Arranque a máscara e comece a vida de novo

31 de Julho de 2019

Chen Dan Província de Hunan

No final do ano passado, por eu não conseguir desenvolver bem o trabalho evangelístico em minha região, a família de Deus transferiu um irmão de outra área para assumir o meu trabalho. Eu não fui informada com antecedência, mas ouvi indiretamente de uma irmã que trabalhava comigo na obra. Eu fiquei muito chateada. Suspeitei que a pessoa responsável não havia me informado por medo de que eu não estaria disposta a desistir do meu cargo e fosse brigar por isso. Por este motivo, formei uma opinião não muito boa da irmã responsável. Mais tarde, encontrei-me com a irmã, que me perguntou como eu me sentia por ter sido substituída — primeiro pensei em falar tudo o que eu sentia, mas não queria que ela ficasse com uma má impressão a meu respeito e pensasse que eu estava caçando um cargo. Então, em vez de falar a verdade, com a voz mais tranquila possível, eu disse: “Tudo bem, eu não consegui desenvolver um trabalho construtivo, então faz sentido ser substituída. Eu não tenho nada a dizer sobre o assunto, qualquer que seja o trabalho que a família de Deus me der para cumprir, vou obedecer”. Dessa forma, escondi os meus verdadeiros sentimentos ao projetar uma versão ilusória de mim para a irmã. Depois, fui enviada pela família de Deus para ser uma obreira. Em nossa primeira reunião de obreiros, nosso recém-transferido líder expôs suas condições. Uma frase em especial que ele usou: “perdeu toda a posição e reputação”, atingiu-me de cheio. Era como se ele estivesse falando de mim. Eu estava sentada ali, sentindo-me realmente chateada e triste — podia sentir as lágrimas enchendo os meus olhos, mas as sufoquei, temendo que os outros notassem. Eu queria me expor, mas também temia que os outros obreiros fossem pensar menos de mim. Para salvar as aparências, mais uma vez escondi o meu verdadeiro estado, não deixando que ninguém visse o quanto eu estava sendo fragilizada pelo refinamento. Cheguei mesmo a forçar um sorriso para mostrar a todos como eu estava bem. Assim, levei a minha negatividade comigo para o trabalho e, embora eu não ousasse me descuidar e trabalhasse todos os dias do amanhecer ao anoitecer, parecia que quanto mais eu trabalhava, mais ineficiente eu ficava, e todos os tipos de problemas começaram a surgir. O trabalho evangelístico estava estancando e o líder da equipe do evangelho, junto com alguns membros da diretoria, havia sido preso pela polícia do Partido Comunista da China. Diante de tudo isso, eu sentia que estava à beira de um colapso e só pensava em como eu tinha sido substituída. Mesmo assim, recusava-me a expor os meus sentimentos, fazendo-me passar por forte e determinada na frente de meus irmãos e irmãs.

Um dia, durante um momento devocional, ouvi a seguinte passagem da comunhão de Cristo: “Ao interagir com seus irmãos e irmãs, algumas pessoas têm medo de que eles descubram as dificuldades no coração delas, de que os irmãos e irmãs terão algo a dizer sobre elas ou as desprezarão. Enquanto falam, sempre tentam dar a impressão de que são mesmo zelosas, de que querem mesmo Deus e estão mesmo muito interessadas em colocar a verdade em prática, mas, de fato, em seu coração, são extremamente fracas e passivas. Elas fingem ser fortes, para que ninguém consiga vê-las claramente. Isso também é um engano. Em suma, independentemente do que você faz — seja na vida, servindo a Deus ou cumprindo seu dever —, se apresentar uma máscara às pessoas e usá-la para iludi-las, para fazê-las ter grande consideração por você ou não o olhar com desprezo, então você está sendo enganoso” (de ‘A prática mais fundamental de ser uma pessoa honesta’ em “Registros das falas de Cristo”). Depois de ouvir essa passagem, fiquei absolutamente perplexa. O julgamento de Cristo atingiu o cerne do meu ser. Quando comparei as minhas próprias atitudes com essas palavras, parecia que eu era justamente a pessoa traiçoeira de quem Deus havia falado, uma verdadeira hipócrita. Para passar ao líder e aos meus companheiros a impressão de que eu era alguém disposta a deixar de lado o status e seguir os arranjos que a família de Deus preparasse para mim, com frequência eu me dissimulava e encobria a verdade, sacrificando o trabalho da família de Deus e a vida de meus irmãos e irmãs sem pensar duas vezes. Eu apenas não estava disposta a revelar-lhes como o meu estado e o meu comportamento haviam se tornado negativos depois de ter sido substituída; então, desde que fui privada de minha posição de liderança e designada uma obreira, eu fingia estar firme e determinada, embora eu me sentisse fraca e negativa por dentro. Eu estava vivendo no engano de Satanás. Eu estava vivendo no mal-entendido e traição a Deus. Mesmo assim, ainda relutava em abrir meu coração e buscar a verdade para solucionar o meu caráter corrompido. Como eu era enganosa! No entanto, não importa quão bem eu disfarçasse e encobrisse os meus verdadeiros sentimentos, eu não poderia escapar do escrutínio de Deus. O Espírito Santo usou minha ineficiência no trabalho para revelar tudo. Eu não estava nem um pouco disposta a renunciar ao meu status, ao contrário, fiz de tudo para salvar as aparências e preservar a minha reputação projetando uma falsa imagem de mim mesma para enganar e confundir meus irmãos e irmãs. Como posso ter ignorado que, ao agir dessa forma, eu estava não somente ludibriando a mim mesma, mas também causando um grande prejuízo ao trabalho da família de Deus? Quão perigoso era brincar com o trabalho da família de Deus e com a minha própria vida!

A esta altura, indaguei-me: por que sempre projeto uma falsa imagem de mim para os outros? Não é porque a minha natureza traiçoeira me ordena a sempre salvar as aparências e proteger o meu status? Por meio da iluminação do Espírito Santo, vim a reconhecer como o veneno de Satanás havia germinado dentro de mim. As frases “A árvore vive com sua casca; o homem, com sua face” e “O ganso selvagem deixa atrás de si seu grasnado; o homem, sua reputação” já estavam tão enraizadas em minha alma que todas as minhas ações eram profundamente influenciadas e orquestradas por elas. Recordei-me de como esse meu comportamento tinha se manifestado no passado: quantas vezes eu tinha agido contra o princípio da verdade no cumprimento dos meus deveres, ocultando a realidade da situação para salvar as aparências e por medo de que, se eu dissesse o que ia em minha mente, os outros me criticariam? Quantas vezes causei danos graves à minha vida porque, apesar de estar dolorosamente ciente de minha péssima condição moral e saber que eu deveria ser real em minha comunhão com os outros, em vez disso, eu escolhia sofrer em silêncio ao invés de me abrir e buscar o caminho da luz por medo de ser desprezada? Em suma, sempre que minha dignidade e reputação estavam em jogo, eu traiçoeiramente disfarçava-me e projetava uma falsa imagem para enganar a Deus e confundir os outros. Embora Deus tenha procurado salvar-me com Suas incontáveis revelações, a minha natureza traiçoeira ainda me impelia a construir uma falsa imagem, enganando a Deus e confundindo os outros. Como que Deus poderia trabalhar por meu intermédio desse jeito? Se eu continuasse por esse caminho, como é que eu viria a receber a salvação? Como que tudo isso não desencadearia a ira de Deus? Tomada pelo medo, prostrei-me diante de Deus: “Deus Todo-Poderoso, eu não mereço estar aqui diante de Ti! Minha natureza traiçoeira tem causado grandes prejuízos ao trabalho da família de Deus, mas Tu ainda me deste uma chance de me arrepender. Eu não Te peço, nesse momento, que Tu tenhas tolerância por mim nem que os outros tenham grande consideração por mim, só peço que o Teu castigo e juízo estejam comigo sempre. Por meio do Teu castigo e juízo, permite-me ver o Teu caráter justo e ter uma melhor compreensão da minha natureza traiçoeira, para que eu possa lançar fora o meu disfarce e viver de modo honesto.

Mais tarde, li a seguinte passagem das palavras de Deus: “Ser honesto significa entregar seu coração a Deus; jamais traí-Lo em nada; ser aberto com Ele em todas as coisas, nunca esconder a verdade; nunca fazer aquilo que engana seus superiores e que ilude seus subordinados e nunca fazer aquilo que simplesmente pareça impressionar bem a Deus. Resumindo, ser honesto é abster-se da impureza em suas ações e palavras e não enganar nem a Deus nem aos homens. […] Se você tiver muitas confidências as quais relute em compartilhar e se estiver muito indisposto a desnudar seus segredos — ou seja, suas dificuldades — diante dos outros de forma a buscar o caminho da luz, então digo que você é alguém que não receberá a salvação facilmente e que não emergirá facilmente das trevas. Se buscar o caminho da verdade o agrada, então você é alguém que habita sempre na luz” (de ‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). A partir das palavras de Deus, vi que aqueles que não estão dispostos a compartilhar suas confidências e contar suas dificuldades para buscar a verdade são traiçoeiros. Pois Deus odeia e abomina os traiçoeiros; pessoas traiçoeiras não têm a obra do Espírito Santo dentro de si e não importa há quantos anos pratiquem a fé em Deus, nunca receberão a salvação Dele e, por fim, serão eliminadas. Graças à iluminação da palavra de Deus, fui capaz de perceber que o que me fizera falhar no serviço a Deus tinha sido a minha própria natureza traiçoeira. Eu nunca estive disposta a dar o meu coração a Deus, abrir-me diante de Deus ou de meus irmãos e irmãs e receber os castigos e juízos de Deus para purificar-me. O resultado é que eu estava vivendo em condição inadequada, tinha perdido a obra do Espírito Santo e caído nas trevas. Se eu tivesse comungado com relação à minha condição real durante o meu tempo de comunhão com a irmã responsável, ela decerto teria comungado a verdade comigo e a minha condição teria melhorado sem demora. Se eu tivesse simplesmente sempre sido sincera, o meu relacionamento com Deus seria normal e eu não teria nutrido preconceito contra a irmã ou causado tão grande prejuízo ao trabalho da família de Deus. Dou graças a Deus por revelar-me Seu caráter justo. Por meio da palavra de Deus minha condição foi revelada e julgada e, assim, vim a reconhecer minha natureza traiçoeira e a causa principal das minhas falhas. A revelação e o juízo de Deus também me mostraram um caminho de prática: não importa quantas dificuldades eu encontrar, ou quão deficiente seja minha condição, apenas sendo sincera, empregando a verdade para resolver os problemas e andando pela palavra de Deus é que receberei a obra do Espírito Santo. Apenas lançando fora o meu disfarce e comportando-me com honestidade é que alcançarei a salvação de Deus.

As palavras de Deus deram-me esperança e me comoveram profundamente. Mesmo que as minhas ações tenham sido muito dolorosas para Deus, Ele nunca me abandonou, mas esteve sempre comigo, preparando tranquilamente a Sua salvação para mim. Por trás desse aparente castigo e juízo austeros de Deus, pude ver com nitidez a consideração sincera de Deus. Eu realmente experimentei o que significa o “amor tão profundo como aquele expresso na orientação de um pai a seu filho”. A essência de Deus não está apenas na fidelidade, mas também na beleza e na bondade. Tudo o que Ele anuncia é verdade e deve ser valorizado por todos os homens, porque nenhum membro da humanidade corrompida possui essa essência de Deus. Embora a minha verdadeira natureza seja traiçoeira e desprezível e tudo o que eu fiz tenha sido contrário à verdade, eu prometo voltar para Deus e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para buscar a verdade, buscar mudança em meu caráter e nunca mais disfarçar-me para proteger o meu status e aparências inúteis. No futuro, não importa que tipo de dificuldades ou más condições eu venha a enfrentar, prometo me abrir com os outros buscando a verdade, e viver de modo honesto para confortar o coração de Deus!

Quando o desastre vem, como nós cristãos devemos lidar com ele? Convidamos você a participar da nossa reunião online, onde podemos explorar juntos e encontrar o caminho.
Contate-nos
Entre em contato conosco pelo Whatsapp

Conteúdo relacionado

O que está por trás das mentiras

Cada vez que eu via as palavras de Deus nos chamando para sermos pessoas honestas e falarmos com precisão, pensava: “Não tenho problema algum em falar com precisão. Não é só chamar uma espada de espada e dizer as coisas como elas são? Não é fácil? O que mais me aborrece nesse mundo são pessoas que gostam de enfeitar o palavreado”.

A obra de Deus é tão sábia

Durante o meu tempo como um líder na igreja, o meu líder compartilhava com frequência exemplos de falhas dos outros para nos servir de lição.