agora. Quer seja conhecimento ou prática real, a maioria das pessoas aprendeu algo novo, alcançou uma compreensão mais elevada, percebeu o erro nas suas próprias buscas passadas, percebeu a superficialidade de suas experiências, que muita coisa não está de acordo com a vontade de Deus, e percebeu que o que mais falta ao homem é o conhecimento do caráter de Deus. Esse conhecimento por parte das pessoas é um tipo de conhecimento perceptivo; elevar-se ao nível do conhecimento racional requer um aprofundamento e fortalecimento gradual por meio de suas experiências. Antes de os homens compreenderem verdadeiramente a Deus, pode-se dizer que subjetivamente eles acreditam na existência de Deus em seu coração, mas não têm uma compreensão real de questões específicas, como que tipo de Deus Ele realmente é, qual é a Sua vontade, qual é o Seu caráter e qual é a Sua real atitude para com a humanidade. Isso compromete muito a fé das pessoas em Deus — a fé delas simplesmente não consegue alcançar a pureza ou a perfeição. Mesmo se você estiver cara a cara com a palavra de Deus, ou sentir que encontrou Deus através de suas experiências, ainda assim não se pode dizer que você O compreende plenamente. Como você não conhece os pensamentos de Deus, ou o que Ele ama e o que Ele odeia, o que O deixa irritado e o que Lhe traz alegria, você não tem uma verdadeira compreensão Dele. A sua fé é construída sobre uma base de incertezas e imaginação, baseada em seus desejos subjetivos. Ainda está longe de ser uma crença autêntica e você ainda está longe de ser um verdadeiro seguidor. Explicações dos exemplos dessas histórias da Bíblia permitiram que os humanos conhecessem o coração de Deus, o que Ele estava pensando a cada passo da Sua obra e por que Ele realizou essa obra, qual era a Sua intenção original e o Seu plano quando Ele fez isso, como Ele chegou às Suas ideias e como Ele preparou e desenvolveu o Seu plano. Por meio dessas histórias, podemos ganhar uma compreensão detalhada e específica de cada intenção específica de Deus e de cada pensamento real durante os seis mil anos da Sua obra de gerenciamento, e da Sua atitude em relação aos humanos em diferentes épocas e eras. Compreender o que Deus estava pensando, qual era a Sua atitude, e o caráter que Ele revelou ao enfrentar cada situação, pode ajudar cada pessoa a perceber mais profundamente Sua verdadeira existência e sentir mais profundamente a Sua realidade e autenticidade. O Meu objetivo ao contar essas histórias não é fazer com que as pessoas entendam a história bíblica, nem ajudá-las a se familiarizarem com os livros ou os personagens da Bíblia e, especialmente, não é ajudar as pessoas a compreender os antecedentes do que Deus fez durante a Era da Lei. Meu objetivo é ajudar as pessoas a entenderem a vontade de Deus, Seu caráter e cada pequena parte Dele, e ganharem uma compreensão e um conhecimento mais autênticos e mais precisos sobre Ele. Dessa forma, o coração das pessoas pode, pouco a pouco, abrir-se para Deus, ficar próximo de Deus, e elas podem melhor compreendê-Lo, Seu caráter, Sua essência e conhecer melhor o Próprio Deus verdadeiro.

O conhecimento do caráter de Deus e o que Ele tem e é pode ter um impacto positivo nos humanos. Pode ajudá-los a ter mais confiança em Deus e ajudá-los a alcançar a verdadeira obediência e o temor a Ele. Eles então não serão mais seguidores cegos, nem vão adorá-Lo cegamente. Deus não quer os tolos, nem os que seguem a multidão cegamente, mas um grupo de pessoas que tenha, em seu coração, uma clara compreensão e conhecimento do caráter de Deus e possa agir como testemunhas de Deus, pessoas que nunca abandonariam a Deus devido à Sua amabilidade, devido ao que Ele tem e é, e devido ao Seu caráter justo. Como seguidor de Deus, se no seu coração ainda falta clareza, ou há ambiguidade ou confusão sobre a verdadeira existência de Deus, Seu caráter, o que Ele tem e é, e sobre o Seu plano para salvar a humanidade, então a sua fé não poderá ganhar o louvor de Deus. Deus não quer que esse tipo de pessoa O siga, e Ele não gosta que esse tipo de pessoa se apresente diante Dele. Como esse tipo de pessoa não compreende a Deus, ela não pode entregar a Ele seu coração — o coração dessas pessoas está fechado para Ele, por isso sua fé em Deus é cheia de impurezas. Sua maneira de seguir a Deus só pode ser chamada de cega. As pessoas só podem ganhar a verdadeira crença e ser verdadeiros seguidores se tiverem verdadeira compreensão e conhecimento de Deus, o que cria a verdadeira obediência e temor a Ele. Só assim podem dar seu coração a Deus, abrir o coração para Ele. Isso é o que Deus quer, porque tudo que fazem e pensam pode resistir ao teste de Deus e dar testemunho Dele. Tudo que Eu comunico a vocês a respeito do caráter de Deus, ou sobre o que Ele tem e é, ou a Sua vontade e Seus pensamentos em tudo o que Ele faz, e de qualquer perspectiva, de qualquer ângulo que Eu fale sobre isso, é tudo para ajudá-los a ter mais certeza da existência verdadeira de Deus, a compreenderem e apreciarem mais verdadeiramente o Seu amor pela humanidade, e compreenderem e apreciarem mais verdadeiramente a preocupação de Deus com os humanos, e o Seu sincero desejo de gerenciar e salvar a humanidade.

Hoje, primeiro vamos resumir os pensamentos, ideias e todos os movimentos de Deus desde que Ele criou os humanos, e examinar a obra que Ele realizou, desde a criação do mundo até o início oficial da Era da Graça. Poderemos então descobrir quais dos pensamentos e ideias de Deus são desconhecidos do homem, e a partir daí podemos esclarecer a ordem do plano de Deus para o gerenciamento, e compreender plenamente o contexto no qual Ele criou Sua obra de gerenciamento, suas origens e seu processo de desenvolvimento, e também compreender plenamente que resultados que Ele quer da Sua obra de gerenciamento — isto é, o cerne e o propósito da Sua obra de gerenciamento. Para compreender essas coisas, precisamos voltar a um tempo distante, imóvel e silencioso, quando não havia humanos…

Quando Deus Se levantou do Seu leito, o primeiro pensamento que Ele teve foi este: criar uma pessoa viva, um ser humano vivo, real — alguém para viver com Ele e fazer-Lhe constante companhia. Essa pessoa poderia ouvi-Lo, e Deus poderia confiar nela e falar com ela. Então, pela primeira vez, Deus apanhou um punhado de terra e o usou para criar a primeira pessoa viva que Ele havia imaginado, e deu então a essa criatura viva um nome: Adão. Assim que Deus ganhou essa pessoa que vivia e respirava, como Ele Se sentiu? Pela primeira vez, Ele sentiu a alegria de ter um ente querido, uma companhia. Sentiu também pela primeira vez a responsabilidade de ser pai e a preocupação que a acompanha. Essa pessoa que vivia e respirava trouxe a Deus felicidade e alegria; pela primeira vez, Ele Se sentiu reconfortado. Essa foi a primeira coisa que Deus fez que não foi realizada com Seus pensamentos, nem mesmo palavras, mas sim com as Suas duas mãos. Quando esse tipo de ser — uma pessoa que vive e respira — postou-se diante de Deus, feito de carne e sangue, com corpo e forma, e capaz de falar com Deus, Ele experimentou uma espécie de alegria que nunca sentira antes. Ele realmente sentiu a Sua responsabilidade e esse ser vivo não apenas tocou Seu coração, mas cada pequeno movimento que fazia também O tocava e aquecia Seu coração. Assim, quando esse ser vivo se postou diante de Deus, foi a primeira vez que Ele teve o pensamento de ganhar mais pessoas assim. Essa foi a série de eventos que se iniciou com esse primeiro pensamento que Deus teve. Para Ele, todos esses eventos estavam ocorrendo pela primeira vez, mas, nesses primeiros eventos, não importa o que Ele tenha sentido naquele momento — alegria, responsabilidade, preocupação — não havia ninguém com quem compartilhar. A partir daquele momento, Deus sentiu, verdadeiramente, uma solidão e uma tristeza que nunca havia tido antes. Sentiu que os seres humanos não podiam aceitar nem compreender Seu amor e Sua preocupação, nem Suas intenções para a humanidade e, assim, Ele continuou sentindo tristeza e dor em Seu coração. Embora Ele tivesse feito essas coisas para o homem, o homem não estava ciente disso e não compreendia. Além de felicidade, a alegria e o consolo que o homem trouxe para Ele logo trouxeram consigo os Seus primeiros sentimentos de tristeza e solidão. Esses eram os pensamentos e sentimentos de Deus naquele momento. Enquanto Deus estava fazendo todas essas coisas, em Seu coração Ele passava da alegria à tristeza e da tristeza à dor, tudo misturado com ansiedade. Tudo o que Ele queria era apressar-Se para fazer essa pessoa, essa raça humana, saber o que estava em Seu coração e que compreendessem as Suas intenções o quanto antes. Eles poderiam, então, tornar-se Seus seguidores e estar em sintonia com Ele. Eles não mais ouviriam a voz de Deus e permaneceriam sem falar; eles não mais seriam inconscientes de como unir-se a Deus na Sua obra; acima de tudo, eles não seriam mais pessoas indiferentes às exigências de Deus. Essas primeiras coisas que Deus completou são muito significativas e têm grande valor para o Seu plano de gerenciamento e para os seres humanos de hoje.

Depois de criar todas as coisas e os humanos, Deus não descansou. Ele não podia esperar para realizar Seu gerenciamento, nem podia esperar para ganhar as pessoas que Ele amava tanto em meio à humanidade.

Em seguida, não muito depois de Deus ter criado os seres humanos, vemos na Bíblia que houve um grande dilúvio por todo o mundo. Noé é mencionado no registro do dilúvio, e pode-se dizer que Noé foi a primeira pessoa a receber o chamado de Deus para trabalhar com Ele, para completar uma tarefa de Deus. Naturalmente, essa também foi a primeira vez que Deus chamou uma pessoa na terra para fazer alguma coisa seguindo as Suas ordens. Logo que Noé terminou de construir a arca, Deus inundou a terra pela primeira vez. Quando Deus destruiu a terra com o dilúvio, foi a primeira vez desde que havia criado os seres humanos que Ele Se sentiu tomado de desgosto por eles; foi isso que obrigou Deus a tomar a dolorosa decisão de destruir essa raça humana por meio de um dilúvio. Depois que o dilúvio destruiu a terra, Deus fez Sua primeira aliança com os humanos, prometendo que Ele nunca faria isso novamente. O sinal dessa aliança foi um arco-íris. Essa foi a primeira aliança de Deus com a humanidade, e assim o arco-íris foi o primeiro sinal de uma aliança dado por Deus; esse arco-íris é uma coisa física, que existe na realidade. É a própria existência desse arco-íris que faz com que Deus muitas vezes sinta tristeza pela raça humana anterior que Ele perdeu, e que Lhe serve como um lembrete constante do que aconteceu com eles… Deus não quis diminuir o ritmo — Ele não podia esperar para dar o próximo passo em Seu gerenciamento. Em seguida, Deus escolheu Abraão como Sua primeira opção para a Sua obra por toda a Israel. Essa foi também a primeira vez que Deus escolheu um tal candidato. Deus resolveu começar a realizar a Sua obra de salvar a humanidade por meio dessa pessoa, e continuar a Sua obra entre os seus descendentes. Podemos ver na Bíblia que foi isso que Deus fez com Abraão. Deus então fez de Israel a primeira terra escolhida, e começou a Sua obra da Era da Lei através do Seu povo escolhido, os israelitas. Novamente, pela primeira vez, Deus forneceu aos israelitas as regras e leis expressas que a humanidade deveria seguir, e as explicou em detalhes para eles. Essa foi a primeira vez que Deus deu aos seres humanos regras tão específicas, padronizadas, sobre como eles deveriam oferecer sacrifícios, como deveriam viver, o que deveriam fazer e não fazer, quais festividades e dias eles deveriam observar, e princípios a seguir em tudo que fizessem. Foi a primeira vez que Deus deu à humanidade normas e princípios padronizados tão detalhados para suas vidas.

Quando digo “pela primeira vez”, isso significa que Deus nunca havia completado antes uma obra como essa. É algo que não existia antes, e embora Deus tivesse criado a humanidade e todos os tipos de criaturas e seres vivos, Ele nunca havia completado esse tipo de obra. Toda essa obra envolvia o gerenciamento dos humanos por Deus; estava totalmente relacionada com os humanos, com a salvação e o gerenciamento dos humanos. Depois de Abraão, Deus fez uma escolha, novamente pela primeira vez — Ele escolheu Jó para ser o único homem submetido à lei que poderia resistir às tentações de Satanás, enquanto continuava a temer a Deus a evitar o mal e, ser testemunha Dele. Essa foi também a primeira vez que Deus permitiu que Satanás tentasse uma pessoa e, a primeira vez que Ele fez uma aposta com Satanás. No final, pela primeira vez, Deus ganhou alguém que era capaz de ser testemunha Dele enquanto enfrentava Satanás — uma pessoa capaz de dar testemunho Dele e deixar Satanás completamente envergonhado. Desde que Deus tinha criado a humanidade, essa era a primeira pessoa que Ele tinha ganhado que podia dar testemunho Dele. Tendo ganhado esse homem, Deus ficou ainda mais ansioso para continuar o Seu gerenciamento e passar para a próxima etapa na Sua obra, preparando Sua próxima escolha e o local onde realizaria a Sua obra.

Depois de comungar sobre tudo isso, vocês têm uma verdadeira compreensão da vontade de Deus? Deus vê essa instância de gerenciamento da humanidade, de salvar os humanos, como mais importante do que qualquer outra coisa. Ele faz essas coisas não apenas com a Sua mente, nem apenas com Suas palavras e, em especial, Ele não faz isso casualmente — Ele faz todas essas coisas com um plano, com um objetivo, com normas e com a Sua vontade. É claro que essa obra de salvar a humanidade tem grande significado tanto para Deus como para o homem. Por mais difícil que seja a obra, por maiores que sejam os obstáculos, por mais fracos que sejam os humanos, ou por mais profunda que seja a rebeldia da humanidade, nada disso é difícil para Deus. Deus Se ocupa, despendendo Seus meticulosos esforços e gerenciando a obra que Ele Mesmo quer realizar. Ele também está organizando tudo e governando todas as pessoas e as obras que Ele quer completar — nada disso foi feito antes. Foi a primeira vez que Deus usou esses métodos e pagou um alto preço por esse grande projeto de gerenciamento e salvação da humanidade. Enquanto Deus está realizando essa obra, pouco a pouco Ele está expressando para os humanos, sem reservas, Sua árdua obra, o que Ele tem e é, Sua sabedoria e onipotência, e todos os aspectos do Seu caráter. Ele revela, sem reservas, tudo isso para a humanidade, pouco a pouco, revelando e expressando essas coisas como Ele nunca havia feito antes. Assim, no universo inteiro, além das pessoas que Deus visa gerenciar e salvar, nunca houve criaturas tão próximas de Deus, que tivessem um relacionamento tão íntimo com Ele. No Seu coração, a humanidade que Ele quer gerenciar e salvar é a mais importante, e Ele valoriza essa humanidade acima de tudo; embora tenha pago um alto preço por eles, e embora seja continuamente magoado e desobedecido pelas pessoas, Ele nunca desiste delas e prossegue incansavelmente na Sua obra, sem queixas nem arrependimentos. Isso é porque Ele sabe que mais cedo ou mais tarde, os humanos algum dia despertarão para o Seu chamado e serão tocados pelas Suas palavras, reconhecerão que Ele é o Senhor da Criação, e retornarão para o Seu lado…

Depois de ouvir tudo isso hoje, vocês podem sentir que tudo que Deus faz é muito normal. Parece que os humanos sempre sentiram um pouco da vontade de Deus para com elas a partir das Suas palavras e da Sua obra, mas há sempre uma certa distância entre os sentimentos ou conhecimentos deles e o que Deus está pensando. Assim, acho que é necessário comunicar para todas as pessoas sobre por que Deus criou a humanidade, e o contexto por trás do Seu desejo de ganhar as pessoas por quem Ele tinha esperança. É essencial compartilhar isso com todos, para que todos tenham clareza em seu coração. Como cada pensamento e ideia de Deus, cada fase e cada período da Sua obra estão vinculados e intimamente ligados a toda a Sua obra de gerenciamento, quando vocês compreendem os pensamentos, as ideias e a vontade Dele em cada passo de Sua obra, é o mesmo que compreender a origem da obra de Seu plano de gerenciamento. É sobre esse fundamento que a compreensão que vocês têm sobre Deus se aprofunda. Embora tudo que Deus fez quando criou o mundo, como já mencionei, seja uma mera informação para as pessoas de hoje e pareça irrelevante para a busca da verdade, ao longo da experiência de vocês haverá um dia em que você não mais pensará que é algo tão simples como algumas informações, nem tão simples quanto alguns mistérios. À medida que a sua vida progride e quando houver um pouco de espaço para Deus em seu coração, ou quando você compreender mais plenamente e profundamente a Sua vontade, você realmente compreenderá a importância e a necessidade do que estou falando hoje. Não importa em que medida vocês aceitaram isso; é necessário que vocês entendam e saibam essas coisas. Quando Deus faz alguma coisa, quando Ele realiza Sua obra, não importa se é com as Suas ideias ou com as Suas próprias mãos, não importa se é a primeira vez que Ele faz aquilo, ou se é a última — no fim, Deus tem um plano e Seus propósitos e pensamentos estão em tudo que Ele faz. Esses propósitos e pensamentos representam o caráter de Deus e expressam o que Ele tem e é. Essas duas coisas — o caráter de Deus e o que Ele tem e é — devem ser compreendidas por todas as pessoas, sem exceção. Quando uma pessoa compreende o Seu caráter e o que Ele tem e é, pode gradualmente compreender por que Deus faz o que faz e por que Ele diz o que diz. A partir daí, ela pode ter mais fé para seguir a Deus, buscar a verdade e buscar uma mudança de caráter. Ou seja, o entendimento do homem sobre Deus e sua fé em Deus são inseparáveis.

Embora o que as pessoas ouvem dizer ou sobre o que ganham entendimento seja o caráter de Deus, o que Ele tem e é, o que elas ganham é a vida que vem de Deus. Uma vez que essa vida tenha sido forjada dentro de você, seu temor a Deus se tornará cada vez maior, e essa colheita ocorre naturalmente. Se você não quer compreender nem conhecer o caráter de Deus ou a Sua essência, se você não quer nem sequer ponderar ou concentrar-se nessas coisas, posso dizer com certeza que a maneira como você está atualmente buscando sua fé em Deus nunca poderá permitir que você satisfaça a vontade Dele ou ganhe o Seu louvor. Mais ainda, você nunca poderá verdadeiramente alcançar a salvação — essas são as consequências finais. Quando as pessoas não compreendem a Deus e não conhecem o Seu caráter, seu coração nunca pode realmente se abrir para Ele. Uma vez que tenham entendido Deus, elas começarão a compreender e saborear o que está no Seu coração com interesse e fé. Quando você compreende e saboreia o que está no coração de Deus, seu coração vai gradualmente, pouco a pouco, se abrindo para Ele. Quando seu coração se abrir para Ele, você sentirá quão vergonhosas e desprezíveis foram suas permutas com Deus, suas exigências feitas a Ele e seus desejos extravagantes. Quando seu coração realmente se abrir para Deus, você verá que o coração Dele é um mundo infinito, e você entrará em um reino que nunca experimentou antes. Nesse reino não há trapaça, não há engano, não há escuridão nem maldade. Existe apenas sinceridade e fidelidade; luz e retidão; justiça e bondade. É cheio de amor e cuidado, compaixão e tolerância, e através dele você sente a felicidade e a alegria de estar vivo. Essas coisas são o que Ele revelará a você quando você abrir seu coração para Deus. Este mundo infinito está repleto da sabedoria de Deus, repleto da Sua onipotência; também está repleto do Seu amor e da Sua autoridade. Aqui você pode ver cada aspecto do que Deus tem e é, o que traz alegria a Ele, por que Ele se preocupa e por que fica triste, por que fica irado… Isso é o que todos que abrem o coração e permitem que Deus entre podem ver. Deus só pode entrar em seu coração se você o abrir para Ele. Você só pode ver o que Deus tem e é, e só pode ver a vontade Dele para você, se Ele tiver entrado em seu coração. Nesse momento, você descobrirá que tudo sobre Deus é muito precioso, que o que Ele tem e é, é muito digno de se valorizar. Comparado a isso, as pessoas que o cercam, os objetos e eventos na sua vida, e até mesmo seus entes queridos, seu companheiro ou companheira e as coisas que você ama, mal são dignos de serem mencionados. Eles são tão pequenos e inferiores; você sentirá que nenhum objeto material jamais poderá atraí-lo novamente, e eles não conseguirão que você pague nenhum preço por eles novamente. Na humildade de Deus, você verá a Sua grandeza e supremacia; além disso, em algo que Ele fez que você acreditava ser muito pequeno, você verá Sua infinita sabedoria e tolerância, você verá Sua paciência, Sua longanimidade e a maneira como Ele compreende você. Isso produzirá em você um amor por Ele. Nesse dia, você sentirá que a humanidade está vivendo em um mundo muito sujo, que as pessoas ao seu lado e as coisas que acontecem na sua vida, e até aqueles que você ama, o amor deles por você, e a suposta proteção ou preocupação deles por você, são coisas que nem vale a pena mencionar — apenas Deus é o seu amado, é apenas Deus o seu tesouro maior. Quando esse dia chegar, creio que haverá algumas pessoas que dirão: o amor de Deus é tão grande e Sua essência é tão sagrada — em Deus não há engano, nem mal, nem inveja, nem conflito, mas apenas retidão e autenticidade, e tudo que Deus tem e é deve ser desejado pelos humanos. Os humanos devem se esforçar e aspirar por isso. Sobre qual base é construída a capacidade da humanidade para conseguir isso? Ela é construída com base na compreensão que os humanos têm do caráter de Deus, e na sua compreensão da essência de Deus. Assim, compreender o caráter de Deus, e o que Ele tem e é, é uma lição para toda a vida para cada pessoa, e é um objetivo para toda a vida buscado por todos que se esforçam para mudar o seu caráter, e que se esforçam para conhecer a Deus.

Acabamos de falar sobre toda a obra que Deus completou, a série de coisas que Ele fez pela primeira vez. Cada uma dessas coisas é relevante para o Seu plano de administração e para a Sua vontade. Elas também são relevantes para o caráter de Deus e Sua essência. Se quisermos compreender melhor o que Deus tem e é, não podemos parar no Antigo Testamento ou na Era da Lei, mas precisamos seguir em frente com os passos que Deus deu em Seu trabalho. Então, quando Deus terminou a Era da Lei e começou a Era da Graça, nossos próprios passos chegaram à Era da Graça — uma era cheia de graça e redenção. Nessa época, Deus novamente fez algo muito importante pela primeira vez. A obra nessa nova era, tanto para Deus como para a humanidade, foi um novo ponto de partida. Esse novo ponto de partida foi, mais uma vez, uma nova obra que Deus fez pela primeira vez. Essa nova obra foi algo sem precedentes que Deus realizou, que não poderia ser imaginado pelos seres humanos, nem por todas as demais criaturas. É algo que hoje é bem conhecido por todas as pessoas: foi a primeira vez que Deus Se tornou um ser humano, a primeira vez que Ele iniciou uma nova obra assumindo a forma de um homem, com a identidade de um homem. Essa nova obra significou que Deus completou a Sua obra na Era da Lei, que Ele não faria mais nada, nem diria nada sob a lei. Também não falaria nem faria qualquer coisa na forma da lei, nem de acordo com os princípios ou regras da lei. Isto é, toda a Sua obra baseada na lei foi interrompida para sempre e não seria continuada, pois Deus queria começar uma nova obra e fazer novas coisas, e Seu plano mais uma vez teve um novo ponto de partida. Assim, Deus teve que conduzir a humanidade para a próxima era.

Se isso foi uma notícia alegre ou sinistra para os humanos, dependeu de qual era a essência deles. Pode-se dizer que não foi uma notícia alegre, mas sim ameaçadora para algumas pessoas, porque quando Deus começou Sua nova obra, aqueles que apenas seguiam as leis e as regras, que apenas seguiam as doutrinas, mas não temiam a Deus, tendiam a usar a antiga obra de Deus para condenar Sua nova obra. Para esses, foi uma notícia ameaçadora; mas para cada pessoa que era inocente e aberta, que era sincera com Deus e estava disposta a receber a Sua redenção, a primeira encarnação de Deus foi uma notícia muito alegre. Pois desde que existiram os humanos, essa foi a primeira vez em que Deus apareceu e viveu entre os homens de uma forma que não era Espírito; em vez disso, Ele nasceu de um ser humano e viveu entre as pessoas como o Filho do homem, e operou entre eles. Essa “primeira vez” derrubou os conceitos das pessoas e também foi além de tudo que podiam imaginar. Além disso, todos os seguidores de Deus ganharam um benefício tangível. Deus não apenas acabou com a antiga era, como também acabou com Seus antigos métodos e estilo de realizar Suas obras. Ele não mais permitia que Seus mensageiros transmitissem a Sua vontade, não ficou mais oculto entre as nuvens, e não mais aparecia nem falava com os humanos de maneira imponente, através do trovão. Diferente de tudo que houve antes, por meio de um método inimaginável para os humanos, que era difícil para eles compreenderem ou aceitarem — tornar-Se carne — Ele Se tornou o Filho do homem para desenvolver a obra daquela era. Esse passo pegou a humanidade de surpresa, e foi muito desconfortável para as pessoas, porque Deus havia, mais uma vez, iniciado uma nova obra que Ele nunca havia feito antes. Hoje, vamos examinar qual foi a nova obra que Deus realizou na nova era, e em toda essa nova obra, o que podemos compreender do caráter de Deus e do que Ele tem e é?

As seguintes palavras estão registradas no Novo Testamento da Bíblia.

1. Mateus 12:1 Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os Seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer.

2. Mateus 12:6-8 Digo-vos, porém, que aqui está o Que é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor.

Vejamos primeiro esta passagem: “Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os Seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer”.

Por que selecionamos essa passagem? Que conexão tem ela com o caráter de Deus? Nesse texto, a primeira coisa que sabemos é que era o dia de sábado, mas o Senhor Jesus saiu e levou Seus discípulos através dos campos de trigo. O mais “ofensivo” é que eles até “começaram a colher espigas, e a comer”. Na Era da Lei, as leis de Deus Jeová diziam que as pessoas não podiam sair casualmente ou participar de atividades no sábado — havia muitas coisas que não podiam ser feitas no sábado. Essa ação por parte do Senhor Jesus foi intrigante para os que tinham vivido sob a lei por longo tempo, e até provocou críticas. Quanto à confusão deles e a maneira como falaram sobre o que o Senhor Jesus fez, vamos deixar isso de lado por enquanto e discutir primeiro por que o Senhor Jesus optou por fazer isso no sábado, entre todos os dias, e o que Ele quis comunicar, por meio dessa ação, às pessoas que viviam sob a lei. É sobre a conexão entre essa passagem e o caráter de Deus que desejo falar.

Quando o Senhor Jesus veio, Ele usou Suas ações práticas para Se comunicar com as pessoas: Deus havia deixado a Era da Lei e começado uma nova obra, e essa nova obra não exigia observar o sábado; quando Deus saiu dos limites do dia de sábado, isso foi apenas um prenúncio da Sua nova obra, e Sua obra verdadeiramente grandiosa continuava a se manifestar. Quando o Senhor Jesus iniciou a Sua obra, Ele já havia deixado para trás os grilhões da Era da Lei e rompido com os regulamentos e princípios daquela era. Nele, não havia vestígio de nada relativo à lei; Ele a havia rejeitado inteiramente e não mais a observava e não mais exigia que a humanidade a observasse. Então aqui você vê que o Senhor Jesus passou pelos campos de trigo no sábado; o Senhor não descansou, mas sim estava fora, operando. Essa Sua ação foi um choque para as concepções das pessoas e comunicou a elas que Ele não mais vivia sob a lei, e que havia deixado as limitações do sábado e aparecido diante da humanidade e em seu meio em uma nova imagem, com uma nova maneira de operar. Essa Sua ação disse às pessoas que Ele havia trazido Consigo uma nova obra, que começou com sair da lei e sair do sábado. Quando Deus realizou Sua nova obra, Ele não mais Se apegou ao passado, e não estava mais preocupado com os regulamentos da Era da Lei. Nem foi Ele afetado pela Sua obra na era anterior, mas operou como de costume no sábado e, quando Seus discípulos ficaram com fome, puderam colher espigas para comer. Isso tudo foi muito normal aos olhos de Deus. Deus podia ter um novo início para boa parte do trabalho que Ele quer fazer e para as coisas que Ele quer dizer. Uma vez que Ele tem um novo início, Ele não menciona novamente Sua obra anterior nem dá continuidade a ela. Pois Deus tem os Seus princípios na Sua obra. Quando Ele quer começar uma nova obra, é quando Ele quer trazer a humanidade para um novo estágio da Sua obra, e quando a Sua obra entrou em uma fase mais elevada. Se as pessoas continuarem a agir de acordo com os ditos ou regulamentos antigos ou continuarem a se apegar a eles, Ele não irá lembrar ou elogiar isso. Isso acontece porque Ele já trouxe uma nova obra e entrou em uma nova fase da Sua obra. Quando Ele inicia uma nova obra, Ele aparece para a humanidade com uma imagem inteiramente nova, de um ângulo completamente novo, e de uma maneira completamente nova, para que as pessoas possam ver diferentes aspectos do Seu caráter e o que Ele tem e é. Esse é um dos Seus objetivos na Sua nova obra. Deus não Se apega ao que é velho nem segue a senda mais usada; quando Ele opera e fala, não é tão proibitivo quanto as pessoas imaginam. Em Deus, tudo é livre e liberado, e não há proibitividade, nem restrições — tudo que Ele traz para a humanidade é liberdade e libertação. Ele é um Deus vivo, um Deus que existe genuína e verdadeiramente. Ele não é uma marionete nem uma escultura de barro e é totalmente diferente dos ídolos que as pessoas consagram e adoram. Ele é vivo e vibrante e o que Suas palavras e a Sua obra trazem para os humanos é inteiramente vida e luz, liberdade e libertação, porque Nele detém a verdade, a vida e o caminho — Ele não é limitado por nada em nenhuma parte da Sua obra. Não importa o que as pessoas digam nem a maneira como veem ou avaliam a Sua nova obra, Ele realizará a Sua obra sem reservas. Ele não Se preocupará com as concepções de ninguém, nem com dedos apontados à Sua obra e às Suas palavras, nem mesmo com a forte oposição e resistência das pessoas à Sua nova obra. Ninguém, em toda a Criação, pode usar a razão humana, ou a imaginação humana, o conhecimento ou a moralidade para medir ou definir o que Deus faz, para desacreditar, destruir ou sabotar a Sua obra. Não há proibitividade na Sua obra e no que Ele faz, e ela não será restringida por nenhum homem, coisa ou objeto, e não será interrompida por nenhuma força hostil. Em Sua nova obra, Ele é um Rei sempre vitorioso, e todas as forças hostis e todas as heresias e falácias da humanidade são pisoteadas debaixo do Seu escabelo. Não importa qual novo estágio da Sua obra Ele esteja realizando, ele deve ser desenvolvido e ampliado em meio à humanidade e deve ser realizado sem impedimentos em todo o universo, até que a Sua grande obra tenha se completado. Essa é a onipotência e sabedoria de Deus, Sua autoridade e poder. Assim, o Senhor Jesus podia sair e operar no sábado abertamente, porque em Seu coração não havia regras, e não havia conhecimento nem doutrina originária da humanidade. O que Ele tinha era a nova obra de Deus e o Seu caminho, e a Sua obra era o caminho para libertar a humanidade, para deixá-la livre, para permitir que ela existisse na luz, e permitir que ela vivesse. E aqueles que adoram ídolos ou falsos deuses vivem todos os dias presos por Satanás, restringidos por todos os tipos de regras e tabus — hoje uma coisa é proibida, amanhã outra — não há liberdade em sua vida. Eles são como prisioneiros algemados, sem nenhuma alegria. O que a “proibição” representa? Ela representa restrições, amarras e maldade. Assim que uma pessoa adora um ídolo, estará adorando um falso deus, adorando um espírito maligno. A proibição vem junto com isso. Você não pode comer isto ou aquilo, hoje você não pode sair, amanhã não pode acender o fogão, no dia seguinte não pode mudar-se para uma casa nova, certos dias devem ser escolhidos para casamentos e enterros, e até mesmo para dar à luz uma criança. Como se chama isso? Chama-se proibição; é a escravidão da humanidade, e são os grilhões de Satanás e dos espíritos malignos que os controlam, e lhes confinam o coração e o corpo. Essas proibições existem com Deus? Ao falar da santidade de Deus, você deve primeiro pensar nisto: com Deus não há proibições. Deus tem princípios nas Suas palavras e obras, mas não há proibições, pois o Próprio Deus é a verdade, o caminho e a vida.

Vejamos agora a seguinte passagem: “Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor” (Mateus 12:6-8). A que se refere “templo” aqui? Simplificando, “templo” se refere a um edifício alto e magnífico e, na Era da Lei, o templo era um local para os sacerdotes adorarem a Deus. Quando o Senhor Jesus disse: “Aqui está o que é maior do que o templo”, a quem estava se referindo? Claramente, “o que” é o Senhor Jesus na carne, porque apenas Ele era maior que o templo. O que essas palavras disseram às pessoas? Elas disseram às pessoas que saíssem do templo — Deus já havia saído e não estava mais operando nele, portanto as pessoas deveriam buscar os passos de Deus fora do templo e seguir Seus passos na Sua nova obra. O contexto em que o Senhor Jesus disse isso era que, sob a lei, as pessoas tinham passado a ver o templo como algo maior que o Próprio Deus. Isto é, as pessoas adoravam o templo em vez de adorar a Deus, por isso o Senhor Jesus as advertiu a não adorar ídolos, mas sim a adorar a Deus porque Ele é supremo. Assim, Ele disse: “Misericórdia quero, e não sacrifícios”. É evidente que, aos olhos do Senhor Jesus, a maioria das pessoas sob a lei não mais adorava a Deus Jeová, mas estava apenas realizando os procedimentos dos sacrifícios, e o Senhor Jesus determinou que esse processo era adoração de ídolos. Esses adoradores de ídolos viam o templo como algo maior e superior a Deus. Em seu coração havia apenas o templo, não Deus, e se eles perdessem o templo, perderiam sua morada. Sem o templo eles não teriam onde adorar e não poderiam realizar seus sacrifícios. Sua suposta morada é onde eles agiam sob o pretexto de adorar a Deus Jeová, permitindo-lhes permanecer no templo e tratar dos seus próprios assuntos. A suposta realização dos sacrifícios servia apenas para levar a cabo suas próprias transações vergonhosas, sob o disfarce de prestar seu serviço no templo. Foi por essa razão que as pessoas daquela época viam o templo como maior que Deus. Porque elas usavam o templo como disfarce e os sacrifícios como pretexto para enganar as pessoas e enganar a Deus, o Senhor Jesus disse isso para alertá-las. Se vocês aplicarem essas palavras ao presente, elas são igualmente válidas e igualmente pertinentes. Embora as pessoas de hoje tenham experimentado obras de Deus diferentes das experimentadas pelas pessoas na Era da Lei, a essência da sua natureza é a mesma. No contexto da obra de hoje, as pessoas ainda fazem o mesmo tipo de coisas como “o templo é maior que Deus”. Por exemplo, as pessoas consideram que cumprir o seu dever é o seu trabalho; elas consideram que dar testemunho de Deus e combater o grande dragão vermelho como movimentos políticos em defesa dos direitos humanos, pela democracia e pela liberdade; eles transformam em carreiras seu dever de utilizar as suas habilidades, porém consideram que temer a Deus e evitar o mal não passam de instâncias de doutrina religiosa para se observar; e assim por diante. Não são essas expressões por parte dos humanos essencialmente o mesmo que “o templo é maior que Deus”? Exceto que dois mil anos atrás as pessoas tratavam dos seus negócios pessoais no templo físico, mas hoje, tratam dos seus negócios pessoais em templos intangíveis. Os que valorizam as regras veem as regras como maiores que Deus, os que amam o status veem o status como maior que Deus, os que amam sua carreira veem a carreira como maior que Deus e assim por diante — todas as suas expressões Me levam a dizer: “As pessoas louvam a Deus como sendo o maior através das suas palavras, mas através dos seus olhos tudo é maior que Deus”. Isso porque, assim que as pessoas encontram uma oportunidade ao longo de sua senda de seguir a Deus para mostrar seus próprios talentos, ou para tratar dos seus próprios negócios ou da sua própria carreira, elas se distanciam de Deus e se lançam na carreira que amam. Quanto àquilo que Deus lhes confiou, e à Sua vontade, essas coisas já foram descartadas há muito tempo. Nesse cenário, o que há de diferente entre essas pessoas e as que tratavam dos seus próprios negócios no templo há dois mil anos?

A seguir, vejamos a última frase dessa passagem das Escrituras: “Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor”. Existe um lado prático nessa frase? Vocês percebem o lado prático disso? Cada coisa que Deus diz vem do Seu coração, então por que Ele disse isso? Como vocês compreendem isso? Vocês podem compreender o significado dessa frase agora, mas na época muitas pessoas não compreendiam, pois a humanidade havia acabado de sair da Era da Lei. Para eles, deixar de observar o sábado era algo muito difícil de fazer, sem falar em compreender o que é um verdadeiro sábado.

A frase “o Filho do homem até do sábado é o Senhor” diz às pessoas que tudo de Deus é imaterial e, embora Deus possa suprir todas as suas necessidades materiais, uma vez que todas as suas necessidades materiais sejam satisfeitas, a satisfação vinda dessas coisas poderá substituir a sua busca da verdade? É bem claro que isso não é possível! O caráter de Deus, e o que Ele tem e é, sobre o que comunicamos, são ambos a verdade. É algo que não pode ser medido com o alto preço dos objetos materiais, nem o seu valor pode ser quantificado com dinheiro, pois não é um objeto material e supre as necessidades do coração de cada pessoa. Para cada pessoa, o valor dessas verdades intangíveis deve ser maior que o valor de qualquer coisa material que você acha bonita, certo? Essa afirmação é algo que pede a reflexão de vocês. O ponto chave do que Eu disse é que aquilo que Deus tem e é, e tudo de Deus, são as coisas mais importantes para cada pessoa e não podem ser substituídas por nenhum objeto material. Vou dar um exemplo: quando você está com fome, precisa de comida. Esse alimento pode ser relativamente bom ou relativamente fraco, mas contanto que você coma o suficiente, a sensação desagradável de estar com fome não vai mais existir — ela terá desaparecido. Você pode ficar sentado em paz e seu corpo estará em repouso. A fome das pessoas pode ser resolvida com comida, mas quando você está seguindo a Deus e sente que não tem compreensão Dele, como você pode resolver o vazio em seu coração? Pode ser resolvido com comida? Ou quando você está seguindo a Deus e não compreende a vontade Dele, o que você pode usar para compensar essa fome em seu coração? No processo da sua experiência de salvação através de Deus, enquanto você busca uma mudança no seu caráter, se você não compreende a Sua vontade ou não sabe o que é a verdade, se você não compreende o caráter de Deus, você não se sente muito intranquilo? Não sente uma forte fome e sede em seu coração? Esses sentimentos não impedem que você sinta descanso em seu coração? Assim, como você pode compensar essa fome em seu coração — haverá uma maneira de resolvê-lo? Algumas pessoas vão fazer compras, outras vão encontrar amigos com quem confidenciar, outras dormem até se saciar, outras vão ler mais as palavras de Deus, ou trabalhar mais e despender mais esforço para cumprir seus deveres. Essas coisas podem resolver suas dificuldades reais? Todos vocês compreendem plenamente esse tipo de práticas. Quando você se sente impotente, quando sente um forte desejo de ganhar o esclarecimento de Deus para lhe permitir conhecer a realidade da verdade e da Sua vontade, do que você mais precisa? O que você precisa não é de uma refeição completa, nem de algumas palavras gentis. Mais que isso, não é de consolação e satisfação passageiras da carne — o que você precisa é que Deus lhe diga, direta e claramente, o que você deve fazer e como deve fazê-lo, que lhe diga com clareza o que é a verdade. Depois de compreender isso, mesmo que seja apenas um pouquinho, você não se sente mais satisfeito em seu coração do que se tivesse comido uma boa refeição? Quando seu coração está satisfeito, o seu coração, toda a sua pessoa, não ganham o descanso verdadeiro? Por meio dessa analogia e análise, vocês compreendem agora porque Eu quis compartilhar com vocês esta frase: “O Filho do homem até do sábado é o Senhor”? Seu significado é que aquilo que vem de Deus, o que Ele tem e é, e o Seu tudo são maiores do que qualquer outra coisa, incluindo a coisa ou a pessoa que você antes acreditava que era a que você mais estimava. Isto é, se uma pessoa não consegue obter palavras da boca de Deus ou não entende a Sua vontade, não pode ganhar o descanso. Nas experiências que vocês terão no futuro, vocês compreenderão por que Eu queria que vocês vissem essa passagem hoje — isso é muito importante. Tudo o que Deus faz é verdade e vida. A verdade para a humanidade é algo que não pode faltar em sua vida, algo sem o qual as pessoas não podem viver; também se poderia dizer que é a maior de todas as coisas. Embora não se possa vê-la nem tocá-la, a importância dela para você não pode ser ignorada; é a única coisa que pode trazer descanso ao seu coração.

A compreensão que vocês têm da verdade está integrada com próprio estado de vocês? Na vida real, você precisa pensar primeiro em quais verdades se relacionam com as pessoas, coisas e objetos que você já encontrou; é entre essas verdades que você pode encontrar a vontade de Deus e conectar aquilo que você encontrou com a vontade de Deus. Se você não sabe quais aspectos da verdade se relacionam com as coisas que você encontrou, mas vai diretamente buscar a vontade de Deus, essa abordagem é bastante cega e não pode alcançar resultados. Se você quer buscar a verdade e entender a vontade de Deus, precisa primeiro examinar que tipo de coisas lhe sobrevieram, a que aspectos da verdade se relacionam, e procurar a verdade na palavra de Deus que se relaciona com o que você experimentou. Você então procurará a senda da prática que é correta para você naquela verdade; assim, você poderá ganhar uma compreensão indireta da vontade de Deus. Buscar e praticar a verdade não significam aplicar mecanicamente uma doutrina ou seguir uma fórmula. A verdade não é uma fórmula, nem é uma lei. Ela não está morta — ela é vida, é uma coisa viva, é a regra que uma criatura deve seguir e a regra que um humano deve ter na sua vida. Isso é algo que você precisa compreender melhor pela experiência. Não importa a qual estágio você já chegou em sua experiência, você é inseparável da palavra de Deus ou da verdade, o que você entende do caráter de Deus e o que você sabe daquilo que Deus tem e é, tudo isso está expresso nas palavras de Deus; elas estão inextricavelmente ligadas à verdade. O caráter de Deus e aquilo que Ele tem e é são, em si mesmos, a verdade; a verdade é uma manifestação autêntica do caráter de Deus e do que Ele tem e é. Isso torna concreto aquilo que Deus tem e é, e afirma isso expressamente; isso diz a você, mais diretamente, o que Deus gosta, o que Ele não gosta, o que Ele quer que você faça e o que Ele não permite que você faça, quais pessoas Ele despreza e em quais pessoas Ele Se deleita. Por trás das verdades que Deus expressa as pessoas podem ver Seu prazer, raiva, tristeza e felicidade, bem como a Sua essência — essa é a revelação do Seu caráter. Além de saber o que Deus tem e é e compreender Seu caráter a partir da Sua palavra, o mais importante é a necessidade de alcançar esse entendimento por meio da experiência prática. Se uma pessoa se retira da vida real a fim de conhecer a Deus, ela não conseguirá alcançar isso. Mesmo que haja pessoas capazes de ganhar alguma compreensão da palavra de Deus, ela é limitada a teorias e palavras, e há uma disparidade com o que Deus realmente é.

Tudo que estamos comunicando agora está dentro do escopo das histórias registradas na Bíblia. Através dessas histórias, e através da análise dessas coisas que aconteceram, as pessoas podem entender o Seu caráter e o que Ele tem e é que Ele expressou, permitindo-lhes conhecer cada aspecto de Deus de maneira mais ampla, mais profunda, mais abrangente e mais completa. Então, será que a única maneira de conhecer todos os aspectos de Deus é através dessas histórias? Não, não é! Pois o que Deus diz e a obra que Ele faz na Era do Reino podem ajudar melhor as pessoas a conhecer o Seu caráter, e a conhecê-lo mais plenamente. No entanto, creio que é um pouco mais fácil conhecer o caráter de Deus e compreender o que Ele tem e é por meio de alguns exemplos ou histórias registradas na Bíblia com as quais as pessoas estão familiarizadas. Se Eu tomar as palavras de julgamento e castigo e as verdades que Deus expressa hoje para fazer com que você O conheça palavra por palavra, você sentirá que isso tudo é muito enfadonho e tedioso, e algumas pessoas até sentirão que as palavras de Deus parecem ser como fórmulas. Mas se tomarmos essas histórias bíblicas como exemplos para ajudar as pessoas a conhecer o caráter de Deus, elas não as acharão tediosas. Você poderia dizer que, no decorrer da explicação desses exemplos, os detalhes do que estava no coração de Deus naquele tempo — Seu humor ou sentimento, ou Seus pensamentos e ideias — foram transmitidos às pessoas em linguagem humana, e o objetivo de tudo isso é permitir que elas apreciem, sintam que o que Deus tem e é não é uma fórmula. Não é uma lenda ou algo que as pessoas não podem ver nem tocar. É algo que realmente existe e que as pessoas podem sentir e apreciar. Esse é o objetivo final. Poderíamos dizer que as pessoas que vivem nesta era são abençoadas. Elas podem recorrer a histórias bíblicas para ganhar uma compreensão mais ampla da obra anterior de Deus; podem ver o Seu caráter através da obra que Ele realizou. E podem compreender a vontade de Deus para a humanidade através desses caracteres que Ele expressou, compreender as manifestações concretas da Sua santidade e do Seu cuidado para com os humanos, a fim de alcançar um conhecimento mais detalhado e mais profundo do caráter de Deus. Creio que todos vocês podem sentir isso!

Dentro do escopo da obra que o Senhor Jesus completou na Era da Graça, você pode ver outro aspecto do que Deus tem e é. Foi expresso através de Sua carne, e tornou-se possível para as pessoas verem e apreciarem através da Sua humanidade. No Filho do homem, as pessoas viram como o Deus na carne viveu a Sua humanidade, e viram a divindade de Deus expressa através da carne. Esses dois tipos de expressão permitiram que as pessoas vissem um Deus muito real e formassem um conceito diferente de Deus. Contudo, no período de tempo transcorrido entre a criação do mundo e o fim da Era da Lei, isto é, antes da Era da Graça, tudo que era visto, ouvido e experimentado pelo povo era apenas o aspecto divino de Deus. Era aquilo que Deus fez e disse em um reino intangível, e as coisas que Ele expressou da Sua pessoa real que não podiam ser vistas nem tocadas. Muitas vezes, essas coisas faziam as pessoas sentirem que Deus era demasiado grandioso e que elas não podiam se aproximar Dele. A impressão que Deus em geral dava às pessoas era que Ele aparecia e desaparecia subitamente; elas chegavam a sentir que cada um dos Seus pensamentos e ideias era tão misterioso e tão fugidio que não havia como alcançá-los, muito menos tentar compreendê-los e apreciá-los. Para elas, tudo que se relacionava a Deus era muito distante — tão distante que as pessoas não podiam vê-lo, não podiam tocá-lo. Parecia que Ele estava lá em cima no céu e parecia que Ele não existia em absoluto. Assim, para as pessoas, compreender o coração e a mente de Deus ou qualquer um dos Seus pensamentos era impossível e até inatingível. Embora Deus realizasse algumas obras concretas na Era da Lei e também emitisse algumas palavras específicas e expressasse alguns caracteres específicos para permitir que as pessoas apreciassem e vissem algum conhecimento real Dele, no final, essa era a expressão de Deus do que Ele tem e é em um reino intangível, e o que as pessoas compreendiam, o que elas sabiam ainda era do aspecto divino do que Ele tem e é. A humanidade não podia ganhar um conceito concreto a partir dessa expressão do[a] que Ele tem e é, e a impressão que tinham de Deus ainda estava presa no escopo de “um Espírito do qual é difícil se aproximar, que aparece e desaparece”. Como Deus não usou um objeto específico ou uma imagem do reino material para aparecer para as pessoas, elas ainda não podiam defini-Lo usando a linguagem humana. No coração e mente das pessoas, elas sempre quiseram usar sua própria linguagem para estabelecer um padrão para Deus, para torná-Lo tangível e humanizá-Lo; por exemplo, saber qual a altura Dele, qual o Seu tamanho, qual a Sua aparência, do que Ele gosta em especial e qual é a Sua personalidade específica. Na verdade, em Seu coração, Deus sabia que as pessoas pensavam assim. Ele foi muito claro a respeito das necessidades das pessoas e é claro que Ele sabia o que deveria fazer; assim, Ele realizou a Sua obra de uma maneira diferente na Era da Graça. Essa maneira foi, ao mesmo tempo, divina e humanizada. Na época em que o Senhor Jesus estava operando, as pessoas podiam ver que Deus tinha muitas expressões humanas. Por exemplo, Ele podia dançar, podia comparecer a casamentos, podia comungar com as pessoas, falar com elas e debater assuntos com elas. Além disso, o Senhor Jesus também completou muitas obras que representavam a Sua divindade e, é claro, toda essa obra foi uma expressão e uma revelação do caráter de Deus. Durante esse tempo, quando a divindade de Deus Se concretizou em um corpo comum que as pessoas podiam ver e tocar, elas não mais sentiam que Ele aparecia e desaparecia, que elas não podiam se aproximar Dele. Pelo contrário, podiam tentar compreender a vontade de Deus ou entender a Sua divindade através de cada movimento, das palavras e da obra do Filho do homem. O Filho do homem encarnado expressou a divindade de Deus através de Sua humanidade e transmitiu a vontade de Deus para a humanidade. E através da expressão da vontade e do caráter de Deus, Ele também revelou às pessoas o Deus que não pode ser visto ou tocado no reino espiritual. O que as pessoas viram foi o Próprio Deus, tangível e em carne e osso. Assim, o Filho do homem encarnado tornou coisas como a identidade, o status, a imagem e o caráter do Próprio Deus e o que Ele tem e é concretas e humanizadas. Embora a aparência externa do Filho do homem tivesse algumas limitações em relação à imagem de Deus, Sua essência e o que Ele tem e é eram plenamente capazes de representar a identidade e o status do Próprio Deus — havia apenas algumas diferenças na forma de expressão. Não importa se é a humanidade do Filho do homem ou a Sua divindade, não podemos negar que Ele representava a Própria identidade e status de Deus. Durante essa época, porém, Deus operava através da carne, falava a partir da perspectiva da carne e Se postava diante da humanidade com a identidade e o status do Filho do homem, e isso deu às pessoas a oportunidade de encontrar e experimentar as verdadeiras palavras e obra de Deus em meio à humanidade. Também permitiu que as pessoas tivessem uma percepção da Sua divindade e grandeza em meio à humildade, que ganhassem também uma compreensão preliminar e uma definição preliminar da autenticidade e da realidade de Deus. Embora a obra concluída pelo Senhor Jesus, as Suas maneiras de operar e a perspectiva da qual Ele falava diferissem da pessoa real de Deus no reino espiritual, tudo Nele representava verdadeiramente o Próprio Deus que os humanos nunca tinham visto — isso não pode ser negado! Ou seja, não importa sob que forma Deus apareça, não importa de que perspectiva Ele fale, ou com que imagem Ele encare a humanidade, Deus não representa nada além de Si Mesmo. Ele não pode representar nenhum humano — Ele não pode representar nenhum humano corrupto. Deus é o Próprio Deus, e isso não pode ser negado.

A seguir veremos uma parábola contada pelo Senhor Jesus na Era da Graça.

3. A parábola da ovelha perdida

Mateus 18:12-14 Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir buscar a que se extraviou? E, se acontecer achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.

Essa é uma metáfora — que tipo de sentimento as pessoas obtêm com essa passagem? O modo como essa metáfora é expressa utiliza uma figura de linguagem na linguagem humana; é algo dentro do escopo do conhecimento humano. Se Deus tivesse dito algo semelhante na Era da Lei, as pessoas teriam sentido que aquilo não era de fato coerente com quem Deus era, mas quando o Filho do homem comunicou essa passagem na Era da Graça, ela pareceu reconfortante, calorosa e íntima para as pessoas. Quando Deus tornou-Se carne, quando Ele apareceu sob a forma de um homem, Ele usou uma metáfora muito apropriada para expressar a voz do Seu coração na humanidade. Essa voz representava a voz do Próprio Deus e a obra que Ele queria realizar naquela época. Também representava uma atitude que Deus tinha para com as pessoas na Era da Graça. Vendo a partir da perspectiva da atitude de Deus para com as pessoas, Ele comparou cada pessoa a uma ovelha. Se uma ovelha se perder, Ele fará qualquer coisa que for necessária para encontrá-la. Isso representa um princípio da obra de Deus em meio à humanidade desta vez na carne. Deus usou essa parábola para descrever a Sua determinação e a Sua atitude nessa obra. Essa era a vantagem de Deus Se tornar carne: Ele podia aproveitar o conhecimento da humanidade e usar a linguagem humana para falar com as pessoas, para expressar a Sua vontade. Ele explicou, ou “traduziu” para o homem a Sua profunda e divina linguagem, que as pessoas tinham dificuldade para compreender, em linguagem humana, de uma maneira humana. Isso ajudou as pessoas a compreender a Sua vontade e saber o que Ele queria fazer. Ele também podia ter conversas com as pessoas partindo do ponto de vista humano, usando a linguagem humana, e comunicar-Se com as pessoas de uma maneira que elas compreendiam. Podia até mesmo falar e operar usando a linguagem humana e o conhecimento humano, de modo que as pessoas pudessem sentir a bondade e a proximidade de Deus, pudessem enxergar o Seu coração. O que vocês veem nisso? Que não há proibitividade nas palavras e ações de Deus? Do ponto de vista das pessoas, não haveria como Deus usar o conhecimento, a linguagem ou as maneiras de falar humanas para falar sobre o que o Próprio Deus queria dizer, a obra que Ele queria realizar, ou para expressar a Sua própria vontade; isso é um pensamento errôneo. Deus usou esse tipo de metáfora para que as pessoas pudessem sentir a realidade e a sinceridade de Deus e perceber a Sua atitude em relação às pessoas durante aquele período. Essa parábola despertou as pessoas de um sonho que elas vinham vivendo sob a lei há muito tempo e também inspirou gerações e gerações de pessoas vivendo na Era da Graça. Ao ler a passagem dessa parábola, as pessoas percebem a sinceridade de Deus em salvar a humanidade e entendem o peso da humanidade no Seu coração.

Vejamos a última sentença desta passagem: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”. Seriam essas as palavras do Próprio Senhor Jesus, ou as palavras do Seu Pai celestial? Na superfície, parece que é o Senhor Jesus quem está falando, mas a Sua vontade representa a vontade do Próprio Deus, e é por isso que Ele disse: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”. As pessoas naquela época só reconheciam o Pai celestial como Deus, e essa pessoa que elas viam diante dos seus olhos era meramente enviada por Ele e não podia representar o Pai celestial. É por isso que o Senhor Jesus tinha que dizer isso também, para que elas pudessem realmente sentir a vontade de Deus para com a humanidade e sentir a autenticidade e a exatidão do que Ele dizia. Mesmo sendo uma coisa simples de dizer, era algo muito carinhoso e revelava a humildade e a ocultabilidade do Senhor Jesus. Não importa se Deus tornou-Se carne ou se Ele operava no mundo espiritual, Ele conhecia melhor o coração humano e entendia melhor o que as pessoas precisavam, sabia com o que as pessoas se preocupavam e o que as confundia, então Ele acrescentou essa frase. Essa frase realçava um problema oculto na humanidade: as pessoas eram céticas quanto ao que o Filho do homem dizia; o que significa dizer que, quando o Senhor Jesus estava falando Ele teve que acrescentar: “Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos”. Somente com base nessa premissa poderiam as Suas palavras dar frutos, fazer as pessoas acreditarem na exatidão dessas palavras e melhorar a credibilidade delas. Isso mostra que quando Deus Se tornou um Filho do homem comum, Deus e a humanidade tiveram um relacionamento muito constrangedor, e a situação do Filho do homem era muito embaraçosa. Também mostra quão insignificante era o status do Senhor Jesus entre os humanos naquele tempo. Quando Ele disse isso, era, na verdade, para dizer às pessoas: Vocês podem ficar tranquilos — isso não representa o que está no Meu Próprio coração, mas é a vontade do Deus que está no coração de vocês. Para a humanidade, isso não foi algo irônico? Embora Deus operando na carne tivesse muitas vantagens que Ele não tinha na Sua pessoa, Ele teve que suportar as dúvidas e a rejeição das pessoas, assim como sua insensibilidade e entorpecimento. Podia-se dizer que o processo da obra do Filho do homem foi o processo de experimentar a rejeição da humanidade e o processo de experimentar a humanidade competindo contra Ele. Mais que isso, foi o processo de trabalhar para conquistar continuamente a confiança da humanidade e conquistar a humanidade por meio daquilo que Ele tem e é, por meio da Sua própria essência. Não foi tanto como se o Deus encarnado estivesse travando uma guerra na terra contra Satanás; o que ocorreu foi que Deus Se tornou um homem comum e começou um conflito com aqueles que O seguiam, e nesse conflito o Filho do homem completou a Sua obra com Sua humildade, com aquilo que Ele tem e é, com Seu amor e sabedoria. Ele obteve as pessoas que queria, conquistou a identidade e status que merecia e voltou para o Seu trono.

Vejamos agora estas duas passagens das Escrituras.

4. Perdoar setenta vezes sete

Mateus 18:21-22 Então Pedro, aproximando-se dele, Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.

5. O amor do Senhor

Mateus 22:37-39 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Dessas duas passagens, uma fala de perdão e a outra fala de amor. Esses dois tópicos realmente destacam a obra que o Senhor Jesus quis realizar na Era da Graça.

Quando Deus tornou-Se carne, Ele trouxe com isso um estágio de Sua obra — Ele trouxe a obra específica e o caráter específico que Ele queria expressar nessa era. Naquele período, tudo o que o Filho do homem fez girava em torno da obra que Deus queria realizar nessa era. Ele não aceitaria fazer mais nem menos. Cada coisa que Ele disse e cada tipo de obra que Ele realizou estava relacionado com essa era. Independentemente de ter expressado isso ou não de uma maneira humana, com linguagem humana, ou através da linguagem divina — não importa de que maneira, ou de qual perspectiva — o Seu objetivo era ajudar as pessoas a entender o que Ele queria fazer, qual era a Sua vontade e quais eram as Suas exigências em relação às pessoas. Ele podia usar vários meios, de diversas perspectivas, para ajudar as pessoas a compreender e conhecer a Sua vontade, compreender a Sua obra de salvar a humanidade. Assim, na Era da Graça, vemos o Senhor Jesus usando com frequência a linguagem humana para expressar o que Ele queria comunicar à humanidade. Ainda mais, nós O vemos da perspectiva de um guia comum conversando com as pessoas, suprindo suas necessidades, ajudando-as com aquilo que elas pediam. Esse modo de operar não era visto na Era da Lei, que antecedeu a Era da Graça. Ele se tornou mais íntimo e mais compassivo com a humanidade, bem como mais capaz de alcançar resultados práticos, tanto na forma como na maneira. A expressão “perdoar setenta vezes sete” realmente esclarece esse ponto. O objetivo alcançado pelo número nessa expressão é permitir que as pessoas compreendessem a intenção do Senhor Jesus no momento em que Ele disse isso. Sua intenção era que as pessoas perdoassem os outros — não uma ou duas vezes, nem sete vezes, mas setenta vezes sete. Que tipo de ideia é esse “setenta vezes sete”? É fazer com que as pessoas façam do perdão sua própria responsabilidade, algo que elas precisam aprender e um caminho que elas precisam conservar. Embora isso fosse apenas uma expressão, serviu como um ponto crucial. Ajudou as pessoas a apreciar profundamente o que Ele quis dizer e a encontrar os caminhos adequados da prática, e os princípios e normas na prática. Essa expressão ajudou as pessoas a entender claramente e lhes deu um conceito preciso de que deveriam aprender o perdão — perdoar sem condições e sem limitações, mas com uma atitude de tolerância e compreensão para os outros. Quando o Senhor Jesus disse isso, o que estava em Seu coração? Estaria Ele realmente pensando em setenta vezes sete? Não estava. Existirá um número de vezes que Deus perdoará o homem? Há muitas pessoas muito interessadas no “número de vezes” mencionado, que realmente querem entender a origem e o significado desse número. Querem entender por que esse número saiu da boca do Senhor Jesus; acreditam que há uma implicação mais profunda nesse número. Na verdade, essa foi apenas a expressão de Deus em meio à humanidade. Qualquer implicação ou significado deve ser tomado juntamente com as exigências do Senhor Jesus para com a humanidade. Quando Deus ainda não havia Se tornado carne, as pessoas não compreendiam boa parte do que Ele dizia, porque provinha da divindade completa. A perspectiva e o contexto do que Ele dizia era invisível e inatingível para a humanidade; era expresso a partir de um reino espiritual que as pessoas não podiam ver. Para as pessoas que viviam na carne, elas não podiam passar através do reino espiritual. Mas depois que Deus tornou-Se carne, Ele falou à humanidade da perspectiva da humanidade; Ele saiu e ultrapassou o escopo do reino espiritual. Ele podia expressar o Seu caráter divino, Sua vontade e Sua atitude, por meio de coisas que os humanos eram capazes de imaginar e coisas que eles viam e encontravam em sua vida, usando métodos que os humanos podiam aceitar, numa linguagem que eles conseguiam entender e um conhecimento que elas eram capazes de captar, para permitir à humanidade compreender e conhecer a Deus, compreender a Sua intenção e as normas que Ele exige, dentro do âmbito da capacidade delas, na medida em que elas eram capazes. Esse foi o método e o princípio da obra de Deus em meio à humanidade. Embora os caminhos de Deus e Seus princípios de operar na carne tenham sido alcançados sobretudo pela humanidade, ou através da humanidade, realmente alcançaram resultados que não poderiam ser alcançados operando diretamente na divindade. A obra de Deus na humanidade foi mais concreta, autêntica e direcionada, os métodos eram muito mais flexíveis e, na forma, superavam a Era da Lei.

Adiante, vamos falar sobre amar o Senhor e amar o próximo como a si mesmo. Isso é algo expresso diretamente na divindade? É bem claro que não! Tudo isso foram coisas que o Filho do homem disse em Sua humanidade; só gente diria algo como “Ame seu próximo como a si mesmo. Amar os outros é o mesmo que prezar sua própria vida” e só gente falaria dessa maneira. Deus nunca falou dessa maneira. No mínimo, Deus não tem esse tipo de linguagem na Sua divindade porque Ele não precisa desse tipo de preceito: “ame seu próximo como a si mesmo”, para reger o Seu amor pela humanidade, pois o amor de Deus pela humanidade é uma revelação natural daquilo que Ele tem e é. Quando vocês já ouviram falar que Deus disse algo como “Eu amo a humanidade como amo a Mim mesmo”? Porque o amor está na essência de Deus e no que Ele tem e é. O amor de Deus pela humanidade e o modo como Ele trata as pessoas e a Sua atitude são uma expressão natural e reveladora de Seu caráter. Ele não precisa fazer isso deliberadamente de uma certa maneira, ou seguir deliberadamente um certo método ou um código moral para conseguir amar o próximo como a Si Mesmo — Ele já possui esse tipo de essência. O que você vê nisto? Quando Deus operou em humanidade, muitos dos Seus métodos, palavras e verdades foram expressos de maneira humana. Mas, ao mesmo tempo, o caráter de Deus, o que Ele tem e é, e a Sua vontade foram expressos para que as pessoas os conhecessem e os compreendessem. O que eles conheciam e compreendiam era, exatamente, a Sua essência e o que Ele tem e é, o que representa a identidade inerente e o status do Próprio Deus. Ou seja, o Filho do homem na carne expressou o caráter inerente e a essência do Próprio Deus até o máximo grau possível e com a maior precisão possível. Não só a humanidade do Filho do homem não era um obstáculo nem uma barreira para a comunicação e a interação do homem com Deus no céu, mas era, na verdade, o único canal e a única ponte para a humanidade se conectar ao Senhor da criação. Nesse ponto, vocês não acham que há muitas semelhanças entre a natureza e os métodos da obra realizada pelo Senhor Jesus na Era da Graça e o atual estágio da obra? O estágio atual da obra também usa muita linguagem humana para expressar o caráter de Deus e usa muita linguagem e muitos métodos da vida cotidiana da humanidade e do conhecimento humano para expressar a própria vontade de Deus. Uma vez que Deus Se torna carne, não importa se Ele está falando de uma perspectiva humana ou de uma perspectiva divina, grande parte da Sua linguagem e dos Seus métodos de expressão são comunicados por meio da linguagem humana e dos métodos humanos. Isto é, quando Deus Se torna carne, é a melhor oportunidade para vocês verem a onipotência de Deus e a Sua sabedoria, e conhecer cada aspecto real de Deus. Quando Deus tornou-Se carne, na Sua fase de crescimento, Ele veio a compreender, aprender e captar parte dos conhecimentos da humanidade, do bom senso, da linguagem e dos métodos de expressão da humanidade. O Deus encarnado possuía essas coisas que vinham dos humanos que Ele havia criado. Elas se tornaram ferramentas do Deus feito carne para expressar o Seu caráter e a Sua divindade e permitiram que Ele tornasse Sua obra mais pertinente, mais autêntica e mais precisa quando Ele operava em meio à humanidade, de uma perspectiva humana e usando a linguagem humana. Isso a tornou mais acessível e mais facilmente compreendida pelas pessoas, alcançando assim os resultados que Deus desejava. Não é mais prático para Deus operar na carne desta maneira? Não é isso a sabedoria de Deus? Quando Deus tornou-Se carne, quando a carne de Deus foi capaz de assumir a obra que Ele queria realizar, foi quando Ele expressou na prática o Seu caráter e a Sua obra, e também foi a época em que Ele pôde iniciar oficialmente o Seu ministério como Filho do homem. Isso significava que não havia mais um abismo entre Deus e o homem, que Deus cessaria logo Sua obra de comunicar-Se por meio de mensageiros, e que o Próprio Deus podia expressar pessoalmente todas as palavras e operar na carne tal como queria. Isso também significava que as pessoas que Deus salvou estavam mais próximas Dele e que a Sua obra de gerenciamento havia entrado em um novo território, e que toda a humanidade estava prestes a se ver diante de uma nova era.

Todos que já leram a Bíblia sabem que muitas coisas aconteceram quando o Senhor Jesus nasceu. A maior dentre elas foi ser caçado pelo rei dos diabos, até o ponto de que todas as crianças de até dois anos de idade naquela área foram executadas. É evidente que Deus assumiu um grande risco ao Se tornar carne entre os humanos; o grande preço que Ele pagou por completar o Seu gerenciamento de salvar a humanidade também é evidente. As grandes esperanças que Deus mantinha para a Sua obra na carne em meio à humanidade também são evidentes. Quando a carne de Deus foi capaz de assumir a obra em meio à a humanidade, como Ele estava Se sentindo? As pessoas deveriam ser capazes de compreender isso um pouco, certo? No mínimo, Deus estava feliz porque podia começar a desenvolver a Sua nova obra em meio à humanidade. Quando o Senhor Jesus foi batizado e começou oficialmente a Sua obra para cumprir o Seu ministério, o coração de Deus estava inundado de alegria porque depois de tantos anos de espera e preparação, Ele podia, finalmente, vestir a carne de um homem comum e começar a Sua nova obra sob a forma de um homem de carne e osso que as pessoas podiam ver e tocar. Ele podia, finalmente, falar cara a cara e de coração para coração com as pessoas através da identidade de um homem. Deus podia, finalmente, estar cara a cara com a humanidade na linguagem humana, de uma maneira humana; Ele podia prover para a humanidade, esclarecer as pessoas e ajudá-las usando a linguagem humana; podia comer na mesma mesa e viver no mesmo espaço com elas. Podia também ver os seres humanos, ver as coisas e ver tudo da maneira como os humanos viam e até mesmo através dos seus próprios olhos. Para Deus, essa já era a primeira vitória da Sua obra na carne. Podia-se dizer também que foi a realização de uma grande obra — isso, naturalmente, era o que deixava Deus mais feliz. A partir de então, foi a primeira vez que Deus sentiu algum consolo na Sua obra em meio à humanidade. Todos esses eventos foram tão práticos e tão naturais, e o consolo que Deus sentiu foi tão autêntico. Para a humanidade, cada vez que um novo estágio da obra de Deus é realizado, e cada vez que Deus se sente gratificado, é quando a humanidade pode se aproximar de Deus, e quando as pessoas podem se aproximar da salvação. Para Deus, esse também é o lançamento da Sua nova obra, quando Seu plano de gerenciamento avança um passo adiante e, além disso, quando a Sua vontade se aproxima de uma realização completa. Para a humanidade, a chegada de tal oportunidade é afortunada e muito boa; para todos aqueles que esperam a salvação de Deus, é uma notícia da máxima importância. Quando Deus realiza um novo estágio da obra, Ele tem aí um novo começo, e quando essa nova obra e esse novo começo são lançados e introduzidos em meio à humanidade, é quando o resultado desse estágio de trabalho já foi determinado, e já foi realizado, e Deus já viu seus efeitos e seus frutos finais. É também quando esses efeitos fazem com que Deus Se sinta satisfeito, e Seu coração, é claro, está feliz. Porque, aos olhos de Deus, Ele já viu e determinou as pessoas que Ele está procurando, e já ganhou esse grupo, um grupo que é capaz de tornar a Sua obra bem sucedida e Lhe trazer satisfação, Deus Se sente garantido, deixa de lado as Suas preocupações e Se sente feliz. Em outras palavras, quando a carne de Deus é capaz de dar início a uma nova obra entre os homens, e Ele começa a fazer a obra que deve fazer sem obstruções, e quando Ele sente que tudo já foi realizado, Ele já viu o final. E devido a esse final Ele se sente satisfeito e com o coração feliz. Como é expressa a felicidade de Deus? Vocês podem imaginar? Deus haveria de chorar? Deus pode chorar? Deus pode bater palmas? Deus pode dançar? Deus pode cantar? Qual seria essa canção? É claro que Deus poderia cantar uma música linda e tocante, uma canção capaz de expressar a alegria e a felicidade do Seu coração. Ele poderia cantá-la para a humanidade, cantá-la para Si Mesmo e cantá-la para todas as coisas. A felicidade de Deus pode ser expressa sob qualquer forma — tudo isso é normal porque Deus tem alegrias e tristezas, e Seus vários sentimentos podem ser expressos de várias maneiras. Esse é o Seu direito e é a coisa mais normal. Vocês não devem pensar nada mais sobre isso, nem devem projetar suas próprias inibições em Deus, dizendo-Lhe que Ele não deveria fazer isto ou aquilo, que Ele não deveria agir desta ou daquela maneira, para limitar a felicidade Dele ou qualquer sentimento que Ele tenha. No coração das pessoas Deus não pode ser feliz, Ele não pode derramar lágrimas, não pode chorar — Ele não pode expressar nenhuma emoção. Através daquilo que nós comunicamos essas duas vezes, creio que vocês não vão mais enxergar Deus dessa maneira; ao contrário, permitirão que Deus tenha alguma liberdade e libertação. Isso é muito bom. No futuro, se vocês forem capazes de sentir verdadeiramente a tristeza de Deus quando ouvirem falar que Ele estava triste e forem capazes de realmente sentir a felicidade Dele quando ouvirem dizer que Ele estava feliz — no mínimo vocês serão capazes de saber e entender claramente o que deixa Deus feliz e o que O deixa triste — quando você for capaz de se sentir triste porque Deus está triste, e de se sentir feliz porque Deus está feliz, Ele terá ganho plenamente o seu coração e não haverá mais nenhuma barreira com Ele. Você não mais tentará constranger Deus com a imaginação humana, as concepções e os conhecimentos humanos. Nesse momento, Deus estará vivo e vívido no seu coração. Ele será o Deus da sua vida e o Mestre de tudo que há em você. Você tem esse tipo de aspiração? Vocês têm confiança de que podem alcançar isso?

Vamos agora ler as seguintes passagens:

6. O Sermão da Montanha

As Bem-aventuranças (Mt 5:3-12)

O sal e a luz (Mt 5:13-16)

A lei (Mt 5:17-20)

A ira (Mt 5:21-26)

O adultério (Mt 5:27-30)

O divórcio (Mt 5:31-32)

Os votos (Mt 5:33-37)

Olho por olho (Mt 5:38-42)

Ama teus inimigos (Mt 5:43-48)

Instruções sobre doar (Mt 6:1-4)

A oração (Mt 6:5-8)

7. As parábolas do Senhor Jesus

A parábola do semeador (Mt 13:1-9)

A parábola do joio (Mt 13:24-30)

A parábola do grão de mostarda (Mt 13:31-32)

A parábola do fermento (Mt 13:33)

A parábola do joio explicada (Mt 13:36-43)

A parábola do tesouro (Mt 13:44)

A parábola da pérola (Mt 13:45-46)

A parábola da rede (Mt 13:47-50)

8. Os mandamentos

Mateus 22:37-39 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Vamos primeiro examinar cada parte do “Sermão da Montanha”. Com o que se relaciona tudo isso? Pode-se dizer com certeza que tudo isso é mais elevado, mais concreto e mais próximo da vida das pessoas do que os regulamentos da Era da Lei. Para falar em termos modernos, são mais relevantes para a prática atual das pessoas.

Vamos ler o conteúdo específico das seguintes partes: como você deve entender as bem-aventuranças? O que você deve saber sobre a lei? Como a raiva deve ser definida? Como devem ser tratados os adúlteros? O que é dito, e que tipo de regras existem sobre o divórcio, e quem pode e quem não pode se divorciar? E o que dizer dos votos, olho por olho, amar seus inimigos, instruções sobre dar? E assim por diante. Todas essas coisas têm a ver com cada aspecto da prática da crença da humanidade em Deus e do seu seguir a Deus. Algumas dessas práticas são aplicáveis até hoje, mas são mais rudimentares do que as exigências atuais das pessoas. São verdades bastante elementares que as pessoas encontram na sua crença em Deus. Desde o tempo em que o Senhor Jesus começou a operar, Ele já estava começando a operar no caráter de vida dos humanos, mas isso se baseava no fundamento das leis. As regras e os ensinamentos sobre esses tópicos tinham algo a ver com a verdade? Claro que sim! Todas os regulamentos, princípios e sermões anteriores na Era da Graça eram relacionados com o caráter de Deus e ao que Ele tem e é, e também, é claro, à verdade. Não importa o que Deus expresse, de que maneira Ele o expresse, ou usando que tipo de linguagem, seu fundamento, sua origem e seu ponto de partida são todos baseados nos princípios do Seu caráter e no que Ele tem e é. Nisso não há erro. Assim, embora hoje em dia essas coisas que Ele disse pareçam um pouco superficiais, você ainda não poderia dizer que elas não são a verdade, porque eram coisas indispensáveis para as pessoas na Era da Graça a fim de satisfazer a vontade de Deus e alcançar uma mudança em seu caráter de vida. Você pode dizer que alguma coisa nesse sermão não está alinhada com a verdade? Não, não pode! Cada uma delas é a verdade porque todas eram requisitos de Deus para a humanidade; todas eram princípios e um escopo dado por Deus sobre como se conduzir e representam o caráter de Deus. No entanto, com base no nível de seu crescimento na vida daquele tempo, o homem só foi capaz de aceitar e compreender essas coisas. Como o pecado da humanidade ainda não havia sido resolvido, o Senhor Jesus só poderia emitir essas palavras, e Ele só poderia utilizar tais ensinamentos simples dentro desse tipo de escopo para dizer às pessoas daquele tempo como elas deviam agir, o que deviam fazer, dentro de que princípios e escopo deviam fazer as coisas, e como eles deviam acreditar em Deus e atender às Suas exigências. Tudo isso foi determinado com base na estatura da humanidade naquela época. Não foi fácil para as pessoas que viviam sob a lei aceitar esses ensinamentos, então o que o Senhor Jesus ensinou teve que permanecer dentro desse escopo.

Vamos agora examinar o que está em “As Parábolas do Senhor Jesus”.

A primeira é a parábola do semeador. É uma parábola realmente interessante; semear é um acontecimento comum na vida das pessoas. A segunda é a parábola do joio e do trigo. Quanto a o que é o joio, qualquer um que já fez plantio e colheita e os adultos saberão. A terceira é a parábola do grão de mostarda. Todos vocês sabem o que é mostarda, certo? Se não sabem, podem dar uma olhada na Bíblia. Para a quarta, a parábola do fermento, a maioria das pessoas sabe que o fermento é usado para fermentação; é algo que as pessoas usam na sua vida diária. Todas as parábolas abaixo, incluindo a sexta, a parábola do tesouro, a sétima, a parábola da pérola e a oitava, a parábola da rede, são extraídas da vida das pessoas; todas vêm da vida real das pessoas. Que tipo de imagem essas parábolas pintam? É uma imagem de Deus se tornando uma pessoa normal e vivendo lado a lado com a humanidade, usando a linguagem de uma vida normal, usando a linguagem humana para Se comunicar com os seres humanos e fornecer-lhes aquilo de que eles necessitam. Quando Deus Se tornou carne e viveu entre a humanidade por longo tempo, depois de ter experimentado e testemunhado diversos estilos de vida das pessoas, essas experiências se tornaram o Seu manual para transformar a Sua linguagem divina em linguagem humana. Naturalmente, essas coisas que Ele viu e ouviu na vida também enriqueceram a experiência humana do Filho homem. Quando Ele queria que as pessoas entendessem algumas verdades, que eles entendessem um pouco da vontade de Deus, Ele podia usar parábolas semelhantes às citadas acima para contar às pessoas sobre a vontade de Deus e Suas exigências para com a humanidade. Todas essas parábolas eram relacionadas à vida das pessoas; não havia uma única que estivesse fora de contato com a vida humana. Quando o Senhor Jesus viveu com a humanidade, Ele via lavradores cuidando dos seus campos, Ele sabia o que era o joio e o que era o fermento; Ele compreendia que os seres humanos gostam de tesouros, então usou as metáforas do tesouro e da pérola; Ele via com frequência pescadores lançando suas redes; e assim por diante. O Senhor Jesus via essas atividades na vida humana, e também experimentava esse tipo de vida. Ele era o mesmo que qualquer outra pessoa normal, vivenciando as três refeições diárias e a rotina diária dos humanos. Ele experimentou pessoalmente a vida de uma pessoa comum e testemunhou a vida dos outros. Quando Ele testemunhou e experimentou pessoalmente tudo isso, o que Ele pensava não era como ter uma boa vida ou como Ele poderia viver com mais liberdade, mais conforto. Quando Ele estava experimentando uma vida humana autêntica, o Senhor Jesus via a dificuldade na vida das pessoas, via a dureza, a miséria e a tristeza das pessoas sob a corrupção de Satanás, vivendo sob o império de Satanás, e vivendo em pecado. Enquanto Ele vivenciava pessoalmente a vida humana, Ele também experimentava o quanto as pessoas eram desamparadas, vivendo em meio à corrupção, e Ele via e vivenciava o sofrimento dos que viviam em pecado, que estavam perdidos na tortura por Satanás, pelo mal. Quando o Senhor Jesus via essas coisas, Ele as via com Sua divindade ou com Sua humanidade? A Sua humanidade realmente existia — estava bem viva — Ele podia experimentar e ver tudo isso, e é claro que Ele também via isso na Sua essência, na Sua divindade. Isto é, o Próprio Cristo, o Senhor Jesus, o homem, viu isso, e tudo o que viu fez com que Ele sentisse a importância e a necessidade da obra que Ele havia realizado na carne nessa época. Embora Ele Mesmo soubesse que a responsabilidade que Ele precisava assumir na carne era tão imensa e quão cruel seria a dor que Ele haveria de enfrentar, quando Ele viu a humanidade impotente no pecado, quando Ele viu a desgraça da vida dela e suas débeis lutas sob a lei, Ele sentiu mais e mais pesar e ficou cada vez mais ansioso para salvar a humanidade do pecado. Não importa que tipo de dificuldades Ele haveria de enfrentar ou que tipo de dor Ele haveria de sofrer, Ele Se tornou cada vez mais decidido a redimir a humanidade vivendo em pecado. Durante este processo, se poderia dizer que o Senhor Jesus começou a entender cada vez mais claramente a obra que Ele precisava fazer e o que Lhe tinha sido confiado. Ele também Se tornou cada vez mais ansioso para completar a obra que deveria assumir, assumir todos os pecados da humanidade, expiar a humanidade de forma que eles não mais vivessem em pecado e que Deus seria capaz de esquecer os pecados do homem devido a esse oferecimento em troca do pecado, permitindo-Lhe continuar Sua obra de salvar a humanidade. Pode-se dizer que, no coração do Senhor Jesus, Ele estava disposto a Se oferecer pela humanidade, a Se sacrificar. Ele também estava disposto a agir como uma oferta pelo pecado, a ser pregado na cruz, e estava ansioso para concluir essa obra. Quando Ele viu as condições miseráveis da vida humana, Ele desejou ainda mais cumprir a Sua missão o mais rápido possível, sem atrasar nem um só minuto ou segundo. Quando Ele teve esse sentimento de urgência, Ele não estava pensando em quão grande seria Sua própria dor, nem pensou mais em quanta humilhação Ele teria que suportar — Ele mantinha apenas uma convicção no Seu coração: contanto que Ele Se oferecesse, contanto que fosse pregado na cruz como oferecimento em troca do pecado, a vontade de Deus seria cumprida e Ele poderia começar uma nova obra. A vida da humanidade em pecado, o estado de existir em pecado seria completamente mudado. Sua convicção e o que Ele estava decidido a fazer se relacionavam à salvação do homem, e Ele tinha apenas um objetivo: fazer a vontade de Deus, de modo que pudesse começar com sucesso o próximo estágio na Sua obra. É isso que estava na mente do Senhor Jesus na época.

Vivendo na carne, o Deus encarnado possuía uma humanidade normal; Ele tinha as emoções e o raciocínio de uma pessoa normal. Ele sabia o que era a felicidade, o que era a dor, e quando viu a humanidade nesse tipo de vida, sentiu profundamente que apenas dar às pessoas alguns ensinamentos, fornecer-lhes algo ou ensinar-lhes algo não poderia tirá-los do pecado. Tampouco fazê-los obedecer aos mandamentos poderia redimi-los do pecado — somente quando Ele assumisse o pecado da humanidade e Se tornasse semelhante à carne pecaminosa Ele poderia oferecê-la em troca da liberdade da humanidade, e oferecê-la em troca do perdão de Deus para a humanidade. Assim, depois que o Senhor Jesus experimentou e testemunhou a vida dos homens em pecado, houve um desejo intenso que se manifestou em Seu coração — permitir que os humanos se livrassem de sua vida de luta contra o pecado. Esse desejo fez com que Ele sentisse cada vez mais que precisava ir para a cruz e assumir os pecados da humanidade o quanto antes, o mais rápido possível. Esses eram os pensamentos do Senhor Jesus naquele tempo, depois de ter vivido com pessoas, vendo, ouvindo e sentindo a miséria da vida deles em pecado. Que o Deus encarnado pudesse ter esse tipo de vontade para com a humanidade, que Ele pudesse expressar e revelar esse tipo de caráter — será isso algo que uma pessoa comum poderia ter? O que uma pessoa comum veria se vivesse nesse tipo de ambiente? O que ela pensaria? Se uma pessoa comum enfrentasse tudo isso, ela encararia os problemas de uma perspectiva elevada? Não, sem dúvida! Embora a aparência do Deus encarnado seja exatamente a mesma que a de um humano, embora Ele aprenda o conhecimento humano e fale a linguagem humana, e às vezes até expresse as Suas ideias através dos meios ou expressões da humanidade, a maneira como Ele vê os humanos, a essência das coisas e a maneira como as pessoas corruptas veem a humanidade e a essência das coisas não são iguais, em absoluto. A perspectiva Dele e a altura em que Ele Se encontra é algo inatingível para uma pessoa corrupta. O motivo disso é que Deus é a verdade, a carne que Ele usa também possui a essência de Deus, e os Seus pensamentos e aquilo que é expresso pela Sua humanidade também são a verdade. Para as pessoas corruptas, o que Ele expressa na carne são provisões da verdade, e da vida. Essas provisões não são apenas para uma pessoa, mas para toda a humanidade. Para qualquer pessoa corrupta, no seu coração só existem algumas poucas pessoas associadas a ela. Só existem aquelas poucas pessoas a quem ela dá importância, com quem se preocupa. Quando há um desastre no horizonte, ele pensa primeiro nos seus próprios filhos, no seu cônjuge ou em seus pais, e uma pessoa mais filantrópica pensaria, no máximo, em algum parente ou num bom amigo; será que ele pensa em mais alguém? Nunca! Porque os seres humanos são, afinal, humanos, e eles só conseguem olhar para tudo a partir da perspectiva de uma pessoa e da altura de uma pessoa. No entanto, o Deus encarnado é completamente diferente de uma pessoa corrupta. Não importa quão comum, quão normal, quão humilde seja a carne encarnada de Deus, ou mesmo o quanto as pessoas O desprezem, Seus pensamentos e Sua atitude para com a humanidade são coisas que nenhum homem poderia possuir, e nenhum homem poderia imitar. Ele sempre observará a humanidade da perspectiva da divindade, da altura da Sua posição como o Criador. Ele sempre verá a humanidade através da essência e da mentalidade de Deus. Ele não pode ver a humanidade, em absoluto, a partir da altura de uma pessoa comum e da perspectiva de uma pessoa corrupta. Quando as pessoas olham para a humanidade, elas olham com a visão humana e usam coisas como os conhecimentos humanos e as regras e teorias humanas como medida. Isso está dentro do escopo do que as pessoas podem ver com seus próprios olhos; está dentro do escopo que as pessoas corruptas podem alcançar. Quando Deus olha para a humanidade, Ele olha com visão divina e usa Sua essência e o que Ele tem e é como medida. Este escopo inclui coisas que as pessoas não podem ver, e é aí que o Deus encarnado e os humanos corruptos são completamente diferentes. Essa diferença é determinada pelas essências diferentes dos seres humanos e de Deus, e são essas essências diferentes que determinam suas respectivas identidades e posições, bem como a perspectiva e a altura a partir das quais eles veem as coisas. Vocês percebem a expressão e a revelação do Próprio Deus no Senhor Jesus? Vocês poderiam dizer que aquilo que o Senhor Jesus fez e disse estava relacionado com o Seu ministério e com a obra de gerenciamento de Deus, que tudo isso era a expressão e a revelação da essência de Deus. Embora Ele tivesse uma manifestação humana, a Sua essência divina e a revelação da Sua divindade não podem ser negadas. Essa manifestação humana foi verdadeiramente uma manifestação da humanidade? A Sua manifestação humana foi, por sua própria essência, completamente diferente da manifestação humana das pessoas corruptas. O Senhor Jesus era Deus encarnado, e se Ele tivesse sido verdadeiramente uma das pessoas comuns, corruptas, Ele poderia ter visto a vida da humanidade em pecado a partir de uma perspectiva divina? Não, em absoluto! Essa é a diferença entre o Filho do homem e as pessoas comuns. Todas as pessoas corruptas vivem em pecado, e quando alguém vê o pecado, não tem nenhum sentimento especial a respeito; continua igual, assim como um porco que vive na lama não se sente nada desconfortável, nem sujo — ele come bem e dorme bem. Se alguém limpar o chiqueiro, o porco não se sentirá à vontade, nem ficará limpo. Em pouco tempo estará novamente rolando na lama, totalmente confortável, porque ele é uma criatura imunda. Quando os humanos veem um porco, eles sentem que é sujo, e que se o limparem, o porco não se sentirá melhor — é por isso que ninguém cria um porco dentro de casa. A maneira como os humanos veem os porcos sempre será diferente de como os porcos se sentem, porque humanos e porcos não são da mesma espécie. E como o Filho do homem encarnado não é da mesma espécie que os humanos corruptos, apenas o Deus encarnado pode Se postar em uma perspectiva divina, e Se postar da altura de Deus para ver a humanidade, para ver tudo.

Quando Deus Se torna carne e passa a viver entre a humanidade, que sofrimento Ele experimenta na carne? Será que alguém realmente entende? Alguns dizem que Deus sofre muito, e embora Ele seja o Próprio Deus, as pessoas não compreendem a Sua essência e sempre O tratam como uma pessoa, o que faz com que Ele Se sinta ofendido e injustiçado — elas dizem que o sofrimento de Deus é verdadeiramente grande. Outros dizem que Deus é inocente e sem pecado, mas sofre o mesmo que a humanidade e sofre perseguição, difamação e indignidades juntamente com a humanidade; dizem que Ele também suporta os mal-entendidos e a desobediência dos Seus seguidores — o sofrimento de Deus não pode ser medido. Parece que vocês não compreendem verdadeiramente a Deus. De fato, esse sofrimento de que vocês falam não conta como verdadeiro sofrimento para Deus, porque existe um sofrimento maior que esse. Assim, qual é o verdadeiro sofrimento para o Próprio Deus? O que é o verdadeiro sofrimento para a carne encarnada de Deus? Para Deus, o fato de que a humanidade não O compreende não conta como sofrimento, e o fato de que as pessoas compreendam mal a Deus e não O vejam como Deus não contam como sofrimento. No entanto, as pessoas costumam achar que Deus deve ter sofrido uma grande injustiça, que o tempo em que Deus viveu na carne Ele não pode mostrar Sua pessoa à humanidade e permitir que ela visse a Sua grandeza e Deus estava Se escondendo humildemente em uma carne insignificante, portanto isso deve ter sido um tormento para Ele. As pessoas levam a sério o que elas conseguem compreender e o que elas conseguem ver do sofrimento de Deus, e impõem todo tipo de simpatia a Deus e muitas vezes até lhe oferecem um pequeno elogio por isso. Na realidade, há uma diferença, há uma distância entre o que as pessoas compreendem do sofrimento de Deus e o que Ele realmente sente. Estou dizendo a verdade a vocês — para Deus, quer seja o Espírito de Deus ou a carne encarnada de Deus, esse sofrimento não é um sofrimento verdadeiro. Então o que é que Deus realmente sofre? Vamos falar sobre o sofrimento de Deus apenas da perspectiva de Deus encarnado.

Quando Deus Se torna carne, tornando-Se uma pessoa comum e normal, vivendo entre a humanidade, lado a lado com as pessoas, Ele não pode ver e sentir os métodos, as leis e as filosofias de vida das pessoas? Como esses métodos e leis para viver O fazem sentir? Ele sente abominação em Seu coração? Por que Ele sentiria abominação? Quais são os métodos e leis da humanidade para viver? Em que princípios eles estão enraizados? Em que eles se baseiam? Os métodos, leis etc. da humanidade para viver — tudo isso é criado com base na lógica, nos conhecimentos e na filosofia de Satanás. Os humanos que vivem sob esses tipos de leis não têm humanidade, nem verdade — todos eles desafiam a verdade e são hostis a Deus. Se examinarmos a essência de Deus, vemos que Sua essência é exatamente o oposto da lógica, do conhecimento e da filosofia de Satanás. Sua essência é plena de retidão, verdade e santidade e outras realidades de todas as coisas positivas. Deus, possuindo essa essência e vivendo entre uma humanidade assim — o que Ele sente em Seu coração? Não está cheio de dor? O Seu coração sente dor, e essa dor é algo que ninguém pode compreender ou perceber. Porque tudo que Ele enfrenta, encontra, ouve, vê e experimenta é a corrupção e o mal da humanidade e a rebelião contra a verdade e resistência a ela. Tudo o que vem dos humanos é a fonte do Seu sofrimento. Isto é, porque a Sua essência não é a mesma que a dos humanos corruptos, a corrupção dos humanos se torna a fonte do Seu maior sofrimento. Quando Deus Se torna carne, Ele é capaz de encontrar alguém que compartilhe uma linguagem em comum com Ele? Isso não pode ser encontrado entre a humanidade. Não se pode encontrar ninguém capaz de se comunicar, de ter esse intercâmbio com Deus — que tipo de sentimento você diria que Deus tem? As coisas que as pessoas discutem, que elas amam, que elas buscam e desejam, tudo têm a ver com o pecado, com tendências malignas. Quando Deus enfrenta tudo isso, não é como uma faca no Seu coração? Diante dessas coisas, poderia Ele ter alegria em Seu coração? Poderia Ele encontrar consolo? Os que estão convivendo com Ele são humanos cheios de rebeldia e maldade — como poderia Seu coração não sofrer? Quão grande é realmente esse sofrimento, e quem se importa com isso? Quem dá atenção? E quem poderia apreciá-lo? As pessoas não têm como entender o coração de Deus. O Seu sofrimento é algo que as pessoas são especialmente incapazes de apreciar, e a frieza e insensibilidade da humanidade tornam o sofrimento de Deus ainda mais profundo.

Há algumas pessoas que muitas vezes simpatizam com a situação ruim de Cristo porque há um versículo na Bíblia que diz: “As raposas têm covis, e as aves têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Quando as pessoas ouvem isso, levam isso a sério e acreditam que esse é o maior sofrimento que Deus suporta e o maior sofrimento que Cristo suporta. Agora, vendo isso da perspectiva dos fatos, será mesmo esse o caso? Deus não acredita que essas dificuldades sejam sofrimento. Ele nunca clamou contra a injustiça pelas dificuldades da carne, e nunca fez os humanos retribuírem ou recompensá-Lo com nada. No entanto, quando Ele testemunha tudo que há na humanidade, a vida corrupta e o mal dos humanos corruptos, quando Ele testemunha que a humanidade está nas garras de Satanás e aprisionada por Satanás e não pode escapar, que as pessoas que vivem em pecado não sabem o que é a verdade — Ele não pode suportar todos esses pecados. Sua abominação aos humanos aumenta a cada dia, mas Ele tem que suportar tudo isso. Esse é o grande sofrimento de Deus. Deus não pode expressar plenamente nem mesmo a voz do Seu coração nem as Suas emoções entre Seus seguidores, e nenhum dos Seus seguidores pode compreender verdadeiramente o Seu sofrimento. Ninguém sequer tenta entender ou consolar o Seu coração — Seu coração suporta esse sofrimento dia após dia, ano após ano, vezes e mais vezes. O que vocês veem em tudo isso? Deus não exige nada dos humanos em troca daquilo que Ele deu, mas por causa da essência de Deus, Ele não pode tolerar, em absoluto, o mal, a corrupção e o pecado da humanidade, mas sente extrema abominação e ódio, o que faz o coração de Deus e a Sua carne suportarem um sofrimento sem fim. Vocês puderam ver tudo isso? O mais provável é que nenhum de vocês pôde ver isso, pois nenhum de vocês consegue entender verdadeiramente a Deus. Com o tempo, vocês mesmos poderão experimentar isso, gradualmente.

Em seguida, vamos analisar as seguintes passagens das Escrituras.

9. O Senhor Jesus opera milagres

1) O Senhor Jesus alimenta os cinco mil

João 6:8-13 Ao que Lhe disse um dos Seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

2) A ressurreição de Lázaro glorifica a Deus

João 11:43-44 E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

Entre os milagres realizados pelo Senhor Jesus, selecionamos apenas esses dois porque são adequados para demonstrar o que Eu gostaria de expor aqui. Esses dois milagres são realmente surpreendentes e são muito representativos dos milagres do Senhor Jesus na Era da Graça.

Em primeiro lugar, vamos examinar a primeira passagem: O Senhor Jesus alimenta os cinco mil.

Que tipo de conceito é “cinco pães e dois peixes”? Quantas pessoas normalmente poderiam ser alimentadas com cinco pães e dois peixes? Se vocês medirem com base no apetite de uma pessoa média, seria suficiente apenas para duas pessoas. Esse é o conceito mais básico de cinco pães e dois peixes. No entanto, está escrito nessa passagem que cinco pães e dois peixes alimentaram quantas pessoas? Está registrado nas Escrituras desta maneira: “Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil”. Comparado com cinco pães e dois peixes, cinco mil será um grande número? O que significa o fato de que esse número é tão grande? Do ponto de vista humano, dividir cinco pães e dois peixes entre cinco mil pessoas seria impossível, porque a diferença entre eles é grande demais. Mesmo se cada pessoa ficasse apenas com uma pequena mordida, mesmo assim não seria suficiente para cinco mil pessoas. Mas aqui, o Senhor Jesus operou um milagre — Ele não apenas permitiu que cinco mil pessoas se alimentassem até ficarem satisfeitas, mas ainda sobrou. As Escrituras dizem: “E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido”. Esse milagre permitiu que as pessoas vissem a identidade e o status do Senhor Jesus, e também lhes permitiu ver que nada é impossível para Deus — eles viram a verdade da onipotência de Deus. Cinco pães e dois peixes foram suficientes para alimentar cinco mil, mas se não houvesse nenhum alimento, Deus teria sido capaz de alimentar cinco mil pessoas? Claro que sim! Esse foi um milagre, então inevitavelmente as pessoas sentiram que era algo incompreensível, e sentiam que era incrível e misterioso, mas para Deus, fazer tal coisa não era nada. E já que isso era algo comum para Deus, por que seria escolhido para interpretação? Porque o que está por trás desse milagre contém a vontade do Senhor Jesus, que nunca foi descoberta pela humanidade.

Primeiro, vamos tentar entender que tipo de pessoas eram esses cinco mil. Eram seguidores do Senhor Jesus? A partir das Escrituras, sabemos que eles não eram Seus seguidores. Eles sabiam quem era o Senhor Jesus? Não, de modo algum! No mínimo, não sabiam que a pessoa postada diante deles era Cristo, ou talvez algumas pessoas soubessem apenas o Seu nome, e soubessem de algo ou tivessem ouvido algo sobre as coisas que Ele havia feito. Eles estavam meramente curiosos sobre o Senhor Jesus a partir das histórias, mas vocês decerto não poderiam dizer que eles O seguiam, e muito menos que O compreendiam. Quando o Senhor Jesus viu essas cinco mil pessoas, elas estavam com fome e só conseguiam pensar em satisfazer sua fome. Foi nesse contexto que o Senhor Jesus satisfez os seus desejos. Quando Ele satisfez seus desejos, o que estava no Seu coração? Qual era a atitude Dele em relação a essas pessoas que só queriam satisfazer sua fome? Naquele momento, os pensamentos e a atitude do Senhor Jesus tinham a ver com o caráter e a essência de Deus. Diante dessas cinco mil pessoas de estômago vazio que queriam apenas comer uma refeição completa, enfrentando essas pessoas cheias de curiosidade e de esperanças a respeito Dele, o Senhor Jesus só pensou em utilizar esse milagre para conceder-lhes graça. No entanto, Ele não esperou que eles se tornassem Seus seguidores, pois sabia que eles só queriam se divertir e comer; portanto, Ele fez o melhor possível com aquilo que Ele tinha ali, e usou cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas. Ele abriu os olhos dessas pessoas que gostavam de entretenimento, que queriam ver milagres e elas viram com seus próprios olhos as coisas que Deus encarnado era capaz de realizar. Embora o Senhor Jesus tenha usado algo tangível para satisfazer sua curiosidade, Ele já sabia em Seu coração que essas cinco mil pessoas só queriam fazer uma boa refeição; por isso Ele não disse absolutamente nada, nem pregou sermões para elas — Ele apenas deixou que elas vissem esse milagre acontecer. Ele não podia, de modo algum, tratar essas pessoas da mesma forma que tratava os discípulos que verdadeiramente O seguiam, mas no coração de Deus todas as criaturas estavam sob Seu governo e Ele permitia que todas as criaturas à Sua vista desfrutassem da graça de Deus quando fosse necessário. Embora essas pessoas não soubessem quem Ele era, nem O compreendessem, nem tivessem nenhuma impressão especial Dele nem gratidão para com Ele, mesmo depois de terem comido os pães e os peixes, isso não era algo a que Deus Se opusesse — Ele deu a essas pessoas uma maravilhosa oportunidade de desfrutar da graça divina. Alguns dizem que Deus segue seus princípios naquilo que faz, que Ele não vigia nem protege os descrentes e, especialmente, que Ele não permite que eles desfrutem de Sua graça. Será esse realmente o caso? Aos olhos de Deus, enquanto eles são criaturas vivas que Ele Mesmo criou, Ele vai administrar e cuidar deles; Ele as tratará, fará planos para elas e as governará de diversas maneiras. São esses os pensamentos e atitudes de Deus para com todas as coisas.

Embora as cinco mil pessoas que comeram os pães e os peixes não planejassem seguir o Senhor Jesus, Ele não foi rigoroso com elas; depois que comeram até ficarem satisfeitos, vocês sabem o que o Senhor Jesus fez? Ele pregou alguma coisa para eles? Para onde Ele foi depois de fazer isso? As Escrituras não registram que o Senhor Jesus tenha lhes dito algo; após realizar Seu milagre, Ele partiu em silêncio. Assim, Ele fez qualquer exigência para essas pessoas? Houve algum ódio? Não, não houve nada disso — Ele simplesmente não queria mais dar atenção a essas pessoas que não podiam segui-Lo, e nesse momento Seu coração sentia dor. Pois Ele tinha visto a depravação da humanidade e sentido a rejeição da humanidade por Ele, e quando Ele via essas pessoas ou estava com elas, a obtusidade e a ignorância humanas Lhe traziam muita tristeza e dor ao Seu coração, então tudo que Ele queria era deixar essas pessoas o mais rápido possível. O Senhor não tinha qualquer exigência quanto a elas em Seu coração, não queria lhes dar atenção, e especialmente não queria gastar Sua energia com eles, sabendo que eles não poderiam segui-Lo — apesar de tudo isso, Sua atitude para com eles foi muito clara. Ele só queria tratá-los com bondade, conceder-lhes a graça — essa era a atitude de Deus para com cada criatura sob o Seu governo: para com todas as criaturas, tratá-las com bondade, sustentá-las, alimentá-las. Justamente por ser o Senhor Jesus o Deus encarnado, Ele naturalmente revelava a própria essência de Deus e assim tratou essas pessoas com bondade. Ele as tratou bondosamente, com um coração de misericórdia e tolerância. Não importa como essas pessoas viam o Senhor Jesus, e não importa qual seria o resultado, Ele apenas tratava cada criatura com base na Sua posição como o Senhor de toda a criação. O que Ele revelou foi, sem exceção, o caráter de Deus e o que Ele tem e é. Assim, o Senhor Jesus fez algo em silêncio, e depois saiu em silêncio — que aspecto do caráter de Deus é esse? Vocês poderiam dizer que essa é a benignidade de Deus? Poderiam dizer que Deus é altruísta? Uma pessoa normal poderia fazer isso? Não, em absoluto! Em essência, quem eram essas cinco mil pessoas que o Senhor Jesus alimentou com cinco pães e dois peixes? Vocês poderiam dizer que eram pessoas compatíveis com Ele? Vocês poderiam dizer que todos eles eram hostis a Deus? Pode-se dizer com certeza que eles não eram compatíveis com o Senhor, em absoluto, e a essência deles era totalmente hostil a Deus. Mas como Deus os tratou? Ele usou um método para desarmar a hostilidade das pessoas para com Deus — esse método se chama “bondade”. Isto é, embora o Senhor Jesus as visse como pecadores, aos olhos de Deus eles eram, mesmo assim, a Sua criação, e por isso Ele tratou esses pecadores com bondade. Essa é a tolerância de Deus, e essa tolerância é determinada pela própria identidade e essência de Deus. Assim, isso é algo que nenhum humano criado por Deus pode fazer — somente Deus pode fazer isso.

Quando você consegue verdadeiramente apreciar os pensamentos e a atitude de Deus para com a humanidade, quando você consegue verdadeiramente entender as emoções de Deus e a Sua preocupação com cada criatura, você será capaz de compreender a devoção e o amor despendido em cada uma das pessoas criadas pelo Criador. Quando isso acontecer, você usará duas palavras para descrever o amor de Deus — quais são essas duas palavras? Algumas pessoas dizem “altruísta”, outras dizem “filantrópico”. Destes dois, “filantrópico” é a palavra menos adequada para descrever o amor de Deus. É uma palavra que as pessoas usam para descrever os pensamentos e sentimentos amplos e abrangentes de uma pessoa. Eu realmente abomino essa palavra, porque se refere a dispensar a caridade aleatoriamente, indiscriminadamente, independente de quaisquer princípios. É uma expressão excessivamente emocional de pessoas tolas e confusas. Quando essa palavra é usada para descrever o amor de Deus, há inevitavelmente uma intenção blasfema. Eu tenho duas palavras que descrevem mais apropriadamente o amor de Deus — quais são essas duas palavras? A primeira é “imenso”. Essa palavra não é muito evocativa? A segunda é “vasto”. Há um significado real por trás dessas duas palavras que Eu uso para descrever o amor de Deus. Literalmente, “imenso” descreve o volume ou a capacidade de alguma coisa, mas não importa o tamanho dessa coisa, é algo que as pessoas podem tocar e ver. Isso ocorre porque ela existe, não é um objeto abstrato, e dá às pessoas o sentido de algo relativamente preciso e prático. Não importa se você está olhando para ela a partir de um ângulo plano ou tridimensional; você não precisa imaginar a sua existência, porque é algo que realmente existe. Embora usar “imenso” para descrever o amor de Deus possa parecer uma quantificação do Seu amor, dá também, no entanto, a sensação de ser inquantificável. Eu digo que o amor de Deus pode ser quantificado porque o Seu amor não é uma espécie de não-entidade, nem tampouco brota de alguma lenda. Pelo contrário, é algo compartilhado por todas as coisas sob o governo de Deus, e é algo apreciado por todas as criaturas em diferentes graus e a partir de diversas perspectivas. Embora as pessoas não possam vê-lo ou tocá-lo, esse amor traz sustento e vida a todas as coisas, à medida que é revelado pouco a pouco em sua vida, e elas enumeram e testemunham o amor de Deus de que desfrutam a cada momento. Eu digo que o amor de Deus é inquantificável porque o mistério de que Deus provê e alimenta todas as coisas é algo difícil de ser compreendido pelos humanos, assim como os pensamentos de Deus para todas as coisas, particularmente aqueles para a humanidade. Isto é, ninguém conhece o sangue e as lágrimas que o Criador derramou para a humanidade. Ninguém pode compreender, ninguém pode entender a profundidade ou o peso do amor que o Criador tem para com a humanidade, criada com Suas próprias mãos. Descrever o amor de Deus como imenso é ajudar as pessoas a apreciar e compreender a sua amplitude e a verdade de sua existência. É também assim que as pessoas podem compreender mais profundamente o real significado da palavra “Criador” e, assim, ganhar uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da denominação “criação”. O que a palavra “vasto” geralmente descreve? É geralmente usada para o oceano ou o universo, tal como em “o vasto universo” ou “o vasto oceano”. A expansibilidade e a profundidade silenciosa do universo estão além da compreensão humana e são algo que captura a imaginação do homem, algo pelo qual elas estão plenas de admiração. Seu mistério e profundidade estão à vista, mas ficam além do alcance. Quando você pensa no oceano, pensa na sua amplidão — ele parece ilimitado, e você consegue sentir o seu mistério e sua abrangência. É por isso que usei a palavra “vasto” para descrever o amor de Deus. É para ajudar as pessoas a sentir o quanto ele é precioso e sentir a profunda beleza do Seu amor e que o poder do amor de Deus é infinito e extenso. É para ajudá-las a sentir a santidade do Seu amor e a dignidade e a inofendibilidade de Deus que é revelada através do Seu amor. Agora vocês creem que “vasto” é uma palavra adequada para descrever o amor de Deus? Pode o amor de Deus corresponder a essas duas palavras, “imenso” e “vasto”? Sem dúvida! Na linguagem humana, apenas essas duas palavras são relativamente apropriadas, relativamente próximas de descrever o amor de Deus. Vocês não concordam? Se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês usariam essas duas palavras? O mais provável é que não conseguissem, porque a compreensão e apreciação que vocês têm do amor de Deus é limitada a uma perspectiva plana, e não ascendeu à altura do espaço tridimensional. Então, se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês sentiriam que lhes faltam palavras; vocês ficariam até sem fala. As duas palavras de que falei hoje podem ser difíceis para vocês compreenderem, ou talvez vocês simplesmente não concordem. Isso só pode se relacionar ao fato de que a sua apreciação e compreensão do amor de Deus é superficial e fica dentro de um escopo estreito. Eu já disse antes que Deus é altruísta — vocês se lembram da palavra altruísta. Pode-se dizer que o amor de Deus só pode ser descrito como altruísta? Isso não seria um escopo muito estreito? Vocês devem refletir mais sobre essa questão a fim de ganhar algo dela.

O exposto acima é o que nós vimos do caráter de Deus e da Sua essência a partir do primeiro milagre. Mesmo sendo uma história que as pessoas já leem há milhares de anos, ela tem um enredo simples e permite que as pessoas vejam um fenômeno simples, mas nesse enredo simples podemos ver algo mais valioso, que é o caráter de Deus e o que Ele tem e é. Essas coisas que Ele tem e é representam o Próprio Deus, são uma expressão dos pensamentos do Próprio Deus. Quando Deus expressa Seus pensamentos, é uma expressão da voz do Seu coração. Ele espera que haverá pessoas capazes de compreendê-Lo, conhecê-Lo e compreender a Sua vontade e espera que haverá pessoas capazes de ouvir a voz do Seu coração e cooperar ativamente para satisfazer a Sua vontade. E essas coisas que o Senhor Jesus fez foram uma expressão silenciosa de Deus.

Vamos agora examinar esta passagem: A ressurreição de Lázaro glorifica a Deus.

Que impressão vocês têm depois de ler essa passagem? O significado desse milagre que o Senhor Jesus realizou foi muito maior do que o anterior, pois nenhum milagre é mais impressionante do que trazer um morto de volta da sepultura. O fato de que o Senhor Jesus fez algo assim foi extremamente significativo naquela época. Como Deus havia Se tornado carne, as pessoas só podiam ver Sua aparência física, Seu lado prático e Seu lado insignificante. Mesmo que algumas pessoas vissem e entendessem um pouco do Seu caráter ou algumas forças que Ele parecia ter, ninguém sabia de onde vinha o Senhor Jesus, quem era realmente a Sua essência e o que mais Ele realmente poderia fazer. Tudo isso era desconhecido para a humanidade. Muitas pessoas queriam provas disso e conhecer a verdade. Poderia Deus fazer algo para provar a Sua Própria identidade? Para Deus, isso era muito fácil, facílimo. Ele podia fazer alguma coisa em qualquer lugar, a qualquer momento para provar a Sua identidade e a Sua essência, mas Deus fez as coisas com um plano, e em etapas. Ele não fez as coisas indiscriminadamente; Ele procurou o momento certo e a oportunidade certa para fazer algo mais significativo para a humanidade ver. Isso provou Sua autoridade e Sua identidade. Então, a ressurreição de Lázaro poderia provar a identidade do Senhor Jesus? Vejamos esta passagem das Escrituras: “E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto[…]”. Quando o Senhor Jesus fez isso, Ele disse apenas uma coisa: “Lázaro, vem para fora!” Lázaro então saiu do seu sepulcro — isso foi realizado por causa de uma única frase proferida pelo Senhor. Durante esse tempo, o Senhor Jesus não construiu um altar, nem realizou outras ações. Ele apenas disse uma só coisa. Isso seria chamado de milagre ou de ordem? Ou foi algum tipo de magia? Superficialmente, parece que poderia ser chamado de milagre, e se vocês considerarem de uma perspectiva moderna, é claro que ainda poderiam chamar de milagre. No entanto, decerto não se poderia chamar de feitiço chamar uma alma de volta dos mortos, e absolutamente não uma bruxaria. É correto dizer que esse milagre foi a mais normal e minúscula demonstração da autoridade do Criador. Essa é a autoridade e a capacidade de Deus. Deus tem autoridade para fazer uma pessoa morrer, e para que sua alma deixe o corpo e retorne ao Hades, ou para onde quer que deva ir. Quando alguém morre e para onde vai depois da morte — são coisas determinadas por Deus. Ele pode fazer isso a qualquer hora e em qualquer lugar. Ele não é limitado pelos humanos, por eventos, objetos, pelo espaço ou lugar. Se Ele quer fazer isso, poderá fazê-lo, pois todas as coisas e seres vivos estão sob o Seu governo, e todas as coisas vivem e morrem pela Sua palavra, Sua autoridade. Ele pode ressuscitar um morto — isso também é algo que Ele pode fazer a qualquer hora, em qualquer lugar. Essa é a autoridade que somente o Criador possui.

Quando o Senhor Jesus fez algo como trazer Lázaro de volta dos mortos, Seu objetivo era dar provas para que os humanos e Satanás vissem, fazer com que os humanos e Satanás soubessem que tudo da humanidade, a vida e a morte da humanidade são determinadas por Deus, e que, embora Ele tenha Se tornado carne, permanecia como sempre no comando do mundo físico que pode ser visto, tanto quanto no mundo espiritual que os seres humanos não podem ver. Isso foi feito para permitir que os humanos e Satanás soubessem que tudo da humanidade não está sob o comando de Satanás. Foi uma revelação e uma demonstração da autoridade de Deus, e também foi uma maneira de Deus enviar uma mensagem para todas as coisas de que a vida e a morte da humanidade estão nas mãos de Deus. A ressurreição de Lázaro realizada pelo Senhor Jesus — esse tipo de ação foi uma das formas para o Criador ensinar e instruir a humanidade. Foi uma ação concreta em que Ele usou Sua habilidade e autoridade para instruir a humanidade e prover os humanos. Foi um caminho sem palavras para o Criador permitir que a humanidade visse a verdade de que Ele está no comando de todas as coisas. Foi uma maneira com que Ele disse à humanidade, através de ações práticas, que não há salvação senão através Dele. Esse tipo de meio silencioso de instruir a humanidade dura para sempre — é indelével e trouxe ao coração humano um choque e uma iluminação que jamais poderão desaparecer. A ressurreição de Lázaro glorificou a Deus — isso tem um impacto profundo sobre cada um dos seguidores de Deus. Ela fixa firmemente, em cada pessoa que entende profundamente esse evento a compreensão, a visão de que somente Deus pode comandar a vida e a morte da humanidade. Embora Deus tenha esse tipo de autoridade e embora tenha enviado uma mensagem acerca da Sua soberania sobre a vida e a morte da humanidade através da ressurreição de Lázaro, essa não foi Sua obra principal. Deus nunca faz nada sem significado. Cada uma das coisas que Ele faz tem grande valor; é um tesouro clássico. De modo algum Ele faria de uma pessoa sair do seu túmulo o principal ou único objetivo ou elemento da Sua obra. Deus não faz nada que não tenha significado. Uma ressurreição de Lázaro é adequada para demonstrar a autoridade de Deus. É adequada para provar a identidade do Senhor Jesus. É por isso que o Senhor Jesus não repetiu esse tipo de milagre. Deus faz as coisas de acordo com os Seus próprios princípios. Na linguagem humana, diríamos que Deus está atento ao trabalho sério. Isto é, quando Deus faz as coisas, Ele não Se desvia do propósito da Sua obra. Ele sabe qual obra Ele quer realizar nesse estágio, o que Ele quer conseguir, e irá trabalhar estritamente de acordo com o Seu plano. Se uma pessoa corrupta tivesse essa capacidade, pensaria apenas em maneiras de revelar essa capacidade para que os outros soubessem como ele era temível, para que se curvassem diante dele, para que ele pudesse controlá-los e devorá-los. Esse é o mal que vem de Satanás — é o que se chama de corrupção. Deus não tem esse caráter, e não tem tal essência. Seu propósito ao fazer as coisas não é exibir-Se, mas sim fornecer à humanidade mais revelação e orientação; assim, as pessoas veem poucos exemplos na Bíblia desse tipo de coisa. Isso não significa que as habilidades do Senhor Jesus eram limitadas, ou que Ele não pudesse fazer esse tipo de coisa. Ocorre simplesmente que Deus não queria fazer isso, porque a ressurreição de Lázaro pelo Senhor Jesus teve um significado muito prático, e também porque a principal obra de Deus ao Se tornar carne não era realizar milagres, não era trazer os mortos de volta à vida, mas sim a obra de redenção para a humanidade. Assim, grande parte da obra que o Senhor Jesus realizou foi ensinar as pessoas, prover suas necessidades e ajudá-las, e coisas como a ressurreição de Lázaro eram apenas pequenas partes do ministério que o Senhor Jesus realizou. Mais ainda, vocês poderiam dizer que “exibir-se” não faz parte da essência de Deus, então não mostrar mais milagres não foi um comedimento intencional, nem foi devido a limitações do ambiente, e decerto não foi falta de capacidade.

Quando o Senhor Jesus trouxe Lázaro de volta dos mortos, Ele disse apenas uma frase: “Lázaro, vem para fora!” Ele não disse mais nada além disso — o que essas palavras representam? Elas representam que Deus pode realizar qualquer coisa através da fala, incluindo ressuscitar um morto. Quando Deus criou todas as coisas, quando Ele criou o mundo, Ele o fez com palavras — comandos verbais, palavras com autoridade, e assim todas as coisas foram criadas. Foi realizado dessa maneira. Essa única frase falada pelo Senhor Jesus foi exatamente como as palavras ditas por Deus quando Ele criou os céus e a terra e todas as coisas; a frase também continha a autoridade de Deus, a capacidade do Criador. Todas as coisas foram formadas e ficaram firmes devido às palavras saídas da boca de Deus, e da mesma forma, Lázaro saiu do túmulo devido às palavras saídas da boca do Senhor Jesus. Essa era a autoridade de Deus, demonstrada e realizada na Sua carne encarnada. Esse tipo de autoridade e capacidade pertencia ao Criador, e ao Filho do homem em quem o Criador Se realizou. É esse o entendimento ensinado à humanidade por Deus ao trazer Lázaro de volta à vida. Isso é tudo acerca desse tópico. Vamos agora ler as Escrituras.

10. O julgamento do Senhor Jesus pelos fariseus

Marcos 3:21-22 Quando os Seus ouviram isso, saíram para O prender; porque diziam: Ele está fora de Si. E os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.

11. A repreensão do Senhor Jesus aos fariseus

Mateus 12:31-32 Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.

Mateus 23:13-15 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar. [Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação.] Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós.

Acima, há duas passagens distintas — vamos primeiro examinar a primeira: o julgamento do Senhor Jesus pelos fariseus.

Na Bíblia, a avaliação feita pelos fariseus acerca do Próprio Senhor Jesus e das coisas que Ele fazia foi: “Diziam: Ele está fora de Si. […] Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios” (Marcos 3:21-22). O julgamento dos escribas e fariseus do Senhor Jesus não estava repetindo coisas nem imaginando coisas a partir do nada — foi a conclusão deles acerca do Senhor Jesus a partir do que eles viram e ouviram das Suas ações. Embora essa conclusão fosse feita, ostensivamente, em nome da justiça e aparecesse às pessoas como bem fundamentada, a arrogância com que eles julgaram o Senhor Jesus foi difícil até para eles mesmos conterem. A energia frenética do ódio que sentiam pelo Senhor Jesus expôs as ambições desenfreadas deles e seus rostos malignos e satânicos, bem como a sua natureza malévola de resistir a Deus. Essas coisas que eles disseram no seu julgamento do Senhor Jesus foram motivadas por suas ambições desenfreadas, ciúme e a natureza feia e malévola da hostilidade deles para com Deus e a verdade. Eles não investigaram a origem das ações do Senhor Jesus, nem investigaram a essência do que Ele disse ou fez. Ao contrário, eles cegamente, impacientemente, loucamente e com malícia deliberada, atacaram e desacreditaram o que Ele havia feito. Isso chegou ao ponto de desacreditar indiscriminadamente o Seu Espírito, isto é, o Espírito Santo, o Espírito de Deus. É isso o que eles queriam dizer quando disseram “Ele está fora de Si”, “Belzebu” e “o príncipe dos diabos”. Quer dizer, eles disseram que o Espírito de Deus era Belzebu e o príncipe dos diabos. Eles caracterizaram a obra da carne que o Espírito de Deus vestiu como loucura. Eles não apenas blasfemaram chamando o Espírito de Deus de Belzebu e príncipe dos diabos, como também condenaram a obra de Deus. Eles condenaram e blasfemaram contra o Senhor Jesus Cristo. A essência de sua resistência e blasfêmia contra Deus era inteiramente a mesma que a essência de Satanás e a resistência e blasfêmia do diabo contra Deus. Eles não apenas representavam humanos corruptos, porém mais ainda, eram a personificação de Satanás. Eram um canal para Satanás entre a humanidade, e eram os cúmplices e mensageiros de Satanás. A essência da sua blasfêmia e sua difamação do Senhor Jesus Cristo era a luta que travavam com Deus pelo prestígio, sua disputa com Deus, seus intermináveis testes de Deus. A essência da sua resistência a Deus e de sua atitude de hostilidade para com Ele, assim como suas palavras e pensamentos, blasfemavam diretamente e enfureciam o Espírito de Deus. Assim, Deus determinou um julgamento razoável do que eles diziam e faziam, e determinou que seus feitos eram o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado é imperdoável tanto neste mundo quanto no mundo vindouro, tal como diz a seguinte passagem das Escrituras: “…mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” e “…se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Hoje, vamos falar sobre o verdadeiro significado dessas palavras de Deus: “Não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Isso é desmistificar a maneira como Deus cumpre estas palavras: “Não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”.

Tudo sobre o que conversamos se relaciona ao caráter de Deus e à Sua atitude para com as pessoas, os assuntos e as coisas. Naturalmente, as duas passagens acima não são exceção. Vocês percebem alguma coisa nessas duas passagens das Escrituras? Algumas pessoas dizem que veem aí a ira de Deus. Outras dizem que veem o lado do caráter de Deus que não tolera as ofensas da humanidade e que, se as pessoas fizerem algo que seja uma blasfêmia contra Deus, elas não ganharão o Seu perdão. Embora as pessoas vejam e percebam a ira de Deus e a Sua intolerância quanto às ofensas da humanidade nessas duas passagens, elas ainda não compreendem verdadeiramente a Sua atitude. Essas duas passagens contêm uma implicação da verdadeira atitude e abordagem de Deus em relação àqueles que blasfemam e O enfurecem. Esta passagem da Escritura contém o verdadeiro significado da Sua atitude e da Sua maneira de agir: “Se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”. Quando as pessoas blasfemam contra Deus, quando O deixam enfurecido, Ele emite um veredito, e esse veredito é o Seu desfecho final. É descrito desta maneira na Bíblia: “Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” (Mateus 12:31), e “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!” (Mateus 23:13). No entanto, está registrado na Bíblia qual foi o desfecho dos escribas e fariseus, bem como daquelas pessoas que disseram que Ele estava louco, depois que o Senhor Jesus disse essas coisas? Está registrado se elas sofreram algum castigo? É certo que não está. Dizer aqui que “não está” não significa que não foi registrado, mas sim que, na verdade, não houve nenhum resultado que pudesse ser visto pelos olhos humanos. Esse “não está” elucida uma questão, isto é, a atitude e os princípios de Deus para lidar com certas coisas. O tratamento dado por Deus às pessoas que blasfemam ou resistem a Ele, ou mesmo àqueles que O difamam — pessoas que intencionalmente O atacam, difamam e amaldiçoam — Ele não deixa de ver, nem tem ouvidos surdos. Ele tem uma atitude clara para com eles. Ele despreza essas pessoas e, em Seu coração, Ele as condena. Ele até mesmo declara abertamente qual será o desfecho delas, para que as pessoas saibam que Ele tem uma atitude clara em relação aos que blasfemam contra Ele, e para que eles saibam como Ele determinará seu desfecho. No entanto, depois que Deus disse essas coisas, as pessoas raramente podiam enxergar a verdade de como Deus lidaria com aquelas pessoas, nem podiam compreender os princípios por trás do desfecho de Deus, do Seu veredicto para eles. Isto é, a humanidade não consegue ver a atitude especial e os métodos especiais que Deus tem para lidar com eles. Isso tem a ver com os princípios de Deus para fazer as coisas. Deus usa o advento dos fatos para lidar com o comportamento maligno de algumas pessoas. Isto é, Ele não anuncia seu pecado e não determina seu desfecho; em vez disso, Ele usa diretamente o advento dos fatos para que eles sejam punidos, que recebam sua devida retribuição. Quando esses fatos acontecem, é a carne das pessoas que sofre punição; são coisas que podem ser vistas pelos olhos humanos. Ao lidar com o comportamento maligno de algumas pessoas, Deus apenas as amaldiçoa com palavras, mas ao mesmo tempo, a ira de Deus recai sobre elas e a punição que elas recebem pode ser algo que as pessoas não podem ver, mas esse tipo de desfecho pode ser ainda mais sério do que os desfechos que as pessoas podem ver de ser punidos ou mortos. Isso porque, nas circunstâncias em que Deus decidiu não salvar esse tipo de pessoa, não demonstrar mais misericórdia ou tolerância para com elas, não lhes dar mais oportunidades, a atitude que Ele toma para com elas é colocá-las de lado. Qual é o significado de “colocar de lado”? O significado dessa expressão, sozinha, é pôr algo para um lado, não prestar mais atenção a isso. Aqui, quando Deus “põe de lado”, há duas explicações diferentes para o seu significado: a primeira é que Ele entregou a vida daquela pessoa, tudo daquela pessoa para que Satanás lide com ela. Deus não seria mais responsável e deixaria de gerenciar essa pessoa. Se essa pessoa fosse louca, ou estúpida, seja na vida ou na morte, ou se ela descesse ao inferno para a sua punição, isso não teria nada a ver com Deus. Isso significaria que aquela criatura não teria mais relação com o Criador. A segunda explicação é que Deus determinou que Ele Mesmo quer fazer algo com essa pessoa, com Suas próprias mãos. É possível que Ele vá utilizar o serviço desse tipo de pessoa, ou que Ele utilize esse tipo de pessoa como um contraste. É possível que Ele tenha uma maneira especial de lidar com esse tipo de pessoa, uma maneira especial de tratá-las — assim como Paulo. Este é o princípio e atitude no coração de Deus, a maneira como Ele decidiu lidar com esse tipo de pessoa. Assim, quando as pessoas resistem a Deus e O difamam e blasfemam contra Ele, se elas exasperam o Seu caráter, ou se chegam ao ponto final de Deus, as consequências são impensáveis. A consequência mais grave é que Deus entrega a vida e tudo deles a Satanás, de uma vez por todas. Elas não serão perdoadas, por toda a eternidade. Isso significa que essa pessoa se tornou alimento na boca de Satanás, um brinquedo na sua mão e, a partir daí, Deus já não tem mais nada a ver com ela. Vocês podem imaginar o sofrimento que ocorreu quando Satanás tentou Jó? Sob a condição de que Satanás não atingisse a vida de Jó, este sofreu muito. E não é ainda mais difícil imaginar a devastação que Satanás faria a uma pessoa que foi totalmente entregue a Satanás, que está completamente dentro das garras de Satanás, que perdeu completamente os cuidados e a misericórdia de Deus, que não está mais sob o governo do Criador, que foi privada do direito de adorá-Lo e do direito de ser uma criatura governada por Deus, cujo relacionamento com o Senhor da criação foi completamente cortado? A perseguição de Satanás a Jó foi algo que podia ser visto pelos olhos humanos, mas se Deus entregar a vida de uma pessoa a Satanás, a consequência será algo que ninguém pode imaginar. É como se uma pessoa renascer como uma vaca, um burro, ou for tomada, possuída por espíritos malignos e impuros, e assim por diante. É esse o resultado, o fim de algumas pessoas que são entregues por Deus a Satanás. Olhando de fora, parece que aquelas pessoas que ridicularizaram, difamaram, condenaram e blasfemaram contra o Senhor Jesus não sofreram nenhuma consequência. No entanto, a verdade é que Deus tem uma atitude para lidar com tudo. Ele pode não usar uma linguagem clara para dizer às pessoas o desfecho de como Ele lida com cada tipo de pessoa. Às vezes Ele não fala diretamente, porém Ele faz as coisas diretamente. O fato de que Ele não fale a respeito não significa que não haja um resultado — é possível que o desfecho seja ainda mais grave. A partir das aparências, parece que Deus não fala com algumas pessoas para revelar a Sua atitude; de fato, Deus não tem desejado prestar-lhes qualquer atenção há muito tempo. Ele não quer mais vê-las. Devido às coisas que elas fizeram, por seu comportamento, sua natureza e sua essência, Deus quer apenas que elas desapareçam da Sua vista, quer entregá-las diretamente a Satanás, dar o espírito delas, sua alma e seu corpo a Satanás, para permitir que Satanás faça o que quiser. É bem claro até que ponto Deus as odeia, até que ponto Ele sente repulsa por elas. Se uma pessoa deixa Deus irado ao ponto de Deus não querer nem vê-la novamente, de Ele vai desistir dela por completo, a ponto de que Deus não querer nem mesmo lidar com ela pessoalmente — se chegar ao ponto em que Ele a entregará a Satanás para que este faça o que quiser, para permitir que Satanás a controle, a consuma e a trate de qualquer maneira — essa pessoa está completamente acabada. Seu direito de ser uma pessoa humana foi permanentemente revogado, e seus direitos como criatura chegaram ao fim. Não é essa a punição mais grave?

Tudo que foi dito acima é uma explicação completa das palavras: “Não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro” e é também um simples comentário sobre essas passagens das Escrituras. Creio que agora vocês têm uma compreensão disso!

Vamos agora ler as passagens das Escrituras abaixo.

12. Palavras do Senhor Jesus aos Seus discípulos depois da Sua ressurreição

João 20:26-29 Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as Minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-Lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

João 21:16-17 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, amas-Me? Respondeu-Lhe: Sim, Senhor; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe: Pastoreia as Minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-Me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-Me? E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas; Tu sabes que Te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as Minhas ovelhas.

O que essas passagens recontam são algumas das coisas que o Senhor Jesus fez e disse aos Seus discípulos depois da Sua ressurreição. Primeiro, vamos examinar as diferenças entre o Senhor Jesus antes e depois da ressurreição. Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus dos dias passados? A Escritura contém o seguinte versículo, que descreve o Senhor Jesus depois da ressurreição: “Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: Paz seja convosco”. É bem claro que o Senhor Jesus naquela época era não mais um ser de carne, mas um corpo espiritual. Isso porque Ele havia transcendido as limitações da carne e, mesmo com a porta fechada, Ele podia entrar em meio às pessoas e permitir que elas O vissem. Essa é a maior diferença entre o Senhor Jesus depois da ressurreição e o Senhor Jesus que vivia na carne antes da ressurreição. Embora não houvesse diferença entre a aparência do corpo espiritual daquele momento e a aparência que o Senhor Jesus tinha antes, Jesus naquele momento havia Se tornado um Jesus que parecia um estranho para as pessoas, pois Ele havia Se tornado um corpo espiritual depois de ressuscitar dos mortos e comparado à Sua carne anterior, esse corpo espiritual era mais enigmático e confuso para as pessoas. Também criava mais distância entre o Senhor Jesus e as pessoas, e estas sentiram em seu coração que o Senhor Jesus naquele momento havia Se tornado mais misterioso. Esses entendimentos e sentimentos por parte das pessoas de repente as trouxeram de volta à época da crença em um Deus impossível de ser visto ou tocado. Assim, a primeira coisa que o Senhor Jesus fez depois da ressurreição foi permitir que todos O vissem, para confirmar que Ele existia e confirmar o fato da Sua ressurreição. Além disso, isso restaurou Seu relacionamento com as pessoas tal como era antes, quando Ele operava na carne, e Ele era o Cristo que elas podiam ver e tocar. Dessa forma, um dos resultados é que as pessoas não tinham dúvidas de que o Senhor Jesus havia ressuscitado da morte depois de ter sido pregado na cruz, e não havia dúvida alguma na obra do Senhor Jesus para redimir a humanidade. E outro resultado é que o fato de o Senhor Jesus aparecer para as pessoas após a ressurreição e permitir que elas O vissem e O tocassem fixaram solidamente a humanidade na Era da Graça. A partir de então, as pessoas não puderam voltar à era anterior, a Era da Lei, devido ao “desaparecimento” ou “deserção” do Senhor Jesus, mas continuariam avançando, seguindo os ensinamentos do Senhor Jesus e a obra que Ele havia realizado. Assim, uma nova fase na obra da Era da Graça foi formalmente iniciada, e as pessoas que antes estavam sob a lei saíram formalmente da lei a partir de então e entraram em uma nova era, com um novo começo. São esses os múltiplos significados do aparecimento do Senhor Jesus para a humanidade após a Sua ressurreição.

Uma vez que Ele era um corpo espiritual, como as pessoas puderam tocá-Lo e vê-Lo? Isso tem a ver com o significado da aparição do Senhor Jesus para a humanidade. Vocês perceberam alguma coisa nessas passagens das Escrituras? De modo geral um corpo espiritual não pode ser visto nem tocado, e depois da ressurreição a obra que o Senhor Jesus havia assumido já estava concluída. Assim, em tese, Ele não tinha absolutamente nenhuma necessidade de voltar para o meio das pessoas na Sua imagem original para encontrá-las, mas a aparição do corpo espiritual do Senhor Jesus para pessoas como Tomé tornou seu significado mais concreto e penetrou mais profundamente no coração das pessoas. Quando Ele Se aproximou de Tomé, Ele deixou Tomé, o cético, tocar a Sua mão, e lhe disse: “Chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”. Essas palavras, essas ações não eram coisas que o Senhor Jesus queria dizer e fazer somente depois que ressuscitou, mas sim coisas que Ele queria fazer antes de ser pregado na cruz. É evidente que o Senhor Jesus que ainda não havia sido pregado na cruz já tinha uma compreensão acerca de pessoas como Tomé. Assim sendo, o que podemos ver a partir daí? Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus depois da Sua ressurreição. Sua essência não havia mudado. As dúvidas de Tomé não tinham começado ali, mas estavam com ele o tempo todo em que ele vinha seguindo o Senhor Jesus, mas Ele era o Senhor Jesus que havia ressuscitado dos mortos e voltado do mundo espiritual com a Sua imagem original, com o Seu caráter original e com a Sua compreensão da humanidade vinda do tempo em que viveu na carne; assim, Ele foi primeiro encontrar Tomé, deixar que Tomé tocasse na Sua costela, deixá-lo não apenas o ver Seu corpo espiritual após a ressurreição, mas tocar e sentir a existência do Seu corpo espiritual, e abandonar por completo suas dúvidas. Antes de o Senhor Jesus ser pregado na cruz, Tomé sempre duvidou que Ele era o Cristo, e não podia acreditar. Sua crença em Deus só se firmava com base no que ele podia ver com seus próprios olhos, tocar com suas próprias mãos. O Senhor Jesus tinha uma boa compreensão da fé desse tipo de pessoa. Eles só acreditavam em Deus no céu, e não acreditavam, em absoluto, nem aceitavam O enviado por Deus ou o Cristo na carne. Para que ele reconhecesse e acreditasse na existência do Senhor Jesus e que Ele era verdadeiramente Deus encarnado, Ele permitiu que Tomé estendesse a mão e tocasse na Sua costela. A dúvida de Tomé ficou diferente antes e depois da ressurreição do Senhor Jesus? Ele vivia constantemente duvidando, e excetuando uma aparição pessoal para ele do corpo espiritual do Senhor Jesus, permitindo que Tomé tocasse as marcas dos pregos no Seu corpo, ninguém poderia resolver suas dúvidas, e ninguém poderia fazê-lo abandoná-las. Então, a partir do momento em que o Senhor Jesus lhe permitiu tocar Sua costela e sentir realmente a existência das marcas de pregos, a dúvida de Tomé desapareceu, e ele compreendeu, verdadeiramente, que o Senhor Jesus havia ressuscitado e ele reconheceu e acreditou que o Senhor Jesus era o verdadeiro Cristo, que Ele era Deus encarnado. Embora nesse momento Tomé não duvidasse mais, havia perdido para sempre a chance de encontrar-se com Cristo. Ele havia perdido para sempre a chance de estar junto com Ele, de segui-Lo, de conhecê-Lo. Havia perdido a chance de que Cristo o aperfeiçoasse. O aparecimento do Senhor Jesus e as Suas palavras proporcionaram uma conclusão e um veredicto sobre a fé daqueles que estavam cheios de dúvidas. Ele usou Suas palavras e ações reais para dizer aos que duvidavam, para dizer àqueles que acreditavam apenas em Deus no céu, mas não acreditavam em Cristo: Deus não aprovava sua crença, nem aprovava sua maneira de seguir, que era cheia de dúvidas. O dia em que eles acreditaram plenamente em Deus e em Cristo só poderia ser o dia em que Deus completasse Sua grande obra. Naturalmente, esse também foi o dia em que sua dúvida recebeu um veredito. A atitude deles em relação a Cristo determinou seu destino, e sua dúvida obstinada significava que sua fé não lhes propiciava resultados, e sua dureza significava que suas esperanças eram em vão. Como sua crença em Deus no céu era alimentada por ilusões, e sua dúvida em relação a Cristo era realmente sua verdadeira atitude em relação a Deus, embora tivessem tocado nas marcas de pregos no corpo do Senhor Jesus, sua fé ainda era inútil e seu resultado só podia ser descrito como lutar contra o vento — isto é, em vão. O que o Senhor Jesus disse a Tomé também estava dizendo claramente a todas as pessoas: o Senhor Jesus ressuscitado é o mesmo Senhor Jesus que havia passado inicialmente trinta e três anos e meio operando em meio à humanidade. Embora Ele tivesse sido pregado na cruz e experimentado o vale da sombra da morte, e experimentado a ressurreição, todos os Seus aspectos não sofreram mudança alguma. Embora Ele agora tivesse marcas de pregos no Seu corpo, e embora tivesse ressuscitado e saído da sepultura, Seu caráter, Sua compreensão da humanidade e Suas intenções para com a humanidade não haviam mudado nem um pouco. Além disso, Ele estava dizendo às pessoas que havia descido da cruz, triunfado sobre o pecado, triunfado sobre as dificuldades e triunfado sobre a morte. As marcas de pregos eram apenas a prova da Sua vitória sobre Satanás, a prova de ser uma oferta pelo pecado, para conseguir redimir toda a humanidade. Ele estava dizendo às pessoas que Ele já havia assumido os pecados da humanidade e completado Sua obra de redenção. Quando Ele voltou para ver Seus discípulos, disse a eles por meio da Sua aparição: “Ainda estou vivo, ainda existo; hoje estou verdadeiramente de pé diante de vocês, para que vocês possam Me ver e tocar em Mim. Eu sempre estarei com vocês”. O Senhor Jesus também quis usar o caso de Tomé como uma advertência para as pessoas futuras: embora você acredite no Senhor Jesus, você não pode vê-Lo nem tocá-Lo, mas mesmo assim você pode ser abençoado pela sua verdadeira fé, e pode ver o Senhor Jesus através da sua verdadeira fé; esse tipo de pessoa é abençoado.

Essas palavras registradas na Bíblia que o Senhor Jesus disse quando apareceu a Tomé são uma grande ajuda para todas as pessoas na Era da Graça. Sua aparição e Suas palavras para Tomé tiveram um impacto profundo nas gerações futuras, e elas têm um significado eterno. Tomé representa um tipo de pessoa que acredita em Deus, porém duvida de Deus. São pessoas de natureza desconfiada, tem um coração sinistro, são traiçoeiras e não acreditam nas coisas que Deus é capaz de realizar. Não acreditam na onipotência e no governo de Deus, e não acreditam no Deus encarnado. No entanto, a ressurreição do Senhor Jesus foi para eles um tapa na cara, e também lhes proporcionou uma oportunidade de descobrir suas próprias dúvidas, de reconhecer suas próprias dúvidas e reconhecer sua própria traição e, assim, verdadeiramente acreditar na existência e na ressurreição do Senhor Jesus. O que aconteceu com Tomé foi um aviso e um alerta para as gerações posteriores, para que mais pessoas possam se precaver e não duvidar como Tomé, pois se o fizessem, afundariam na escuridão. Se você segue a Deus, mas, assim como Tomé, sempre quer tocar a costela do Senhor e sentir Suas marcas de pregos para confirmar, verificar e especular se Deus existe ou não, Deus abandonará você. Portanto, o Senhor Jesus requer que as pessoas não sejam como Tomé, acreditando apenas no que podem ver com seus próprios olhos, mas que sejam pessoas puras e honestas, que não abrigam dúvidas para com Deus, mas apenas creem Nele e O seguem. Esse tipo de pessoa é abençoado. Essa é uma exigência muito pequena do Senhor Jesus para com as pessoas e uma advertência para os Seus seguidores.

Essa é a atitude do Senhor Jesus para com os que estão cheios de dúvidas. Sendo assim, o que o Senhor Jesus falou, e o que fez para aqueles que são capazes de acreditar honestamente Nele e segui-Lo? É isso que vamos ver a seguir, a respeito de algo que o Senhor Jesus disse a Pedro.

Nessa conversa, o Senhor Jesus perguntou a Pedro repetidamente uma coisa: “Simão, filho de Jonas, tu Me amas?” Esse é um nível mais elevado que o Senhor Jesus exigiu de pessoas como Pedro após a Sua ressurreição, pessoas que verdadeiramente creem em Cristo e se esforçam para amar o Senhor. Essa pergunta foi uma espécie de investigação e de interrogatório; porém, ainda mais, era uma exigência e uma expectativa para com pessoas como Pedro. Ele usou esse método de questionamento para que as pessoas refletissem sobre si mesmas e olhassem para si mesmas, pensando: Quais são as exigências do Senhor Jesus para com as pessoas? Eu amo o Senhor? Sou eu uma pessoa que ama a Deus? Como devo amar a Deus? Embora o Senhor Jesus tenha feito essa pergunta apenas para Pedro, a verdade é que em Seu coração, Ele queria aproveitar essa oportunidade para pedir a Pedro que fizesse esse tipo de pergunta a mais pessoas que buscam amar a Deus. Ocorre apenas que Pedro foi abençoado para agir como representante desse tipo de pessoa, para receber esse questionamento da boca do Próprio Senhor Jesus.

Comparado a “chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”, que o Senhor Jesus disse a Tomé após a Sua ressurreição, as três vezes em que Ele perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, amas-Me?” permitem que as pessoas sintam melhor a gravidade da atitude do Senhor Jesus e a urgência que sentiu ao fazer essas perguntas. Quanto ao cético Tomé, com sua natureza enganadora, o Senhor Jesus permitiu-lhe estender a mão e tocar as marcas de pregos, que o fizeram acreditar que o Senhor Jesus era o Filho do homem ressuscitado e reconhecer a identidade do Senhor Jesus como Cristo. E embora o Senhor Jesus não tenha repreendido severamente Tomé, nem expressado verbalmente um julgamento claro acerca dele, fez com que ele percebesse que Ele o compreendia através de ações práticas, ao mesmo tempo que demonstrava Sua atitude e Sua determinação em relação a esse tipo de pessoa. As exigências e expectativas do Senhor Jesus para com esse tipo de pessoa não podem ser percebidas a partir do que Ele disse. Pois pessoas como Tomé simplesmente não têm nem um fio de fé verdadeira. Os requisitos do Senhor Jesus para com eles são apenas quanto a isso, mas a atitude que Ele revelou para pessoas como Pedro é completamente diferente. Ele não exigiu que Pedro estendesse a mão e tocasse nas Suas marcas de pregos, nem disse a Pedro: “Não mais sejas incrédulo, mas crente”. Em vez disso, Ele fez repetidamente a mesma pergunta a Pedro. Foi uma pergunta instigante e significativa que não pode deixar de fazer com que cada seguidor de Cristo sinta remorso, e também medo, mas também sinta o ânimo angustiado e pesaroso do Senhor Jesus. E quando elas estão sentindo grande dor e sofrimento, são mais capazes de entender a preocupação do Senhor Jesus Cristo e o Seu cuidado; elas percebem Seus ensinamentos sinceros e Suas exigências estritas de que as pessoas sejam puras e honestas. A pergunta do Senhor Jesus permite que as pessoas sintam que as expectativas que o Senhor tem para com elas, reveladas nessas palavras simples, não consistem apenas em acreditar Nele e segui-Lo, mas sim alcançar o amor, amar o seu Senhor, amar o seu Deus. Esse tipo de amor consiste em cuidado e obediência. São seres humanos vivendo para Deus, morrendo por Deus, dedicando tudo a Deus, gastando e dando tudo por Deus. Esse tipo de amor também é reconfortar a Deus, permitindo que Ele aproveite o testemunho e que Ele esteja em repouso. É a retribuição da humanidade a Deus, a responsabilidade dos humanos, sua obrigação e seu dever e é um caminho que a humanidade deve seguir por toda a vida. Essas três perguntas foram uma exigência e uma exortação que o Senhor Jesus fez a Pedro e a todas as pessoas que desejavam ser aperfeiçoadas. Foram essas três perguntas que levaram e motivaram Pedro a completar sua senda na vida, e foram as perguntas por ocasião da despedida do Senhor Jesus que levaram Pedro a iniciar sua senda de aperfeiçoamento, que o levaram, por causa de seu amor ao Senhor, a cuidar do coração do Senhor, a obedecer ao Senhor, oferecer conforto ao Senhor e oferecer toda a sua vida e todo o seu ser por causa desse amor.

Durante a Era da Graça, a obra de Deus se destinava principalmente a dois tipos de pessoas. O primeiro era o tipo de pessoa que acreditava Nele e O seguia, que era capaz de guardar os Seus mandamentos, capaz de suportar a cruz e manter-se no caminho da Era da Graça. Esse tipo de pessoa ganharia a bênção de Deus e desfrutaria da graça de Deus. O segundo tipo de pessoa era como Pedro, alguém que desejava ser aperfeiçoado. Assim, depois que o Senhor Jesus ressuscitou, Ele primeiro fez essas duas coisas muito significativas. Uma foi para Tomé e outra para Pedro. O que essas duas coisas representam? Será que representam as verdadeiras intenções de Deus de salvar a humanidade? Representam a sinceridade de Deus para com a humanidade? A obra que Ele fez com Tomé visava alertar as pessoas para que não duvidassem, mas que apenas acreditassem. A obra que Ele fez com Pedro visava fortalecer a fé de pessoas como Pedro, e fazer exigências claras a esse tipo de pessoa, mostrar quais objetivos eles deveriam buscar.

Depois que o Senhor Jesus ressuscitou, Ele apareceu às pessoas que julgou necessário, falou com elas e fez exigências delas, deixando para trás as Suas intenções e Suas expectativas em relação às pessoas. Isto é, como Deus encarnado, quer tenha sido durante o Seu tempo vivendo na carne, ou no corpo espiritual depois de ter sido pregado na cruz e ressuscitado — a Sua preocupação com a humanidade e Suas exigências em relação às pessoas não mudaram. Ele estava preocupado com esses discípulos antes de subir à cruz; em Seu coração, Ele tinha clareza sobre o estado de cada pessoa, Ele compreendia as deficiências de cada pessoa e, é claro, a Sua compreensão de cada pessoa era a mesma depois que Ele morreu, ressuscitou e Se tornou um corpo espiritual, tal como era quando Ele vivia na carne. Ele sabia que as pessoas não estavam inteiramente certas de Sua identidade como Cristo, mas, durante Seu tempo vivendo na carne, Ele não fez exigências estritas às pessoas. No entanto, depois que Ele ressuscitou, Ele apareceu a elas, e as deixou absolutamente certas de que o Senhor Jesus havia vindo de Deus, de que Ele era Deus encarnado, e Ele usou o fato da Sua aparição e Sua ressurreição como a maior visão e motivação para os esforços da humanidade ao longo de toda a vida. Sua ressurreição da morte não apenas fortaleceu todos aqueles que O seguiam, mas também colocou Sua obra da Era da Graça plenamente em vigor em meio à humanidade, e assim o evangelho da salvação do Senhor Jesus na Era da Graça se difundiu gradualmente por todos os cantos da humanidade. Você diria que a aparição do Senhor Jesus após a ressurreição teve alguma importância? Se você fosse Tomé ou Pedro naquela época, e encontrasse essa única coisa na sua vida que fosse tão significativa, que impacto ela teria sobre você? Você veria isso como a melhor e a maior visão da sua vida de crente em Deus? Veria isso como uma força motriz da sua vontade de seguir a Deus, e esforçar-se para satisfazê-Lo, e buscar o amor a Deus na sua vida? Você despenderia uma vida inteira de esforços para espalhar essa que foi a maior das visões? Você tornaria a divulgação da salvação do Senhor Jesus uma comissão que você aceita de Deus? Mesmo que vocês não tenham experimentado isso, os dois casos de Tomé e Pedro já são suficientes para que as pessoas modernas tenham uma compreensão clara da vontade de Deus e de Deus. Pode-se dizer que depois de Deus ter-Se tornado carne, depois que Ele experimentou pessoalmente a vida em meio a humanidade e uma vida humana, e depois que Ele viu a depravação da humanidade e a situação da vida humana, Deus encarnado sentiu mais profundamente o quão impotente, lamentável e digna de pena a humanidade é. Deus ganhou mais compaixão pela condição humana devido à Sua humanidade enquanto vivia na carne, devido aos Seus instintos na carne. Isso O levou a ter maior preocupação por Seus seguidores. Essas são coisas que provavelmente vocês não conseguem compreender, mas Eu posso descrever a preocupação e o cuidado de Deus vivendo na carne em relação a cada um dos Seus seguidores com estas palavras: preocupação intensa. Embora essa expressão venha da linguagem humana e embora seja uma expressão muito humana, ela expressa e descreve verdadeiramente os sentimentos de Deus por Seus seguidores. Quanto à preocupação intensa de Deus com os seres humanos, ao longo das suas experiências vocês sentirão isso aos poucos e poderão provar disso. No entanto, isso só pode ser alcançado através da compreensão gradual do caráter de Deus, com base em buscar uma mudança no seu próprio caráter. A aparição do Senhor Jesus materializou Sua intensa preocupação pelos Seus seguidores na humanidade e a entregou ao Seu corpo espiritual, ou, como se poderia dizer, à Sua divindade. Sua aparição permitiu que as pessoas experimentassem e sentissem de outra maneira o cuidado de Deus, enquanto também era uma prova poderosa de que Deus é Aquele que inicia uma era, que desenvolve uma era, e Aquele que encerra uma era. Através da Sua aparição Ele fortaleceu a fé de todas as pessoas, e através da Sua aparição Ele provou ao mundo o fato de que Ele é o Próprio Deus. Isso deu a Seus seguidores uma confirmação eterna e, por meio da Sua aparição, Ele também abriu uma fase da Sua obra na nova era.

13. O Senhor Jesus come pão e explica as Escrituras após a Sua ressurreição

Lucas 24:30-32 Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. Abriram-se-lhes então os olhos, e O reconheceram; nisto Ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?

14. Os discípulos dão ao Senhor Jesus peixe assado para comer

Lucas 24:36-43 Enquanto ainda falavam nisso, o Próprio Jesus Se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? e por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu Mesmo; apalpai-Me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que Eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então Lhe deram um pedaço de peixe assado, o qual Ele tomou e comeu diante deles.

Em seguida, vamos examinar as passagens das Escrituras acima. A primeira é um relato do Senhor Jesus comendo pão e explicando as Escrituras depois de Sua ressurreição, e a segunda passagem relata o Senhor Jesus comendo peixe assado. Que tipo de ajuda essas duas passagens oferecem para conhecer o caráter de Deus? Vocês conseguem imaginar o tipo de imagem que vocês obtêm com essas descrições do Senhor Jesus comendo pão e depois peixe assado? Vocês conseguem imaginar, se o Senhor Jesus estivesse em pé na sua frente comendo pão, como vocês poderiam se sentir? Ou se Ele estivesse comendo com vocês na mesma mesa, comendo peixe e pão junto com as pessoas, que sentimento você teria nesse momento? Se você acha que estaria muito perto do Senhor, que Ele seria muito íntimo para você, então esse sentimento está correto. Este é exatamente o fruto que o Senhor Jesus quis dar ao comer pão e peixe diante da multidão após a Sua ressurreição. Se o Senhor Jesus tivesse apenas falado com as pessoas após a ressurreição, se elas não pudessem sentir a Sua carne e Seus ossos, mas sentissem que Ele era um Espírito inalcançável, como se sentiriam? Não ficariam decepcionadas? E quando as pessoas ficassem decepcionadas, não se sentiriam abandonadas? Não sentiriam uma distância em relação ao Senhor Jesus Cristo? Que tipo de impacto negativo essa distância criaria no relacionamento das pessoas com Deus? Elas decerto sentiriam medo, não ousariam aproximar-se Dele, e teriam uma atitude de mantê-Lo a uma distância respeitosa. A partir de então, cortariam seu relacionamento íntimo com o Senhor Jesus Cristo e voltariam a um relacionamento entre a humanidade e Deus no céu, como era antes da Era da Graça. O corpo espiritual que as pessoas não podiam tocar nem sentir levaria à erradicação da sua intimidade com Deus, e também faria com que deixasse de existir esse relacionamento íntimo — estabelecido durante o tempo em que o Senhor Jesus Cristo viveu na carne, sem distância entre Ele e os humanos. Os sentimentos das pessoas em relação ao corpo espiritual são apenas medo, distanciamento e um olhar sem palavras. Elas não se atrevem a se aproximar ou a ter um diálogo com Ele, muito menos seguir, confiar ou ter esperança Nele. Deus relutava em ver esse tipo de sentimento que os humanos tinham para com Ele. Ele não queria ver pessoas O evitando ou se afastando Dele; só queria que as pessoas O compreendessem, se aproximassem e fossem a Sua família. Se a sua própria família, seus filhos vissem você, mas não reconhecessem, e não ousassem se aproximar, mas sempre o evitassem, se você não conseguisse ganhar a compreensão deles por tudo que você já fez por eles, como você se sentiria? Não seria doloroso? Você não ficaria de coração partido? É exatamente o que Deus sente quando as pessoas O evitam. Assim, após a ressurreição, o Senhor Jesus ainda apareceu às pessoas em Sua forma de carne e osso, e comeu e bebeu com elas. Deus vê as pessoas como Sua família e também quer que a humanidade O veja assim; só assim Deus pode realmente obter as pessoas, e estas podem realmente amar e adorar a Deus. Será que vocês conseguem agora entender a Minha intenção ao escolher essas duas passagens da Escritura onde o Senhor Jesus come pão e explica as Escrituras depois da Sua ressurreição, e os discípulos Lhe dão peixe assado para comer?

Pode-se dizer que as coisas que o Senhor Jesus disse e fez depois de Sua ressurreição foram bem pensadas, e feitas com boas intenções. Estavam repletas da bondade e afeição que Deus tem para com a humanidade, e plenas da apreciação e cuidado meticuloso que Ele tinha pelo relacionamento íntimo que Ele havia estabelecido para com a humanidade durante o tempo em que viveu na carne. Ainda mais, estavam repletas da saudade e da esperança que Ele tinha pela vida de comer e viver com Seus seguidores, durante o tempo em que viveu na carne. Assim, Deus não queria que as pessoas sentissem uma distância entre Deus e o homem, nem queria que a humanidade se distanciasse de Deus. Mais ainda, Ele não queria que a humanidade sentisse que o Senhor Jesus após a Sua ressurreição não fosse o mesmo Senhor que era tão íntimo das pessoas, que Ele não estava mais junto com a humanidade porque havia retornado ao mundo espiritual, retornado ao Pai que as pessoas jamais poderiam ver ou alcançar. Ele não queria que as pessoas sentissem que havia alguma diferença de posição entre Ele e a humanidade. Quando Deus vê pessoas que querem segui-Lo, mas O mantêm a uma distância respeitosa, Seu coração sente dor, pois isso significa que o coração delas está muito distante Dele, significa que será muito difícil para Ele ganhar seu coração. Assim, se Ele tivesse aparecido para pessoas em um corpo espiritual que elas não pudessem ver ou tocar, isso teria mais uma vez distanciado o homem de Deus, e teria levado a humanidade a erroneamente ver Cristo, após a Sua ressurreição, como mais elevado, alguém de uma espécie diferente dos humanos, alguém que não poderia mais sentar à mesma mesa e comer junto com os homens porque os humanos são pecaminosos, imundos e nunca podem se aproximar de Deus. Para eliminar esses mal-entendidos da humanidade, o Senhor Jesus fez uma série de coisas que fazia com frequência quando vivia na carne, conforme registrado na Bíblia: “Tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava”. Ele também explicou as Escrituras para eles, tal como Ele costumava fazer. Todas essas ações do Senhor Jesus fizeram com que todas as pessoas que O viam sentissem que o Senhor não havia mudado, que Ele ainda era o mesmo Senhor Jesus. Embora Ele tivesse sido pregado na cruz e experimentado a morte, Ele havia ressuscitado e não abandonado a humanidade. Ele havia retornado para estar entre os humanos e nada Nele havia mudado. O Filho do homem de pé diante das pessoas ainda era o mesmo Senhor Jesus. Sua conduta e Sua conversa com as pessoas pareciam tão familiares. Ele continuava repleto de bondade, graça e tolerância — ainda era aquele Senhor Jesus que amava os outros tal como amava a Si Mesmo, que era capaz de perdoar a humanidade setenta vezes sete. Como sempre, Ele comeu com as pessoas, discutiu as Escrituras com elas e, o mais importante, tal como antes, Ele era feito de carne e osso e podia ser visto e tocado. Dessa maneira o Filho do homem permitiu que as pessoas sentissem essa intimidade, se sentissem à vontade e sentissem a alegria de recuperar algo que havia sido perdido, e também se sentissem à vontade o suficiente para que, corajosa e confiantemente, começassem a admirar e depender desse Filho do homem que era capaz de perdoar os pecados da humanidade. Elas também começaram a orar ao nome do Senhor Jesus sem hesitações, a orar para obter Sua graça, Sua bênção, e obter Dele paz e alegria, obter Dele cuidado e proteção, e começaram a realizar curas e expulsar demônios em nome do Senhor Jesus.

Durante o tempo em que o Senhor Jesus operou na carne, a maioria dos Seus seguidores não podia confirmar a Sua identidade e as coisas que Ele dizia. Quando Ele foi levantado na cruz, a atitude de Seus seguidores foi de expectativa; quando Ele foi pregado na cruz até o momento em que foi colocado na sepultura, a atitude das pessoas para com Ele foi de desapontamento. Durante esse tempo, as pessoas já haviam começado a passar, em seu coração, da dúvida para a negação das coisas que o Senhor Jesus havia dito durante o tempo em que viveu na carne. E quando Ele saiu da sepultura e apareceu às pessoas, uma a uma, a maioria das pessoas que O viram com seus próprios olhos ou ouviram as notícias de Sua ressurreição aos poucos passaram da negação para o ceticismo. Quando o Senhor Jesus fez Tomé colocar a mão no lado do Seu peito, no momento em que o Senhor Jesus partiu o pão e comeu em frente à multidão após a ressurreição, e depois comeu peixe assado na frente deles, só então eles verdadeiramente aceitaram o fato de que o Senhor Jesus é o Cristo na carne. Vocês poderiam dizer que era como se esse corpo espiritual de carne e osso diante daquelas pessoas estivesse despertando cada um deles de um sonho: o Filho do homem de pé diante deles era Aquele que existira desde tempos imemoriais. Ele tinha uma forma, era de carne e osso, e Ele já tinha vivido e comido com a humanidade por longo tempo… Nesse momento, as pessoas sentiram que a existência Dele era tão real, tão maravilhosa; ficaram alegres e felizes, e ao mesmo tempo cheios de emoção. A Sua reaparição permitiu que as pessoas realmente enxergassem a Sua humildade, sentissem a Sua proximidade e o Seu anseio, Seu apego à humanidade. Essa breve reunião fez com que as pessoas que viram o Senhor Jesus sentissem como se houvesse passado toda uma vida. O coração delas, perdido, confuso, amedrontado, ansioso, desejoso e entorpecido, encontrou conforto. Não estavam mais duvidosos nem desapontados, pois sentiam que agora havia esperança e algo em que confiar. O Filho do homem de pé diante deles estaria por trás deles por toda a eternidade, Ele seria a sua torre forte, seu refúgio para todos os tempos.

Embora o Senhor Jesus tivesse ressuscitado, Seu coração e Sua obra não haviam deixado a humanidade. Ele disse às pessoas, com a Sua aparição, que qualquer que fosse a forma em que Ele existisse, Ele acompanharia as pessoas, andaria com elas e estaria com elas em todos os momentos e em todos os lugares. E em todos os momentos e em todos os lugares, Ele proveria para a humanidade e a pastorearia, permitiria que as pessoas O vissem e O tocassem, e garantiria que elas nunca mais se sentiriam desamparadas. O Senhor Jesus também queria que as pessoas soubessem disso: a vida delas neste mundo não está sozinha. A humanidade conta com o cuidado de Deus, Deus está com ela; as pessoas sempre podem se apoiar em Deus; Ele é a família de cada um dos Seus seguidores. Contando com Deus para se apoiar, a humanidade não será mais solitária nem desamparada, e aqueles que O aceitarem como oferecimento pelos seus pecados não mais estarão presos ao pecado. Aos olhos humanos, essas partes da obra que o Senhor Jesus realizou depois de Sua ressurreição foram coisas muito pequenas, mas da maneira como Eu vejo, cada uma dessas coisas foi tão significativa, tão valiosa, todas tão importantes e relevantes.

Embora o tempo do Senhor Jesus de operar na carne estivesse cheio de dificuldades e sofrimentos, através da Sua aparição no Seu corpo espiritual de carne e osso, Ele realizou plena e perfeitamente a Sua obra daquele tempo de vida na carne para redimir a humanidade. Ele começou Seu ministério tornando-Se carne e concluiu Seu ministério aparecendo à humanidade na Sua forma carnal. Ele anunciou a Era da Graça, Ele iniciou a Era da Graça através de Sua identidade como Cristo. Por meio de Sua identidade como Cristo, Ele realizou a obra na Era da Graça e fortaleceu e conduziu todos os Seus seguidores na Era da Graça. Pode-se dizer acerca da obra de Deus que Ele realmente termina aquilo que Ele inicia. Existem passos, existe um plano e é repleto da sabedoria de Deus, da Sua onipotência e dos Seus feitos maravilhosos. Também está repleta do amor e da misericórdia de Deus. Naturalmente, o principal fio que corre através de toda a obra de Deus é o Seu cuidado pela humanidade; é permeado pelos Seus sentimentos de preocupação, que Ele nunca pode deixar de lado. Nesses versículos da Bíblia, em cada coisa que o Senhor Jesus fez após a ressurreição, o que foi revelado foram as imutáveis esperanças de Deus e a Sua preocupação com a humanidade, assim como o cuidado meticuloso de Deus e Seu apreço pelos humanos. Até agora, nada disso mudou — vocês conseguem ver isso? Quando vocês veem isso, seu coração não se aproxima automaticamente de Deus? Se vocês vivessem naquela época e o Senhor Jesus aparecesse a vocês depois da ressurreição, em uma forma tangível para que vocês vissem, e se Ele Se sentasse diante de vocês, comesse pão e peixe e explicasse as Escrituras para vocês, falasse com vocês, como vocês se sentiriam? Vocês se sentiriam felizes? Ou talvez culpados? Os mal-entendidos anteriores e a tendência a evitar Deus, os conflitos e as dúvidas relativas a Deus — tudo isso não iria simplesmente desaparecer? O relacionamento entre Deus e o homem não se tornaria mais adequado?

Através da interpretação desses poucos capítulos da Bíblia, vocês descobriram alguma falha no caráter de Deus? Descobriram alguma adulteração do amor de Deus? Viram algum engano ou algum mal na onipotência ou na sabedoria de Deus? Certamente não! Agora vocês podem dizer com certeza que Deus é santo? Podem dizer com certeza que as emoções de Deus são todas reveladoras da Sua essência e Seu caráter? Espero que depois de ler essas palavras, o que vocês compreenderam delas ajude vocês e lhes traga benefícios na sua busca de uma mudança de caráter e um temor a Deus. Também espero que essas palavras lhes deem frutos que cresçam dia a dia e que, no processo dessa busca, tragam vocês cada vez mais perto de Deus, cada vez mais perto do padrão que Deus exige, de modo que vocês não fiquem mais entediados com a busca da verdade e não mais sintam que a busca da verdade e de uma mudança de caráter é algo problemático ou uma coisa supérflua. Ao contrário, é a expressão do verdadeiro caráter de Deus e da essência sagrada de Deus que motiva vocês a ansiar pela luz, ansiar pela justiça e a aspirar a buscar a verdade, a buscar cumprir a vontade de Deus e a tornar-se homens ganhos por Deus, tornar-se pessoas reais.

Hoje falamos sobre algumas coisas que Deus fez na Era da Graça quando Ele encarnou pela primeira vez. A partir dessas coisas, vimos o caráter que Ele expressou e revelou na carne, bem como cada aspecto do que Ele tem e é. Todos esses aspectos do que Ele tem e é parecem muito humanizados, mas a realidade é que a essência de tudo que Ele revelou e expressou é inseparável do Seu próprio caráter. Cada método e cada aspecto do Deus encarnado expressando Seu caráter na humanidade está inextricavelmente ligado à Sua própria essência. Assim, é muito importante que Deus tenha vindo para a humanidade por meio da encarnação e a obra que Ele fez enquanto vivia na carne também é muito importante. E o caráter que Ele revelou e a vontade que Ele expressou são ainda mais importantes para cada pessoa que vive na carne, para cada pessoa que vive na corrupção. Isso é algo que vocês conseguem entender? Depois de compreender o caráter de Deus e o que Ele tem e é, vocês já tiraram alguma conclusão sobre como devem tratar a Deus? Em resposta a essa pergunta, em conclusão, Eu gostaria de lhes dar três admoestações: Primeira, não ponha Deus à prova. Não importa o quanto você compreenda sobre Deus, não importa o quanto você saiba sobre o Seu caráter, não O ponha à prova, de maneira nenhuma. Segunda, não lute com Deus por status. Não importa que tipo de status Deus lhe dê, ou que tipo de tarefa Ele lhe confia, que tipo de dever que Ele levanta você para realizar, e não importa o quanto você tenha gasto e sacrificado por Deus, não queira competir com Ele por status, em absoluto. Terceira, não queira competir com Deus. Não importa se você compreende ou se você pode obedecer ao que Deus faz com você, o que Ele arranja para você e as coisas que Ele traz para você, não queira competir com Deus, de modo nenhum. Se você conseguir seguir essas três admoestações, você estará relativamente seguro e não irá provocar facilmente a ira de Deus. E isso é tudo que temos para compartilhar hoje!

23 de novembro de 2013

Nota de rodapé:

a. O texto original não contém a frase “essa expressão de”.

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