Isso que é pôr a verdade em prática

24 de Agosto de 2019

Por Fan Xing, Província de Henan

No passado, eu era parceira de uma irmã para trabalhar em alguns deveres. Como eu era arrogante e orgulhosa e não buscava a verdade, tinha algumas ideias preconcebidas, que eu sempre mantinha em meu coração, em relação a essa irmã e não me comunicava abertamente com ela. Quando nos separamos, não entrei na verdade de um relacionamento de trabalho harmonioso. Mais tarde, a igreja organizou para que eu trabalhasse com outra irmã e tomei uma decisão diante de Deus: a partir de agora, não trilharei os caminhos do fracasso. Aprendi a minha lição e, assim, dessa vez, certamente terei uma comunicação mais aberta com essa irmã e alcançarei um relacionamento de trabalho harmonioso.

Todas as vezes que havia um conflito ou uma divisão entre nós ao desempenharmos juntas as nossos deveres, eu tomava a iniciativa de me comunicar com a irmã e me expressar, abrir o meu coração. Eu perguntava a ela quais aspectos eu estava realizando de maneira imprópria. A irmã indicava, então, que eu era arrogante e orgulhosa, e que eu sempre rejeitava os pontos de vista dela em nossas comunicações. Às vezes, ela disse que eu indicava as circunstâncias dela e a qualificava injustamente e que, durante as reuniões, eu tomava todas as decisões sobre a leitura da palavra de Deus. Eu concordava com a cabeça com todas essas coisas que a irmã apontava sobre mim. Pensei: “Como você diz que sou arrogante, então falarei com mais humildade de agora em diante e prestarei atenção especial para falar com sabedoria e de maneira diplomática. Se eu descobrir quaisquer problemas que você tenha, então vou minimizá-los ao mencioná-los. Se você não os reconhecer, então não falarei sobre eles. Durante as reuniões, vou comer e beber de tudo que você me disser para comer e beber, e ouvirei tudo que você disser. Isso não solucionaria todas as questões? Então você não vai dizer que não posso operar com ninguém por causa da minha arrogância.” Depois, comecei a pôr isso em prática. Antes de falar, eu pensava como poderia evitar contrariar a ideia da irmã. Quando os nossos pontos de vista não se alinhavam, eu aceitava o ponto de vista dela e executávamos a ideia dela. Quando eu via a irmã fazendo algo do modo errado, eu não explicava isso de maneira clara para ela. Mas, depois de um tempo me comportando assim, constatei que a minha ideologia de “renunciar à carne e pôr a verdade em prática” não havia mudado em nada o nosso relacionamento. Em vez disso, reforçou as ideias preconcebidas dela sobre mim. Ao ver esses resultados, senti-me injustiçada. Pensei: “Já tentei o meu melhor para pôr a verdade em prática, por que não está funcionando? Não é fácil conviver com essa irmã, ela não tem a menor sensibilidade”. Assim, afundei na negatividade e o meu coração ficou extremamente doído.

Um dia, uma líder veio até nós para inspecionar a nossa obra e perguntar como estava a nossa situação durante esse período de tempo. Então, expressei qual era a minha situação. Após me ouvir, a líder disse: “Esse seu método não é pôr a verdade em prática. Você está impura por dentro. Você está fazendo isso por seu próprio propósito e não está agindo de acordo com a verdade”. Em seguida, lemos estes dois trechos das palavras de Deus. Deus disse: “Às vezes, pode parecer como se você estivesse pondo a verdade em prática, mas, na realidade, a natureza de suas ações não mostra que você o está fazendo. Muitas pessoas têm certos comportamentos externos, tais como ser capaz de abandonar sua família e sua carreira e cumprir seus deveres, acreditando assim que estão praticando a verdade. Porém, Deus não reconhece que elas estão praticando a verdade. Se tudo que você faz tiver motivos pessoais por trás disso e estiver adulterado, então você não está praticando a verdade; está simplesmente exibindo uma conduta superficial. Falando estritamente, sua conduta provavelmente será condenada por Deus; não será louvada nem lembrada por Ele. Dissecando isso ainda mais, você está praticando o mal e sua conduta está em oposição a Deus. Externamente, você não está interrompendo nem perturbando nada e você não causou nenhum dano real nem violou nenhuma verdade. Parece que é lógico e razoável, mas a essência de suas ações pertence a fazer o mal e resistir a Deus. Por isso, você deveria determinar se houve uma mudança em seu caráter e se você está pondo a verdade em prática ao olhar os motivos por trás de suas ações à luz das palavras de Deus. Isso não depende de uma opinião humana se suas ações se conformam à imaginação e intenções humanas ou se são conforme seu gosto; tais coisas não são importantes. Antes, isso depende de Deus dizer se você está se conformando à Sua vontade; se suas ações têm verdade-realidade e se elas satisfazem Suas exigências e Seus padrões. Somente por se comparar com as exigências de Deus é acurado” (‘O que deveria ser conhecido sobre transformar o caráter da pessoa’ em “Registros das falas de Cristo”). “As ideias humanas geralmente parecem boas e certas para as pessoas, parecem como se não violassem muito a verdade. As pessoas acham que fazer as coisas de tal maneira seria pôr a verdade em prática; acham que fazer as coisas dessa maneira seria submeter-se a Deus. Na verdade, elas não estão verdadeiramente buscando a Deus ou orando a Deus por isso, e elas não estão se esforçando para fazê-lo bem, em concordância com as exigências de Deus, a fim de satisfazer a Sua vontade. Elas não possuem esse estado verdadeiro, nem têm tal desejo. Esse é o maior engano que as pessoas cometem em sua prática. Você acredita em Deus, mas não mantém Deus em seu coração. Como isso não é pecado? Você não está se enganando? Que espécie de efeitos você pode colher se continuar acreditando desse modo? Além disso, como o significado de acreditar pode ser manifestado?” (‘Buscar a vontade de Deus é para o bem da prática da verdade’ em “Registros das falas de Cristo”). Tentei entender as palavras de Deus e compará-las à minha suposta situação de “pôr a verdade em prática”. O meu coração se iluminou. Então, o modo como eu estava fazendo as coisas não tinha a intenção de satisfazer a Deus. Tinha a intenção de proteger a minha própria vã dignidade. Eu temia que a líder dissesse que a minha natureza era falha, que eu não buscava a verdade e não trabalhava bem com ninguém. Além disso, pensei que fosse um pretexto para apaziguar o meu relacionamento com a irmã e me libertar do constrangimento e da dor produzidos pelo conflito. Pensei que redimiria a imagem que as pessoas tinham de mim e permitiria que elas vissem que eu tinha mudado. Pode-se ver que esse meu suposto “pôr a verdade em prática” era para meus próprios propósitos. Era algo que eu fazia diante dos outros e não se fundava sobre a base de buscar satisfazer a Deus. Eu não me desprezava nem sinceramente renunciava à carne porque eu não estava ciente da minha natureza arrogante e orgulhosa. Ao refletir sobre o trabalho com a irmã, era porque eu não reconhecia a minha natureza arrogante e orgulhosa, e pensava ser superior e sempre melhor do que os outros que, quando eu falava, sem saber eu estava sobre um pedestal menosprezando os outros. Ao lidar com as questões, eu adorava estar no comando. Eu fazia as coisas do meu próprio modo e nunca consultava as ideias dos outros. Quando a irmã apontava esses problemas que eu tinha, eu não buscava a verdade do que ela me dizia para analisar e compreender a substância da minha natureza. Mais do que isso, eu não buscava como deveria pôr isso em prática de acordo com as exigências de Deus e de acordo com a verdade. Mudei somente algumas das minhas ações exteriores, pensando que, como havia parado de fazer coisas erradas, eu estava pondo a verdade em prática. Na verdade, tudo que eu estava praticando era a verdade com base em minhas próprias noções da verdade. Eram apenas ações externas e não tinham nada a ver com a palavra de Deus. Deus não reconheceria que eu estava pondo em prática a verdade. Como a minha prática não estava alinhada às exigências de Deus e não estava de acordo com a verdade, e tudo que fiz foi para satisfazer meus desejos pessoais e para atingir os meus próprios propósitos, portanto, as minhas ações eram más na visão de Deus. Elas resistiam a Deus.

Depois de entender isso, harmonizei-me conscientemente com a palavra de Deus para compreender a minha própria natureza corrompida na vida. Quando eu expressava a minha corrupção ou me tornava ciente que a minha situação não era correta, eu revelava de modo aberto a minha posição, analisava-a e buscava a fonte de acordo com a palavra de Deus. Quando fiz isso, a minha fala e ações foram naturalmente subjugadas, e soube a posição que eu deveria tomar. Eu tinha respeito pelas pessoas e me submetia com paciência. Renunciar à carne se tornou muito menos difícil e nós também podíamos ter uma comunicação franca. A nossa associação se tornou muito mais harmoniosa do que no passado.

Através dessas experiências, vim a compreender que pôr a verdade em prática deve se basear na palavra de Deus e deve se estabelecer nos princípios da verdade. Se alguém abandona a palavra de Deus, então tudo se torna uma ação exterior, isto é, se transforma em pôr a verdade de suas próprias noções em prática. Mesmo se eu fizesse as coisas bem e de modo correto, ainda assim não seria considerado pôr a verdade em prática, e, mais do que isso, não traria mudanças para o meu caráter na vida. De agora em diante, independentemente do que estiver fazendo, quero que as palavras de Deus sejam os princípios das minhas ações, e pôr a palavra de Deus de modo completo em prática para que a minha conduta esteja de acordo com a verdade e com a vontade de Deus e obtenha a satisfação de Deus.

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