O que é isso que enganou o meu espírito?

29 de Julho de 2019

Xu Lei Cidade de Zaozhuang, Província de Shandong

Um dia, recebi um comunicado do meu líder sênior, pedindo que eu participasse de uma reunião de obreiros. Normalmente, esse é um evento feliz, mas assim que pensei como o meu próprio trabalho estava uma bagunça completa nos últimos tempos, não consegui evitar de me sentir preocupado. Se o meu superior soubesse que eu não havia concluído trabalho algum meu, com certeza ele teria de lidar comigo, e poderia até me substituir. O que eu faria depois? No dia seguinte, encaminhei-me para a reunião com o coração apertado. Quando cheguei lá, vi que o meu superior ainda não havia chegado, mas alguns colegas de trabalho já estavam lá. Pensei: “não sei em que estado o trabalho deles está. Na última reunião, ouvi-os dizendo como já haviam feito boa parte de seu trabalho e, desta vez, já deviam ter terminado tudo. Se eles tiverem concluído todo o trabalho deles e apenas eu estiver indo tão mal, então estou perdido”. Quando estávamos juntos falando sobre a situação do trabalho de cada um, eu me surpreendi que muitos dos meus colegas disseram que não haviam concluído algumas partes de seu trabalho. Ao ouvir isso, o meu coração, que antes estava tão apertado, de repente ficou muito mais aliviado. Pensei: “acontece que ninguém concluiu o seu trabalho, não apenas eu. Então, não preciso me preocupar. Não é possível que todos nós sejamos substituídos”. A maior parte da minha inquietude desapareceu assim num instante.

Quando eu estava começando a me sentir confortável em meu estado de autoconsolação, um trecho de uma comunhão do alto passou pela minha mente: “Se alguém traz as visões do mundo para a família de Deus, então elas são só concepções e afrontam Deus. Muitas pessoas têm as mesmas visões sobre as coisas que os incrédulos. Por não terem a verdade dentro delas, quando entram na família de Deus, elas usam as visões do mundo para observar a obra da família de Deus, para comentar sobre as questões da família de Deus, como resultado, ficam estagnadas, fazendo com que sejam sempre fracas e negativas, incapazes de buscar a verdade ou pagar o preço. Isso não é criado pela ignorância delas?” (de ‘Como conhecer as concepções e julgamentos dos homens’ em “Sermões e comunhão sobre a entrada na vida III”). Essas palavras me fizeram pensar sobre a reação que tive um instante antes. Quando pensei em como não havia concluído o meu trabalho, o meu coração ficou muito apertado e eu não conseguia parar de me preocupar. Mas quando soube que os meus colegas também não tinham concluído o trabalho deles, senti-me imediatamente aliviado e pensei, com a consciência tranquila, que eu não tinha sido o único que não tinha realizado nada. Se o nosso superior tivesse de lidar conosco, então todos teriam a sua parcela. Como muitos de nós não tínhamos concluído o nosso trabalho, o nosso supervisor certamente não poderia substituir a todos nós. Esse tipo de pensamento não era dominado pelo ponto de vista de Satanás: “não é um pecado se todos fazem?” Eu não estava, na verdade, usando o ponto de vista de Satanás para medir os princípios da obra da igreja? Eu havia aplicado o ponto de vista lógico de Satanás para a igreja, usei-o para me consolar, para me satisfazer as minhas vontades — mas eu não estava apenas me prejudicando? Na verdade, eu era muito cego e ignorante! Relembrando, muitas vezes aceitei a dominação desse ponto de vista de Satanás para me consolar. Por um tempo, vivi na carne sem entrar na vida e, embora me preocupasse com a minha própria salvação, quando vi alguns irmãos e irmãs que também não tinham entrado na verdade, libertei-me da ansiedade e parei de me cobrar. Pensei que, se tantas pessoas não haviam entrado na vida, então Deus não poderia peneirar a todos nós, poderia? Portanto, vivi em um estado de liberalidade de autoindulgência, sem carregar nenhum peso real pela minha própria vida. Quando eu passava muito tempo sem escrever nenhum artigo e tinha sentimentos de autocondenação, eu olhava para alguns irmãos e irmãs que também não tinham escrito nada, e a condenação desaparecia do meu coração. Eu pensava: “Não escrever um artigo não é um grande problema e, de qualquer modo, não fui o único que não escreveu nada. Quando eu não via nenhum resultado na minha obra evangélica, eu me sentia ansioso. Mas quando eu via que a obra evangélica das outras áreas também não estava dando resultados, eu me sentia calmo, pensando que todo mundo era assim, que eu não era o único que nunca trazia ninguém para a igreja. Naquele momento, vi que o ponto de vista de Satanás — “não é um pecado se todos fazem” — havia se enraizado profundamente em meu coração. Dominado por esse ponto de vista, eu constantemente fazia concessões para mim mesmo ao fazer os meus deveres, não me esforçava como podia neles e não estava buscando o melhor desfecho possível. Isso não apenas causou grande perda para a obra da igreja, mas também trouxe uma perda considerável à minha própria vida. Como eu tinha aceitado o veneno falacioso de Satanás — “não é um pecado se todos fazem” — eu não carregava nenhum fardo real em meu trabalho pela igreja, e me contentava com um trabalho realizado com pouco empenho, sem buscar resultados. Eu havia perdido a consciência e a razão que uma criatura de Deus deve ter. Por eu ter aceitado os grilhões do ponto de vista de Satanás de “não é um pecado se todos fazem”, eu estava sempre confuso, sem rumo ao seguir Deus. Eu não tinha levado em consideração que a minha crença em Deus tinha alguma consequência, eu não buscava a sério com sinceridade, não me importava nem me concentrava em minha própria entrada na vida. Eu não tinha objetivo a perseguir, não tinha direção na vida. Eu simplesmente fazia as coisas sem muito rumo e fazia o mínimo indispensável para ir levando. Apenas então vi que eu tinha sido muito prejudicado pelo ponto de vista de Satanás de “não é um pecado se todos fazem”, e que tinha perdido completamente a consciência, a razão, a integridade e a dignidade que uma pessoa normal deve possuir. Pensando bem, eu estava vivendo com a minha própria imaginação e concepções durante todo o tempo, acreditando em “não é um pecado se todos fazem”, que, se muitas pessoas cometem o pecado, então Deus nos deixará passar pela rede e não responsabilizará ninguém, sem nunca parar para pensar se Deus trataria de fato as pessoas desse modo ou não. Naquele momento, não pude deixar de pensar nas palavras de Deus, que dizem: “Aquele que desafia a obra de Deus será enviado ao inferno; qualquer país que desafie a obra de Deus será destruído; qualquer nação que se erguer em oposição à obra de Deus será varrida desta terra e deixará de existir” (de ‘Deus preside o destino de toda a humanidade’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me fizeram tremer de medo, pois vi que Seu caráter não permitirá que ninguém cometa ofensas e que Ele não irá basear Sua decisão de destruir ou não o homem no número de pecadores. Relembrando, as pessoas na época de Noé eram pecadoras e promíscuas, tornando-se tão degeneradas que Deus destruiu todos que viviam naquele tempo, com exceção da família de Noé. Quando Deus destruiu a cidade de Sodoma também foi assim. Agora, o número de pessoas nos últimos dias atingiu a marca de muitos bilhões, um número que ultrapassa em muito aquele dos dias de Noé. Mas Deus não pôs a lei Dele de lado e demonstrou misericórdia porque existem muitos pecadores nos últimos dias. Para essas pessoas, Deus só tem ódio, detestação e rejeição. No fim, excetuando alguns poucos que podem ser salvos, Deus destruirá totalmente todos os que restarem. Só então percebi o quão pouco eu tinha compreendido o caráter de Deus. Eu não entendia que Deus é um Deus justo e santo, que não permite que o homem cometa ofensas, visto que eu tinha sido confundido pelas mentiras de Satanás e caído em seus esquemas ardilosos. Hoje, se não fosse pela iluminação de Deus, eu ainda estaria vivendo no pecado sem pensar que era pecado, sendo punido no fim por Deus sem nem mesmo saber por que eu iria morrer — de fato, foi um perigo muito grande!

Agradeço a Deus por Sua iluminação que fez com que eu despertasse do engano de Satanás e constatasse que “não é um pecado se todos fazem” era uma completa falácia herética de Satanás. Esse era o esquema ardiloso de Satanás para prejudicar e arruinar as pessoas. Além disso, vi que Deus é justo, que Seu caráter não permitirá qualquer ofensa, que Ele baseará a decisão final sobre o destino das pessoas no fato de elas estarem ou não com a verdade, e que Ele não exibirá misericórdia especial para alguém que não tenha a verdade. A partir de hoje, desejo não poupar esforços para buscar a verdade, buscar compreender Deus, basear a minha visão de todas as coisas em Suas palavras, usar as palavras Dele como o padrão e exigir de mim com rigor esse padrão, abandonar todas as mentiras e enganos de Satanás, e buscar ser alguém que vive com confiança na verdade.

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