Aplicativo da Igreja de Deus Todo-Poderoso

Ouça a voz de Deus e dê as boas vindas ao retorno do Senhor Jesus!

Convidamos a todos os buscadores da verdade que entrem em contato conosco.

Tendo sido devastado por demônios, percebo mais ainda como é preciosa a graça de Deus

2

Por Xu Qiang, região autônoma da Mongólia Interior

Meu nome é Xu Qiang. Eu costumava trabalhar como empreiteiro, liderando grandes equipes de pessoal em projetos de engenharia todos os anos, e tinha uma renda respeitável. Aos olhos dos meus pares, eu tinha uma família perfeita, uma carreira estável e perspectivas ilimitadas; devem ter me considerado a mais sortuda das pessoas. Mas, ao mesmo tempo que desfrutava de um estilo de vida materialista, sempre tive uma sensação inexplicável de vazio. Isso era especialmente verdadeiro em relação aos meus esforços constantes para conseguir projetos: tinha de bajular os líderes dos departamentos relevantes, tentando ler o pensamento deles por sua linguagem corporal e sempre precisando empregar o grau certo de subserviência e adulação para conseguir o que queria; do contrário, não ganharia dinheiro algum. Além de tudo isso, tinha de lidar com conspirações entre meus colegas, com a guarda que sempre mantinham contra os outros e seus esquemas. Isso tudo me fazia quebrar a cabeça ainda mais. Por essas razões, me sentia muito desmoralizado e extremamente exausto; parecia ter me transformado em uma marionete, uma máquina de ganhar dinheiro, e tinha perdido completamente toda a dignidade e integridade próprias. Foi assim até 1999, quando aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias. Fiquei profundamente comovido pela libertação advinda da vida na igreja e pela simplicidade e honestidade de meus irmãos e irmãs. Quis muito viver essa vida da igreja, ter comunhão com meus irmãos e irmãs sobre a palavra de Deus e conversar sobre as experiências individuais e o conhecimento das palavras de Deus. Também apreciei muito esses tempos. Enquanto continuei lendo as declarações de Deus e participando nas congregações, passei a entender muitas verdades e minha alma encontrou uma libertação enorme. Fiquei sobretudo feliz por finalmente ter encontrado a vida e a felicidade verdadeiras. Meu coração se encheu de gratidão a Deus: se não tivesse sido por Deus ter me resgatado do mar de sofrimento do mundo, eu nunca teria tido algo pelo que ansiar na vida. Mais tarde, comecei a espalhar o evangelho ativamente, me envolvendo, de maneira feliz e incansável, com aquelas pessoas que investigavam o caminho verdadeiro e capacitando-as a também ouvir a voz de Deus e ganhar a salvação de Deus Todo-Poderoso.

Mas na China, um país ateu, os cidadãos não dispõem de democracia nem direitos humanos e os que acreditam em Deus e adoram Deus estão particularmente sujeitos a enfrentar coerção e perseguição do governo do Partido Comunista Chinês. Por causa da minha crença em Deus, também fui pego pelo governo do PCC, submetido à sua tortura cruel e desumana e passei quase dois anos de uma vida infernal em uma prisão do PCC. Após experimentar esse período difícil e doloroso da minha vida, vi claramente a essência demoníaca da resistência frenética a Deus e do ódio à verdade pelo governo do PCC e ganhei um apreço até mais profundo pelo fato de as palavras de Deus serem a verdade. Suas palavras seriam a minha vida e me apontariam o caminho adiante. Não fosse pela orientação constante das palavras de Deus, me dando força e fé, não seria possível que eu ainda estivesse vivo hoje. Nunca esquecerei a graça da salvação de Deus pelo resto da vida!

Era a manhã do dia 18 de dezembro de 2005 e eu estava no meio de uma reunião com meus irmãos e irmãs. De repente, ressou uma explosão de sons violentos da porta despedaçando-se. Antes que tivéssemos tempo de pensar, mais de dez policiais entraram, todos com um brilho assassino nos olhos. O destacamento policial que haviam mobilizado parecia uma cena de filme em que um fugitivo particularmente formidável estava sendo capturado. Sem dar qualquer explicação, eles tiraram nossos sapatos para impedir que fugíssemos e depois tiraram os nossos cintos e nos amarraram as mãos atrás das costas. Roubaram todos os nossos objetos pessoais, incluindo telefones celulares, relógios, dinheiro etc. Os tiras então esbravejaram que nos ajoelhássemos em fila contra a parede e, se alguém demorasse a se mover, eles empurravam e chutavam, obrigando-nos a cair no chão. Depois, fizeram uma busca completa, derrubando móveis e vasculhando a casa inteira; em pouco tempo a bagunça era geral. Após observar tudo isso, perguntei com raiva: “Não infringimos nenhuma lei, então por que estão nos prendendo?”. Para meu espanto total, um policial correu, me jogou no chão com um soco e gritou: “Estamos prendendo as pessoas que acreditam em Deus! Não vamos conseguir dormir bem até capturarmos o último de vocês!”. Essa explosão de fúria me deixou atônito, em silêncio, mas também me deu sobriedade: Deus era o que o governo do PCC mais odiava, então como o governo poderia deixar que nós, crentes, prosseguíssemos? Eu tinha sido cego e ingênuo demais! Naquele momento, comecei a orar para Deus em silêncio, implorando que Ele nos protegesse de modo que pudéssemos dar testemunho e não O traíssemos. Pouco depois, o policial que nos vigiava me interrogou: “Quem disse para você pregar sua religião em qualquer lugar? Quem é o seu líder?”. Respondi: “Espalhar o evangelho para nós é completamente voluntário”. Ele amaldiçoou: “Bobagem! Não tente negar qualquer delito, rapaz, se não logo mostraremos a você o que é o quê!”. Nesse momento, ouvi uma policial berrando da outra sala: “Traga-me uma agulha! Experimente só se esconder de mim”. Na mesma hora, senti meu coração na garganta, pois naquele momento percebi que uma irmã jovem estava sumida; ela tentara se esconder para não ser pega pela polícia, mas fora descoberta. A policial a agarrou e usou uma agulha para espetá-la debaixo das unhas e nas solas dos pés e ainda começou a arrancar o cabelo dela com selvageria, um tufo de cada vez. No fim, deixaram a jovem irmã, que já tinha desmaiado, ali e nos levaram todos presos, com todos os pertences que haviam saqueado, dirigindo em alta velocidade.

Por volta do meio dia, a polícia nos prendeu na delegacia, onde logo começaram a nos interrogar em separado. O encarregado de me interrogar era um oficial forte e corpulento e logo que entrei na sala de interrogatório ele gritou para eu me ajoelhar. Eu disse: “Só adoro a Deus; só o Senhor dos céus, da terra e de todas as coisas merece que eu me ajoelhe a Ele. Me recuso terminantemente a me ajoelhar diante de você!”. Assim que ouviu isso, ele apontou o dedo para mim e urrou: “Você deveria saber que aqui até o rei do Inferno tem de andar na linha! Quem, diabos, você pensa que é? Se não fizermos você sofrer um bocado, você não saberá quem está no comando! Agora, abaixe-se em seus malditos joelhos!”. Enquanto gritava assim, ele me derrubou com um chute. Depois disso, começou a me interrogar: “Me conte a verdade: você é o líder da igreja, não é? Onde você guarda os livros da igreja?”. Confuso, eu não sabia como responder, então só suplicava vezes sem conta para Deus me dar sabedoria para enfrentar aquele policial maligno. Após orar, me senti mais calmo e revitalizado e pensei: “Prefiriria morrer a entregar meus irmãos e irmãs. Não posso trair Deus!”. Então, disse ao tira: “Não sei de nada dessas coisas que você está me perguntando. Exatamente o que você quer que eu diga?”. Mal acabei de dizer isso e o policial maligno me socou forte na cabeça e imediatamente em seguida me deu uma bela surra com os punhos e os pés. Fui espancado de tal maneira que vi estrelas e minha cabeça começou a girar, doendo tanto que parecia que eu estava com o crânio rachado. Caí de cabeça no chão. Depois, ele segurou o caderno do evangelho que tinham encontrado em mim e ameaçou: “Olhe, está vendo? Temos a prova, então não há porquê para a maldita recusa em falar. Diga! Você é o líder, não é? Se não fosse, não teria essas anotações!”. Vendo que eu não iria falar, ele tentou uma estratégia diferente, insistindo: “Não seja cabeçudo; vamos, coopere concosco. Conte o que sabe e poderá sair amanhã”. Nesse momento, Deus me iluminou de modo que me lembrei de uma passagem de Suas declarações: “Quando Deus e Satanás lutam no reino espiritual, como você deve satisfazer a Deus e como você deve permanecer firme em seu testemunho a Ele? Você deve saber que tudo o que acontece com você é uma grande provação e é o momento em que Deus precisa que você dê testemunho. Externamente, podem não parecer grande coisa, mas quando essas coisas acontecem, mostram se você ama a Deus ou não. Se você O ama, será capaz de permanecer firme em seu testemunho a Ele” (de ‘Apenas amando a Deus é que verdadeiramente se crê em Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me permitiram ver claramente que essa era uma batalha do mundo espiritual. Eu não podia cair na trapaça de Satanás e tinha de dar testemunho absoluto de Deus. Fossem quantas fossem as provas que tinham em mãos, eu não podia revelar qualquer informação sobre a igreja. Esse era o testemunho do meu amor a Deus e a devoção que eu devia manter perante Deus. Depois disso, orei e aos poucos me acalmei. Por mais que ele me torturasse, eu nunca disse uma palavra. No fim, o tira maligno ficou tão irritado que saiu batendo a porta.

Um pouco mais tarde, um policial de uns trinta anos entrou e me ajudou a levantar do chão devagar e sentar em uma cadeira. Ele até me deu um copo de água e então disse: “Aqui, irmão; beba um pouco de água. Você sofreu”. Fiquei chocado: o que estava acontecendo? Como alguém em um lugar como esse pode me chamar de “irmão”? Antes que eu tivesse tempo de considerar isso mais a fundo, ele continuou: “Irmão, hoje em dia precisamos viver de forma um pouco mais realista e ser totalmente flexíveis. Com uma pessoa como você, eles não têm escolha a não ser espancá-lo até a morte. Para ser sincero, eu também costumava acreditar em Deus, então sei que ter fé é uma coisa boa — mas sofrer tanto por causa disso, sem falar em pôr sua vida em risco, simplesmente não vale a pena! Se você for condenado, isso trará uma mancha negra sobre a sua família inteira. Seus pais ainda estão vivos, suponho. Se você passar alguns anos na prisão, eles não estarão mais vivos quando você sair. O que seus familiares vão pensar de você?”. Minha ligação emocional com minha mãe e meu pai era mais profunda que com qualquer outra pessoa, de modo que cada palavra dessa pessoa me machucou profundamente. Conforme as imagens dos meus pais idosos passavam diante dos olhos da minha mente, de repente senti uma onda de escuridão e fraqueza passar por mim e pensei: “É verdade; se eu for condenado à prisão, o que mamãe e papai farão? Quem cuidará deles?”. O pensamento fez com que lágrimas brotassem dos meus olhos e não pude contê-las. Imediatamente o tira aproveitou a oportunidade, tentando me persuadir e seduzir ainda mais ao dizer: “Então, você deveria fazer o possível para cooperar com eles; se o fizer, amanhã estará solto”. Ouvir isso me despertou de repente e estas palavras muito específicas passaram pela minha mente: absolutamente, você não deve ser um Judas que trai Deus! Foi por um triz! Esse policial dissimulado foi enviado pelo próprio Satanás para me seduzir a trair Deus. Naquele momento, as palavras de Deus também me deram orientação: “Só com lealdade você pode armar um contra-ataque à astúcia do diabo” (de ‘Capítulo 10’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). Percebi que tudo que os tiras haviam dito era uma trapaça do diabo; queriam tirar vantagem das ligações emocionais da minha carne para me levar a trair Deus. Eu não podia cair no engodo de Satanás de jeito nenhum. Nesse momento, orei a Deus em silêncio, acreditando que os acontecimentos em relação aos meus pais competiam a Ele decidir e estavam completamente em Suas mãos. Confiando-os às mãos poderosas de Deus, resolvi dar testemunho de Deus. Decidido, eu disse ao homem: “Agradeço por suas boas intenções; reconheço sua bondade. Mas não sei nada sobre os assuntos da igreja”. Vendo que sua tática não fora bem-sucedida, esse tira maligno de repente mostrou quem era e ficou furioso. Apontando o dedo para mim, ele berrou cheio de veneno: “Então espere aqui até morrer!” e depois saiu. Por volta de 14h, vieram três ou quatro policiais. Eles me puxaram da cadeira e me arrastaram pelo colarinho até a entrada, onde usaram algemas para me pendurar na trave-mestra. No fim, fizeram um comentário sarcástico: “Aqui, não tenha pressa e ‘aproveite’” e então saíram. Eu não conseguia pisar no chão com os dois pés ao mesmo tempo; se pisasse com um pé, era obrigado a levantar o outro. Os movimentos corporais faziam as algemas ferir a minha carne e era uma dor excruciante. Quase uma hora depois, os tiras malignos voltaram, saciados após comer e beber. Com sorriso sinistro, me perguntaram como eu estava me sentindo. Àquela altura, por causa da dor, minhas calças e camisa de algodão estavam encharcadas de suor e, quando me soltaram, minhas mãos estavam inchadas feito massa de pão e completamente dormentes. Essa gangue de tiras malignos era mesmo cruel e impiedosa. Eu os odiava por completo, mas também tinha alcançado uma visão clara da maldade e da crueldade do governo do PCC. Eram um bando de demônios que resistiam e odiavam a Deus, e meu ódio por esse partido maligno aumentava rapidamente.

Naquela noite, depois das dezenove horas, os tiras malignos espremeram a mim e quatro das minhas irmãs em um carro de polícia para nos levar a outro local. Todas as minhas irmãs pareciam pálidas; aparentemente, também sofreram crueldade semelhante. Encorajamo-nos com olhares significativos de determinação. Quando chegamos à casa de detenção, os tiras malignos deixaram as minhas quatro irmãs sair do veículo, mas me disseram para permanecer no carro e em seguida começamos a nos mover novamente. Quando lhes perguntei aonde estavam me levando, um dos policiais disse com um sorriso conspirador: “Embora você não tenha dado nenhuma informação, ainda sabemos que você não é um participante menor na igreja. Não queríamos ser anfitriões ruins, então queremos levá-lo para um ‘lanche da meia-noite’”. Sabendo que aquela gangue de policiais vilões não tinha boas intenções, não me atrevi a baixar a guarda nem um instante. Fiquei em silêncio, implorando a Deus que me desse força e me salvaguardasse de traí-Lo. Logo depois, fui levado para a Brigada de Segurança Nacional. Fui recebido por dois brutamontes que me levaram para uma sala de interrogatório. A visão de todos os instrumentos de tortura espalhados pelo chão como tigres silenciosos e vorazes causou um calafrio pela minha espinha. Nesse momento, um dos policiais malignos gritou para mim: “Ouvi dizer que você é muito teimoso. Bem, sem dúvida, adoramos triturar ossos velhos e teimosos como você!”. Assim que ele disse isso, dois policiais perversos avançaram, gritando enquanto corriam, e me agarraram pelas orelhas, puxando com toda a força. À meia-luz, vi um par de rostos malévolos e retorcidos e meu coração começou a bater descontrolado. Naquele momento, ouvi outro tira maligno uivar de tanto rir e dizer: “Sua falta de sorte foi ter cruzado o meu caminho hoje. Veja, vamos começar lhe dando um banho”. Conforme ele disse isso, eles me seguraram firme e arrancaram cada peça da minha roupa, rasgando-as. Fiquei ali completamente nu no chão gelado, meu corpo todo tremendo e os dentes batendo. O tira maligno puxou uma parte da mangueira, apontou direto para mim e abriu a válvula. Em uma fração de segundo, eu estava sendo surrado por um jato de água gelada de arrepiar os ossos. Era insuportavelmente doloroso, como se uma faca estivesse descascando a minha pele; parecia que o sangue que corria por todo o meu corpo estava congelando. No momento seguinte, não conseguia sentir nada. Enquanto me ensopavam com água, os tiras malignos continuavam gritando ameaças para mim: “Se você sabe o que é bom para si, então seja rápido e fale; se não, não viverá para ver o sol nascer amanhã!”. Obrigando-me a suportar aquela agonia, abaixei a cabeça e não disse nada. Um dos tiras malignos rangeu os dentes e disse que ia me aquecer, o que significava que ia me eletrocutar. Naquela altura, eu fora tão torturado que não me restava nem um pingo de força. Sentindo como se a morte estivesse se aproximando passo a passo, apelei desesperadamente para Deus: “Deus! Sou insignificante demais para ser capaz de fazer alguma coisa por Ti, mas hoje quero usar a minha morte para humilhar Satanás. Tudo que peço é que protejas meu coração de modo que ele nunca se desvie de Ti e de modo que eu não Te traia”. Os policiais abriram a minha boca à força e enfiaram um pano molhado, sendo que a outra ponta estava conectada a um fio elétrico. Prenderam uma ponta do fio na minha orelha e o que segurava o interruptor o ligou. De repente, senti todo o sangue do meu corpo subindo e parecia que a minha cabeça estava prestes a explodir. Era tão doloroso que eu sentia como se meus globos oculares fossem estourar, todos os nervos do meu corpo se contraíam e pareciam estar prestes a se romper. Vendo-me em tamanha dor, aquele bando de tiras malignos urrava de tanto rir. No momento seguinte, eu apaguei. Logo depois, fui acordado com um balde de água fria. Quando retomei os sentidos, o pano ainda estava na minha boca. Um policial que gargalhava sordidamente perguntou: “Como é o gosto disso? Se quiser dizer alguma coisa, basta acenar com a cabeça”. Foi quando me lembrei de uma passagem da palavra de Deus: “Quando as pessoas estão preparadas para sacrificar a própria vida, tudo se torna insignificante e ninguém consegue vencê-las. O que poderia ser mais importante que a vida? Assim, Satanás se torna incapaz de fazer algo mais nas pessoas, não há nada que ele possa fazer com o homem” (de ‘Capítulo 36’ das Interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus fortaleceram a minha resolução de escolher dar testemunho em vez de me curvar a Satanás. Pensei: “Faça o que quiser comigo. Afinal, só tenho esta vida; na pior hipótese, vou morrer, mas não pense nem por um segundo que você vai arrancar uma única palavra de mim!”. Não respondi ao policial; só fechei os olhos, me recusando a olhar para ele. Esse ato enfureceu o policial maligno, que me deu um choque com outra onda de eletricidade, só que dessa vez a corrente elétrica era ainda mais forte que antes. Em silêncio, gritei: “Deus! Me salva! Não suporto mais isso!”. Nesse momento, uma imagem vívida da crucificação do Senhor Jesus apareceu diante dos meus olhos: os soldados ferozes enfiando um prego de quinze centímetros na palma da mão do Senhor, perfurando a pele, perfurando o osso. O sofrimento do Senhor Jesus fez meu coração doer sem fim e eu não pude deixar de romper em lágrimas. No meu coração, orei a Deus: “Deus! Tu és santo; Tu és isento de pecado. Para trazer a salvação à humanidade, porém, Tu Te entregaste àqueles rufiões, deixaste que Te pregassem na cruz e derramaste até a última gota de sangue para redimir a nós, humanos. Deus, sou uma pessoa extremamente corrupta, um objeto que deveria ser destruído. Aceitei a Tua salvação e tenho a sorte de ter experimentado a Tua obra, por isso deveria me oferecer a Ti. Deus, não tenho dúvida de que estás ao meu lado, neste momento, me acompanhando no meu sofrimento. Tu sempre me amaste e investiste energia em mim. Estou disposto a oferecer tudo de mim para Te satisfazer, de modo que não tenhas mais de sofrer por minha causa nem de preocupar-Te mais comigo”. Nesse momento, os dois tiras malignos pararam de me eletrocutar. Vendo que Deus Se compadecia de mim em minha fraqueza, meu coração transbordou de gratidão a Ele! Depois disso, apesar do fato de os policiais não pararem de me fazer mal, não senti mais dor. Sabendo que Deus estava me protegendo e que tinha carregado o meu sofrimento por mim, senti-me profundamente comovido pelo amor de Deus e as lágrimas escorriam sem parar. Mais tarde, um dos policiais entrou, olhou para mim e disse àqueles dois tiras malignos: “Já chega; vocês o espacaram até perder os sentidos, e ele não está falando. Estou certo de que não sabe nada”. Só então pararam de me torturar. Eu sabia que tudo isso fazia parte da maravilhosa orquestração e dos arranjos de Deus; Deus não tinha permitido que aquele bando de demônios acabasse com a minha vida e mobilizou alguém para entrar e detê-los. Apreciei sinceramente o amor de Deus.

Derrotados, os tiras malignos não me interrogaram mais e por volta da meia-noite me levaram para a casa de detenção. Um agente penitenciário me levou até uma cela onde havia mais de trinta infratores e, quando abriu a porta para me colocar lá dentro, ouvi-o dar uma risada traiçoeira e instruir o chefe dos presos: “Daqui a pouco, controle-se; não faça muito barulho”. O chefe dos presos me olhou de cima a baixo, sorrindo escarnecedoramente, e disse ao agente correcional: “Tranquilo!”. Antes que eu tivesse tempo de reagir, a expressão do chefe dos presos ficou sombria e ele ordenou aos outros, em um tom baixo e ameaçador: “O mesmo de sempre, irmãos. Peguem o cara!”. Todos os presos se sentaram e me encararam como um tigre observando a presa, causando um calafrio na minha espinha. No segundo em que o chefe acenou com a mão, todos caíram em cima de mim como um bando de lobos cruéis. Segurando-me deitado, rasgaram as minhas roupas e começaram a me açoitar com toda a força usando as solas lisas de seus sapatos. No fim, me bateram tanto que eu desmaiei. Foi só às seis da manhã do dia seguinte que recobrei consciência. Notei que tinha sido jogado em um canto, meu corpo todo estava tão inchado que não conseguia vestir roupa nenhuma. E foi assim que fiquei deitado por seis dias, em uma cama de tábua, com o corpo todo machucado e surrado. Ainda por cima, o interior da minha boca fora calcinado pela eletrocussão dos tiras malignos, a ponto de a pele toda estar necrosada, e eu me sentia em tamanha agonia que não consegui engolir nem um bocado de comida. Temendo que minha morte causasse problemas para eles, os guardas mandaram os outros presos se revezarem para me alimentar com uma sopa de legumes.

Quando as feridas cicatrizaram um pouco, os presos foram instigados pelos tiras malignos a reiniciar a intimidação e o abuso. De manhã cedo, me faziam recitar as regras da cadeia; se eu errasse, eles me bateriam. Também me fizeram fazer a faxina e lavar a roupa dos presos com dinheiro. Se cometesse o menor deslize, eu levava socos e chutes. Eles sabiam que eu acreditava em Deus, então sempre diziam de propósito uma porção de coisas na minha frente que eram blasfêmias contra Deus só para me irritar, e também me humilhavam com palavras, tais como: “As pessoas que acreditam em Deus não sentem dor quando levam uma surra? E você não consegue trabalhar sem se sentir cansado? Você não se incomoda muito de sofrer, não é?”. A fim de me atormentar, me obrigaram a dragar a privada de chão com a mão, o que foi tão nojento que me fez querer vomitar; ainda me fizeram limpar o chão com a minha escova de dentes e de propósito jogaram meus pães cozidos a vapor na privada. Quando veio inspecionar a limpeza da cela, o agente penitenciário tirou os sapatos e de meias brancas caminhou em círculos. Se visse alguma sujeira nas meias, ele me daria uma sova. Em face dessa tortura sem fim por parte dos tiras malignos e daqueles presos, senti-me completamente debilitado e muito deprimido. Comecei a achar que seria melhor morrer a continuar vivendo assim. Enquanto estava nas profundezas da minha fraqueza e do meu sofrimento, as palavras de Deus me concederam a fé e a motivação para continuar vivendo. Lembrei que Ele havia dito: “Talvez vocês se lembrem destas palavras: ‘Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória’. No passado, vocês todos ouviram essa frase, ainda que ninguém tenha entendido o sentido real das palavras. Hoje, vocês conhecem bem o verdadeiro significado que elas encerram. Essas palavras são o que Deus realizará nos últimos dias. E serão realizadas sobre aqueles cruelmente afligidos pelo grande dragão vermelho na terra onde ele repousa. O grande dragão vermelho é perseguidor e inimigo de Deus; assim, nessa terra, aqueles que creem em Deus estão sujeitos a humilhação e perseguição. É por isso que essas palavras se tornarão realidade no seu grupo de pessoas” (de ‘A obra de Deus é tão simples quanto o homem imagina?’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me ensinaram que ser capaz de sofrer humilhação e tortura devido à minha crença era um sinal de que Deus havia feito uma exceção e me exaltado — era uma grande honra para mim! No entanto, eu era covarde e não tinha determinação moral; por ter sofrido uma dor física e ter sido um pouco humilhado, tinha perdido a minha fé em Deus e não estava disposto a dar testemunho para retribuir o amor de Deus através do sofrimento. Deus pagou um preço tão meticuloso para me salvar, então como eu podia retribuir-Lhe dessa maneira? Como podia ir contra a minha consciência desse jeito e responder com tanta negatividade? Isso não seria satisfatório! De jeito nenhum um seria um fraco sem moral; absolutamente, eu não poderia envergonhar o nome de Deus! Por isso, rapidamente orei a Deus: “Deus, agradeço-Te por me esclarecer e me fazer entender o significado do sofrimento. Em nome da Tua honra, estou disposto a aguentar todo tipo de sofrimento; desejo satisfazer-Te, mesmo que isso signifique passar o resto da minha vida na prisão. Tudo que peço é que permaneças comigo, me ilumines e me guies, me capacites a dar um testemunho firme e retumbante de Ti durante o tormento de Satanás”. Após orar, senti-me completamente revigorado e tive coragem de encarar aquele ambiente árduo.

Algumas semanas depois, os tiras malignos voltaram para me interrogar, dizendo que não era tarde demais para cooperar com eles e fazendo ameaças de que, se eu não cooperasse, as coisas ficariam bem mais difíceis para mim nos dias seguintes. Após ter passado por algumas sessões de tortura selvagem, havia muito tempo que eu tinha percebido a essência demoníaca deles e os odiava até o tutano. Portanto, por mais que me incitassem, ameaçassem e intimidassem, a minha fé não vacilou nem um pouco. Depois, começaram a me interrogar a cada duas semanas até que por fim, vendo que de fato não iam conseguir nenhuma informação de mim, me condenaram a dois anos de reeducação pelo trabalho pelos crimes de “causar perturbação pública” e “participar de reuniões ilegais”.

Em 24 de fevereiro de 2006, fui enviado para um campo de trabalho. Por causa da minha crença em Deus, havia sido rotulado como “criminoso político” e os guardas da prisão deliberadamente me designaram para o forno de olaria mais difícil, mais exaustivo e mais perigoso para cumprir o meu trabalho de correção. A minha tarefa era tirar os tijolos cozidos do forno, cuja temperatura interna era de pelo menos 300 graus Celsius. Pela manhã, a temperatura era mais baixa, mas ainda ficava acima de 100 graus. Apesar de termos de trabalhar com temperaturas tão altas, os guardas não nos equipavam com roupas resistentes ao calor. Os capacetes de segurança que usávamos derretiam depois de uns dois minutos na área do forno e, para não sermos escaldados, tínhamos de prender a respiração enquanto corríamos para dentro e para fora o mais rápido possível. Como não tínhamos botas resistentes ao calor, quando entrávamos na área do forno, tínhamos de alternar os pés de apoio; se não fôssemos cuidadosos, nossos pés se enchiam de bolhas de queimaduras. Os novos presos não estavam acostumados com isso; ao entrar, eles não conseguiam ficar mais de cinco segundos até voltarem correndo. Portanto, nosso capitão de equipe organizou os líderes de grupo de modo que cada um estivessem armado com um cano de PVC cheio de areia; quem fugisse seria espancado com o cano. Apesar de não ser duro o suficiente para quebrar ossos, esse tipo de cano causava vergões severos na pele. Os condenados os apelidaram de “beija-couros”. Quando entrávamos na área do forno, não nos atrevíamos a respirar; respirar era como aspirar fogo pelas narinas. Depois de tirar alguns tijolos, tínhamos de tirar rapidamente os carrinhos de mão e, se um dos pneus estourasse, não só éramos punidos, como também acrescentava tempo à nossa sentença, atribuído aos crimes de “destruição de equipamento de produção e resistência à correção”. Como condenados, nossa tarefa diária era encher 115 carrinhos de mão com tijolos grandes e 95 com tijolos pequenos. Naquele calor, era impossível de concluir, mas os guardas nunca perguntavam por que você não tinha sido capaz de concluí-la; só perguntavam por que tinha sentimentos antagônicos em relação a trabalhar. Como trabalhar no calor me fazia suar muito, eu acabava tendo uma deficiência grave de potássio. Caí no chão inconsciente algumas vezes e eles me levantaram acima da parede do forno para me refrescar por alguns minutos. Depois que eu recobrava a consciência, me faziam beber um copo de água salgada e me obrigavam a voltar ao trabalho. Essa foi a minha primeira mostra do que significava atingir meus limites, do que era uma dificuldade insuportável e como era querer morrer em vez de continuar vivendo. Ali, ninguém se importava se você vivesse ou morresse; o capitão da equipe só se importava se o grupo dele havia concluído o trabalho ou não. Se concluísse, ele não dizia nada; se não concluísse, também não dizia nada, simplesmente apontava para a porta do forno e então saía. Depois, o líder do grupo chamava o sujeito que não tinha terminado o trabalho para ficar em pé na área do forno e levar uma surra; quando caía no chão, ficava queimado pelo piso quente tão severamente que as bolhas surgiam pela pele toda. Além disso, precisava encher outros vinte carrinhos de mão com tijolos por dia e não podia parar até implorar por misericórdia. Em face desse tipo de ambiente, eu me sentia muito fraco; uns poucos dias de tortura pareciam uma viagem ao Inferno. Na minha cabeça, dois anos pareciam mesmo um tempo longo demais. Eu não sabia como conseguiria passar por todo esse tempo e fiquei preocupado com ser espancado até a morte pelos tiras malignos ou ser assado até a morte no calor extremo. Quanto mais pensava nas minhas perspectivas, mais enredado eu me sentia; achei que de fato não poderia suportar isso mais naquela prisão demoníaca — e então pensei em morrer. Daquele dia em diante, procurei chances de “ser liberado”.

Um dia, finalmente, chegou a minha oportunidade. No momento em que um caminhão cheio de tijolos estava saindo, pulei rápido embaixo dele. Mas as rodas do veículo pararam de repente a alguns centímetros de mim; pelo que se viu depois, o caminhão tinha quebrado. Alguns condenados me puxaram para fora e o agente penitenciário chefe disse que eu estava me recusando a aceitar disciplina e relutando em mudar velhos hábitos. Então, começou a me punir. Eles enfiaram um cassetete elétrico faiscando dentro da minha camisa e doeu tanto que eu caí no chão em convulsões violentas. Depois, algemaram as minhas mãos para trás em um poste de telefone e me bateram sem piedade com cassetetes elétricos. Após o jantar, fui submetido a um castigo público para reeducar e “corrigir” a minha ideologia… Esse sofrimento e tormento sem fim me fizeram sentir um grau extremo de terror, desespero e desamparo. Bem quando eu estava lutando com a questão de como continuaria vivendo, uma passagem das palavras de Deus surgiu em minha mente: “Não importa como Deus o refina, você permanece cheio de confiança e nunca perde a confiança em Deus. Você faz o que o homem deveria fazer. É isso o que Deus requer do homem, e o coração do homem deveria ser capaz de retornar completamente para Ele e voltar-se para Ele em todo e qualquer momento. Isso é um vencedor. Aqueles a quem Deus Se refere como vencedores são aqueles que ainda são capazes de prestar testemunho, de manter sua confiança e sua devoção a Deus, quando estiverem sob a influência de Satanás e sob o cerco de Satanás, isto é, quando estiverem cercados pelas forças das trevas. Se você ainda for capaz de manter um coração puro e o seu genuíno amor por Deus, não importa o quê, você mantém o testemunho diante de Deus, é isso a que Deus Se refere como sendo um vencedor” (de ‘Você deve manter sua devoção a Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus trouxeram um raio de luz e calor ao meu coração, no exato momento em que eu estava mais perto de abrir mão de toda a esperança. Era verdade; no fim, Deus queria formar um grupo de vencedores que pudesse manter a fé e a devoção a Ele em qualquer ambiente hostil, viver segundo Suas palavras e, finalmente, dar um testemunho forte e retumbante de Deus diante de Satanás. A razão de Satanás ter usado todos os meios possíveis para me atormentar e machucar era porque desejava tirar vantagem da minha fraqueza, me atacando enquanto eu estava abatido e me obrigando a trair Deus — mas eu não podia me tornar um símbolo da humilhação de Deus! O amor de Deus por mim era real e prático demais; enquanto estive mais fraco e ansiando pela morte, Deus ainda estava me guardando em secreto, me protegendo e me mantendo vivo. Por mais que eu estivesse debilitado, Ele nunca teve a menor intenção de me abandonar; Seu amor por mim permaneceu constante desde o início e Ele ainda estava me iluminando, me guiando e me ajudando a encontrar meu caminho para sair da dor. Eu não podia de jeito nenhum decepcionar Deus nem ferir Seus sentimentos. Fiquei grato pela orientação de Deus; mais uma vez isso me permitiu discernir a trapaça de Satanás e retroceder da beira da morte. Não pude deixar de cantar um hino: “Darei meu amor e lealdade a Deus e completarei minha missão para glorificar a Deus. Estou determinado a permanecer firme no testemunho de Deus e jamais ceder a Satanás. Ah, minha cabeça pode quebrar, e sangue pode fluir, mas a coragem do povo de Deus não se perderá. As exortações de Deus repousam no coração, decido humilhar Satanás, o diabo. Dor e dificuldades são predestinadas por Deus, suportarei humilhação para ser fiel a Ele. Nunca mais farei Deus chorar ou Se preocupar” (de ‘Desejo ver o dia da glória de Deus’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”).

Tendo me submetido e ficado disposto a aguentar todo o sofrimento para satisfazer a Deus, Deus abriu uma porta para mim: como o capitão da equipe era analfabeto, ele me fazia ajudá-lo a preencher os relatórios e, daí em diante, não precisava trabalhar tanto carregando tijolos. Algum tempo depois, uma irmã idosa da igreja veio me visitar. Ela segurou a minha mão entre as dela e disse em lágrimas: “Filho, você sofreu. Seus irmãos e irmãs estão muito preocupados e todos nós oramos por você diariamente. Você precisa continuar forte e não se curvar diante de Satanás. Você precisa continuar firme e dar testemunho de Deus. Estamos todos esperando você voltar para casa”. Naquele inferno humano frio e implacável, além das palavras consoladoras de Deus, eu não ouvira uma palavra de afeto de uma única alma. Ouvir essas ​​palavras gentis de meus irmãos e irmãs, palavras que muitas vezes ouvi tempos atrás, me trouxe um enorme conforto e encorajamento. Por muito tempo depois, me senti encorajado pelo amor de Deus; me sentia um pouco mais tranquilo e ganhei impulso para meus passos enquanto estava trabalhando. De todo o meu tempo na prisão, aqueles dias foram os que passaram mais rápido. Isso foi especialmente verdadeiro nos quatro meses finais. Na lista de nomes anunciada mensalmente, o meu nome era sempre o primeiro entre os condenados cuja sentença havia sido encurtada. Nos meses anteriores, essa lista de nomes só continha chefes de prisioneiros e líderes de equipe; condenados sem dinheiro ou poder ficavam de fora. Para um cristão como eu, a quem o governo do PCC havia rotulado de “criminoso político”, era ainda menos provável desfrutar de tal tratamento. Por esse motivo, os outros presos sempre me cercavam e perguntavam: “Como você conseguiu?”. Toda vez que isso acontecia, eu agradecia a Deus do fundo do coração, porque sabia que era resultado de Sua grande misericórdia por mim; era o amor de Deus que tinha me dado força.

Em 7 de setembro de 2009, saí em liberdade condicional antecipada. Logo depois, voltei à igreja, retomei a vida na igreja e mais uma vez me juntei às alas daqueles que espalham o evangelho. Após passar por aquele período de dificuldades, fiquei mais determinado e maduro que antes e apreciei ainda mais a chance de cumprir meu dever. Por ter visto a face verdadeira da resistência do governo do PCC a Deus e de sua crueldade para com as pessoas, tive um sentimento ainda mais profundo de como é preciosa a salvação de Deus. Se Deus não tivesse vindo em pessoa, em carne encarnada, para fazer a obra de trazer salvação à humanidade, todos os que viviam sob o império de Satanás seriam devastados e engolidos por ele. A partir daquele momento, toda vez que estava cumprindo meu dever, a minha atitude era bem diferente da que fora no passado; eu sentia que o trabalho de espalhar o evangelho e salvar a alma das pessoas era de extrema importância e queria devotar toda a minha lealdade e despender toda a minha energia pelo resto da vida para trazer mais pessoas diante de Deus. Também queria capacitá-las para despertar da mortalha de confusão e engodo desse governo ateu, para aceitar o suprimento de vida de Deus e obter a salvação de Deus. Rememorando esses dois longos anos de prisão, sei que Satanás tentou em vão usar seu abuso tirânico para me obrigar a trair Deus. Mas Deus usou esse ambiente sórdido para aumentar a minha fé, lealdade e submissão a Ele, purificando meu amor por Ele, me permitindo perceber a sabedoria e a onipotência de Deus e ganhar uma profunda apreciação ao fato de que Deus é a salvação da humanidade, que Ele é amor! Do meu coração, emanaram adoração e louvor ilimitados a Deus!

Conteúdo Relacionado