Aplicativo da Igreja de Deus Todo-Poderoso

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Declarações de Deus Todo-Poderoso (O caminho para conhecer a Deus)

Declarações de Deus Todo-Poderoso
Declarações de Deus Todo-Poderoso (O caminho para conhecer a Deus)

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Declarações de Cristo dos últimos dias (Seleções)
Declarações de Cristo dos últimos dias (Seleções)

Desde o começo até hoje, somente o homem foi capaz de conversar com Deus. Isto é, entre todos os seres vivos e criaturas de Deus, ninguém além do homem tem sido capaz de conversar com Deus. O homem tem ouvidos que lhe permitem ouvir, e olhos que o deixam ver, ele tem linguagem e suas próprias ideias e livre-arbítrio. Ele é possuidor de tudo que é requerido para ouvir Deus falar, e compreender a vontade de Deus, e aceitar a comissão de Deus, e assim Deus confere todos os Seus desejos ao homem, querendo fazer do homem um companheiro que tenha a mesma mente que Ele e possa andar com Ele. Desde que começou a gerenciar, Deus tem esperado que o homem entregue seu coração a Ele, deixe que Deus o purifique e equipe, para torná-lo satisfatório para Deus e amado por Deus, para fazê-lo reverenciar a Deus e se desviar do mal. Deus sempre esperou e aguardou esse resultado. Há alguma dessas pessoas entre os registros da Bíblia? Isto é, há alguém na Bíblia capaz de entregar seu coração a Deus? Há algum precedente antes desta era? Hoje, vamos continuar lendo os registros da Bíblia e ver se o que foi feito por essa figura — Jó — tem alguma conexão com o tema de “entregar seu coração a Deus” do qual estamos falando hoje. Vejamos se Jó era satisfatório para Deus e amado por Deus.

Qual é a sua impressão de Jó? Citando as escrituras originais, algumas pessoas dizem que Jó “temia a Deus e se desviava do mal”. “Temia a Deus e se desviava do mal”: tal é a avaliação original de Jó registrada na Bíblia. Se vocês usassem suas próprias palavras, como vocês definiriam Jó? Algumas pessoas dizem que Jó era um homem bom e razoável; alguns dizem que ele tinha fé verdadeira em Deus; alguns dizem que Jó era um homem justo e humano. Vocês viram a fé de Jó, o que quer dizer, em seu coração vocês atribuem grande importância e tem inveja da fé de Jó. Hoje, então, vamos considerar o que Jó possuia para que Deus estivesse satisfeito com ele assim. Em seguida, vamos ler as escrituras abaixo.

C. Jó

1. Avaliações de Jó por Deus e na Bíblia

(Jó 1:1) Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal.

(Jó 1:5) E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; pois dizia Jó: Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.

(Jó 1:8) Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?

Qual é o ponto-chave que vocês veem nessas passagens? Essas três breves passagens da escritura se referem a Jó. Apesar de curtas, elas afirmam claramente que tipo de pessoa ele era. Através de sua descrição do comportamento cotidiano de Jó e sua conduta, elas dizem a todos que, em vez de serem infundadas, a avaliação de Deus sobre Jó era bem fundamentada. Elas nos dizem que, seja a avaliação do homem de Jó (Jó 1: 1), ou a avaliação de Deus dele (Jó 1: 8), ambos são o resultado dos feitos de Jó diante de Deus e do homem (Jó 1: 5).

Primeiro, vamos ler a passagem número um: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal”. A primeira avaliação de Jó na Bíblia, essa frase é a avaliação que o autor faz de Jó. Naturalmente, também representa a avaliação que o homem tem de Jó, que é “Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal”. Em seguida, vamos ler a avaliação de Deus sobre Jó: “ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal” (Jó 1:8). Das duas, uma veio do homem e uma originou-se em Deus; são duas avaliações com o mesmo conteúdo. Pode-se ver, então, que o comportamento e a conduta de Jó eram conhecidas pelo homem e também eram louvadas por Deus. Em outras palavras, a conduta de Jó diante do homem e sua conduta diante de Deus eram as mesmas; ele colocou seu comportamento e motivação diante de Deus em todos os momentos, para que pudessem ser observadas por Deus, e ele era alguém que temia a Deus e se desviava do mal. Assim, aos olhos de Deus, do povo da terra, somente Jó era perfeito e reto, e alguém que temia a Deus e se desviava do mal.

Manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal em sua vida diária

Em seguida, vamos olhar para as manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal. Além das passagens que a precedem e seguem, leiamos Jó 1:5, que é uma das manifestações específicas do temor de Jó a Deus e do seu desviar-se do mal. Relaciona-se a como ele temia a Deus e se desviava do mal em sua vida diária; mais proeminentemente, ele não apenas fez o que deveria fazer por causa de seu próprio temor a Deus e do deviar-se do mal, mas também sacrificou regularmente holocaustos diante de Deus em favor de seus filhos. Ele temia que muitas vezes tivessem “pecado e blasfemado contra Deus em seu coração” enquanto festejavam. E como esse temor se manifestou em Jó? O texto original dá a seguinte registro: “E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles”. A conduta de Jó nos mostra que, em vez de se manifestar em seu comportamento exterior, seu temor a Deus vinha de dentro de seu coração e que seu temor a Deus podia ser encontrado em todos os aspectos de sua vida diária, em todos os momentos, pois ele se desviava do mal, muitas vezes sacrificava holocaustos a favor de seus filhos. Em outras palavras, Jó não apenas tinha muito temor de pecar contra Deus e renunciar a Deus em seu próprio coração, mas também temia que seus filhos pecassem contra Deus e O renunciassem em seu coração. A partir disso, pode-se ver que a verdade do temor de Jó a Deus resiste ao escrutínio e está além da dúvida de qualquer homem. Ele fez isso ocasionalmente ou com frequência? A frase final do texto é “Assim o fazia Jó continuamente”. O significado dessas palavras é que Jó não ia e verificava seus filhos ocasionalmente, ou quando lhe agradasse, nem confessava a Deus através da oração. Em vez disso, ele regularmente enviava e santificava seus filhos e sacrificava ofertas queimadas por eles. O “continuamente” aqui não significa que ele fez isso por um ou dois dias, ou por um momento. Está dizendo que a manifestação do temor de Jó a Deus não era temporária e não se detinha no conhecimento ou nas palavras faladas; em vez disso, o modo de temer a Deus e se desviar do mal guiava seu coração, ditava seu comportamento e era, em seu coração, a raiz de sua existência. Que ele fez isso continuamente mostra que, em seu coração, ele frequentemente temia que ele próprio pecaria contra Deus e também temia que seus filhos e filhas pecassem contra Deus. Representa quanto peso o modo de temer a Deus e se desviar do mal tinha em seu coração. Ele fez isso continuamente porque, em seu coração, ele estava amedrontado e com temor — com temor de ter cometido o mal e pecado contra Deus, e de ter se desviado do caminho de Deus e, portanto, incapaz de satisfazer a Deus. E, ao mesmo tempo, ele também se preocupava com seus filhos e filhas, temendo que eles tivessem ofendido a Deus. Assim foi a conduta normal de Jó em sua vida cotidiana. É exatamente essa conduta normal que prova que o temor de Jó a Deus e o desviar-se do mal não são palavras vazias, que Jó realmente viveu tal realidade. “Assim o fazia Jó continuamente”: essas palavras nos falam das ações diárias de Jó diante de Deus. Quando ele fez assim continuamente, seu comportamento e seu coração chegaram diante de Deus? Em outras palavras, Deus estava frequentemente satisfeito com seu coração e seu comportamento? Então, em que estado e em que contexto fez Jó assim continuamente? Algumas pessoas dizem que era porque Deus frequentemente aparecia a Jó que ele agia assim; alguns dizem que ele agia assim continuamente porque se desviava do mal; e alguns dizem que talvez ele achasse que sua fortuna não tinha sido fácil de ganhar e ele sabia que isso lhe havia sido concedido por Deus, por isso ele tinha profundo receio de perder sua propriedade como resultado de pecar ou ofender a Deus. Alguma dessas afirmações é verdadeira? Claramente não. Pois, aos olhos de Deus, o que Deus mais aceitava e estimava em Jó não era apenas o fato de que ele assim o fazia continuamente; mais do que isso, foi sua conduta diante de Deus, do homem e de Satanás quando ele foi entregue a Satanás e tentado. As seções abaixo oferecem a evidência mais convincente, evidência que nos mostra a verdade da avaliação de Deus sobre Jó. Em seguida, vamos ler as seguintes passagens da escritura.

2. Satanás tenta Jó pela primeira vez (seu gado é roubado e a calamidade sobrevém a seus filhos)

a. As palavras faladas por Deus

(Jó 1:8) Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?

(Jó 1:12) Ao que disse Jeová a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença de Jeová.

b. Resposta de Satanás

(Jó 1:9-11) Então respondeu Satanás a Jeová, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde? Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra. Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti na tua face!

Deus permite que Satanás tente a Jó para que a fé de Jó seja aperfeiçoada

Jó 1:8 é o primeiro registro que vemos na Bíblia de um diálogo entre Deus Jeová e Satanás. E o que Deus disse? O texto original apresenta o seguinte registro: “Disse Jeová a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?” Esta foi a avaliação de Deus sobre Jó perante Satanás; Deus disse que ele era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Antes dessas palavras entre Deus e Satanás, Deus havia determinado que Ele usaria Satanás para tentar Jó — que Ele entregaria Jó a Satanás. Em um aspecto, isso provaria que a observação de Deus e a avaliação de Jó eram precisas e sem erros, e causariam vergonha a Satanás através do testemunho de Jó; em outro, tornaria perfeitos a fé de Jó em Deus e o temor de Jó a Deus. Assim, quando Satanás veio diante de Deus, Deus não se equivocou. Ele foi direto ao ponto e perguntou a Satanás: “Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?” Na pergunta de Deus, há o seguinte significado: Deus sabia que Satanás havia rodeado por todos os lugares e muitas vezes espionou Jó, que era servo de Deus. Muitas vezes o tentara e atacara, tentando encontrar uma maneira de arruinar Jó, a fim de provar que a fé de Jó em Deus e o temor a Deus não poderiam ficar firmes. Satanás também procurou prontamente oportunidades para devastar Jó, para que Jó renunciasse a Deus e permitisse que Satanás o aproveitasse das mãos de Deus. No entanto, Deus olhou dentro do coração de Jó e viu que ele era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Deus usou uma pergunta para dizer a Satanás que Jó era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, que Jó nunca renunciaria a Deus e seguiria a Satanás. Tendo ouvido a avaliação de Deus por Jó, em Satanás surgiu uma raiva nascida da humilhação, e o deixou mais irado e impaciente para tomar Jó, pois Satanás nunca acreditou que alguém pudesse ser perfeito e reto, ou que pudesse temer a Deus e se desviar do mal. Ao mesmo tempo, Satanás também abominava a perfeição e retidão do homem e odiava pessoas que pudessem temer a Deus e se desviar do mal. E assim está escrito em Jó 1: 9-11: “Então respondeu Satanás a Jeová, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde? Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra. Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti na tua face”. Deus estava intimamente familiarizado com a natureza maligna de Satanás, e sabia muito bem que Satanás, havia muito, planejava arruinar Jó e, nisso, Deus desejava, por meio de dizer a Satanás mais uma vez que Jó era perfeito e reto e que temia a Deus e se desviava do mal, alinhar Satanás, fazer Satanás revelar seu verdadeiro rosto e atacar e tentar Jó. Em outras palavras, Deus deliberadamente enfatizou que Jó era perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, e por meio disso fez Satanás atacar Jó por causa do ódio e ira de Satanás em relação a como Jó era um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. Como resultado, Deus causaria vergonha a Satanás pelo fato de Jó ser um homem perfeito e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, e Satanás seria deixado totalmente humilhado e derrotado. Depois disso, Satanás não mais duvidaria ou faria acusações sobre a perfeição de Jó, a retidão, o temor de Deus ou o afastamento do mal. Dessa forma, a provação de Deus e a tentação de Satanás foram quase inevitáveis. O único capaz de resistir a provação de Deus e à tentação de Satanás foi Jó. Após esse diálogo, Satanás recebeu permissão para tentar Jó. Assim começou a primeira rodada de ataques da parte de Satanás. O alvo desses ataques era a propriedade de Jó, pois Satanás fizera a seguinte acusação contra Jó: “Porventura Jó teme a Deus debalde? … Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra.” Como resultado, Deus permitiu que Satanás tomasse tudo o que Jó tinha — que era o propósito exato por que Deus falara com Satanás. No entanto, Deus fez uma exigência de Satanás: “Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença de Jeová” (Jó 1:12). Essa foi a condição que Deus fez depois que permitiu que Satanás tentasse Jó e colocou Jó nas mãos de Satanás, e era o limite que Ele estabeleceu para Satanás: Ele ordenou que Satanás não ferisse a Jó. Porque Deus reconheceu que Jó era perfeito e reto e Ele tinha fé que a perfeição e retidão de Jó diante Dele estavam além da dúvida e poderiam suportar ser testadas; assim, Deus permitiu que Satanás tentasse Jó, mas impôs uma restrição a Satanás: foi permitido a Satanás levar toda a propriedade de Jó, mas não poderia encostar um dedo nele. O que isso significa? Isso significa que Deus não entregou Jó completamente a Satanás. Satanás poderia tentar Jó por qualquer meio que quisesse, mas não poderia ferir Jó, nem mesmo um fio de cabelo na cabeça, porque tudo do homem é controlado por Deus, se o homem vive ou morre é decidido por Deus, e Satanás não tem tal licença. Depois que Deus disse essas palavras a Satanás, ele mal podia esperar para começar. Ele usou todos os meios para tentar Jó e, pouco tempo depois, Jó havia perdido um monte de ovelhas e bois e toda a propriedade dada a ele por Deus... Assim, as provações de Deus vieram a ele.

Embora a Bíblia nos conte as origens da tentação de Jó, o próprio Jó, aquele sujeito a essas tentações, estava consciente do que estava acontecendo? Jó era apenas um homem mortal; é claro que ele não sabia nada da história que se desenrolava por trás dele. No entanto, seu temor a Deus e sua perfeição e retidão o fizeram perceber que as provações de Deus haviam chegado até ele. Ele não sabia o que havia ocorrido no reino espiritual, nem quais eram as intenções de Deus por trás dessas provações. Mas ele sabia que, independentemente do que acontecesse com ele, ele deveria ser fiel à sua perfeição e retidão, e deveria obedecer ao modo de temer a Deus e se desviar do mal. A atitude e reação de Jó a esses assuntos foram claramente observados por Deus. E o que Deus viu? Ele viu o coração de Jó que temia a Deus, porque desde o princípio até quando Jó foi julgado, o coração de Jó permaneceu aberto a Deus, foi posto diante de Deus, e Jó não renunciou à sua perfeição ou retidão, nem jogou fora ou se desviou do modo de temer a Deus e se desviar do mal — e nada era mais gratificante para Deus. A seguir, veremos quais tentações foram sofridas por Jó e como ele tratou essas provações. Vamos ler as escrituras.

c. A reação de Jó

(Jó 1:20-21) Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová.

O fato de Jó assumir a responsabilidade de devolver tudo o que ele possui decorre de seu temor a Deus

Depois que Deus disse a Satanás: “Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão”, partiu Satanás, pouco depois do qual Jó sofreu ataques repentinos e violentos: primeiro, seus bois e jumentos foram saqueados e seus servos mortos; em seguida, suas ovelhas e servos foram queimados até a destruição; depois disso, seus camelos foram tomados e seus servos foram assassinados; finalmente, seus filhos e filhas tiveram suas vidas tiradas. Essa série de ataques foi o tormento sofrido por Jó durante a primeira tentação. Conforme ordenado por Deus, durante esses ataques, Satanás apenas teve como alvo a propriedade de Jó e seus filhos, e não fez mal a Jó. No entanto, Jó foi instantaneamente mudou de um homem rico possuidor de grande riqueza para alguém que não tinha nada. Ninguém poderia ter resistido a esse surpreendente golpe surpresa ou reagido adequadamente a ele, mas Jó demonstrou seu lado extraordinário. As escrituras apresentam o seguinte registro: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou”. Essa foi a primeira reação de Jó depois de ouvir que ele havia perdido seus filhos e toda a sua propriedade. Acima de tudo, ele não parecia surpreso, ou em pânico, muito menos expressava raiva ou ódio. Você vê, então, que em seu coração ele já havia reconhecido que esses desastres não foram um acidente, nem que provinham da mão do homem, muito menos eram o recebimento de retribuição ou punição. Em vez disso, as provações de Jeová vieram sobre ele; foi Jeová quem desejou tomar seus bens e filhos. Jó estava muito calmo e lúcido então. Sua perfeita e reta humanidade permitiu-lhe racionalmente e naturalmente fazer julgamentos precisos e decisões sobre os desastres que tinham acontecido, e como consequência, ele se comportou com uma calma incomum: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou”. “Rasgou seu manto” significa que ele estava despido e não possuía nada; “rapou a cabeça” significa que ele havia retornado diante de Deus como um recém-nascido; “lançou-se em terra e adorou” significa que ele veio ao mundo nu, e ainda sem nada hoje, ele foi devolvido a Deus como um bebê recém-nascido. A atitude de Jó em relação a tudo o que aconteceu com ele não poderia ter sido alcançada por nenhuma criatura de Deus. Sua fé em Jeová foi além do domínio da crença; esse era seu temor a Deus e obediência a Deus, e ele não só era capaz de dar graças a Deus por dar a ele, mas também por tirar dele. Além disso, ele foi capaz de assumir a responsabilidade de devolver tudo o que possuía, incluindo sua vida.

O temor e obediência de Jó a Deus é um exemplo para a humanidade, e sua perfeição e retidão eram o ápice da humanidade que o homem deveria possuir. Embora ele não tenha visto Deus, ele percebeu que Deus realmente existiu e, por causa disso, temeu a Deus — e devido ao seu temor a Deus, ele foi capaz de obedecer a Deus. Ele deu a Deus rédea solta para pegar o que ele tinha, no entanto, ele não reclamou, e caiu diante de Deus e disse a Ele que, nesse exato momento, mesmo que Deus tomasse sua carne, ele permitiria que Ele fizesse isso sem reclamar. Toda a sua conduta deveu-se à sua humanidade perfeita e correta. O que quer dizer, como resultado de sua inocência, honestidade e bondade, Jó era inabalável em sua realização e experiência da existência de Deus, e sobre esse fundamento ele fez exigências de si mesmo e padronizou seu pensamento, comportamento, conduta e princípios de ações diante de Deus, de acordo com a orientação de Deus sobre ele e as ações de Deus que ele havia visto entre todas as coisas. Com o tempo, suas experiências causaram nele um medo real e verdadeiro de Deus e o fizeram se desviar do mal. Essa foi a fonte da integridade a que Jó se manteve firme. Jó possuía uma humanidade honesta, inocente e amável e ele realmente tinha a experiência de temer a Deus, obedecer a Deus e se desviar do mal, assim como o conhecimento de que “Jeová deu, e Jeová tirou”. Somente por causa dessas coisas ele foi capaz de permanecer firme e testemunhar em meio a ataques tão violentos de Satanás, e somente por causa deles ele foi capaz de não desapontar a Deus e apresentar uma resposta satisfatória a Deus quando as provações de Deus vieram sobre ele. Embora a conduta de Jó durante a primeira tentação fosse muito direta, as gerações posteriores não tiveram a garantia de alcançar tal franqueza mesmo depois de uma vida inteira de esforços, nem necessariamente teriam a conduta de Jó descrita acima. Hoje, diante da conduta direta de Jó e comparando-a com os clamores e a determinação da “obediência absoluta e lealdade até a morte” mostrada a Deus por aqueles que afirmam crer em Deus e seguir a Deus, vocês se sentem profundamente envergonhados ou não?

Quando vocês leem nas escrituras tudo o que Jó sofreu e sua família, qual é a sua reação? Você se perde em seus pensamentos? Você está surpreso? As provações que sobrevieram a Jó poderiam ser descritas como “horripilantes”? Em outras palavras, é bastante aterrador ler as provações de Jó descritas nas escrituras, para não dizer como elas teriam sido na realidade. Você vê, então, que o que aconteceu com Jó não foi um “treinamento prático”, mas uma verdadeira “batalha”, com verdadeiras “armas” e “balas”. Mas pela mão de quem ele foi submetido a essas provações? Elas foram, obviamente, realizadas por Satanás, elas foram pessoalmente realizadas por Satanás — mas foram autorizadas por Deus. Deus disse a Satanás por que meios tentar Jó? Não, não disse. Deus deu simplesmente uma condição, após a qual a tentação sobreveio a Jó. Quando a tentação veio sobre Jó, ela deu às pessoas uma sensação do mal e da fealdade de Satanás, de sua maldade e abominação ao homem e de sua inimizade para com Deus. Nisso, vemos que as palavras não podem descrever quão cruel era essa tentação. Pode-se dizer que a natureza maliciosa com a qual Satanás abusou do homem e sua face feia foi plenamente revelada nesse momento. Satanás usou essa oportunidade, a oportunidade fornecida pela permissão de Deus, para sujeitar Jó a um abuso febril e sem remorsos, cujo método e nível de crueldade são inimagináveis e completamente intoleráveis para as pessoas de hoje. Ao invés de dizer que Jó foi tentado por Satanás e que ele permaneceu firme em seu testemunho durante essa tentação, é melhor dizer que nas provações determinadas para ele por Deus, Jó iniciou uma disputa com Satanás para proteger sua perfeição e retidão, e defender seu modo de temer a Deus e se desviar do mal. Nessa disputa, Jó perdeu uma montanha de ovelhas e gado, perdeu todos os seus bens e perdeu seus filhos e filhas — mas não abandonou sua perfeição, retidão ou temor a Deus. Em outras palavras, nesta contenda com Satanás ele preferiu ser privado de sua propriedade e filhos do que perder sua perfeição, retidão e temor de Deus. Ele preferiu apegar-se à raiz do que significa ser um homem. As escrituras apresentam uma descrição concisa de todo o processo pelo qual Jó perdeu seus bens e também documenta a conduta e a atitude de Jó. Esses registros concisos e sucintos dão a sensação de que Jó estava quase relaxado ao enfrentar essa tentação, mas se o que realmente acontecesse fosse recriado, acrescentado ao que há a natureza maliciosa de Satanás — então as coisas não seriam tão simples ou fáceis como descrito nessas frases. A realidade era muito mais cruel. Tal é o nível de devastação e ódio com o qual Satanás trata a humanidade e todos aqueles que são aprovados por Deus. Se Deus não tivesse pedido que Satanás não fizesse mal a Jó, Satanás, sem dúvida, o mataria sem nenhum escrúpulo. Satanás não quer que ninguém adore a Deus, nem deseja que aqueles que são justos aos olhos de Deus e aqueles que são perfeitos e íntegros possam continuar temendo a Deus e se desviando do mal. Para as pessoas temerem a Deus e se desviar do mal significa que elas evitam e abandonam Satanás, e assim Satanás se aproveitou da permissão de Deus para acumular toda a sua ira e ódio sobre Jó sem misericórdia. Você vê, então, quão grande foi o tormento sofrido por Jó, da mente para a carne, de fora para dentro. Hoje, não vemos como era naquela época, e só podemos ganhar, a partir dos registros da Bíblia, um breve vislumbre das emoções de Jó quando ele foi submetido ao tormento naquele momento.

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