144. Os princípios para lidar com a morte

(1) A vida e a morte humanas estão inteiramente nas mãos de Deus, sendo ambas arranjadas e determinadas por Ele. Não se deve ter escolha própria nesse assunto;

(2) O corpo e a alma carnais de uma pessoa pertencem inteiramente a Deus, não a ela. Deve-se entregá-los nas mãos de Deus e submeter-se à Sua orquestração, para a vida ou para a morte;

(3) Deus é justo. Ele examina o mais íntimo do coração do homem, e Seus arranjos para cada pessoa são justos e razoáveis. Não façam inferências sobre assuntos que são inescrutáveis para vocês;

(4) O fato de Deus nos permitir viver um único dia significa que devemos nos despender por Ele. Viver para o bem do corpo carnal é ser uma besta ou um demônio; somente entendendo a verdade, é possível se submeter a Deus.

Palavras de Deus relevantes:

Na vastidão do cosmo e do firmamento, incontáveis criaturas vivem e se reproduzem, seguem a lei cíclica da vida e aderem a uma regra constante. As que morrem levam consigo as histórias dos vivos e as que estão vivas repetem a mesma história trágica dos que pereceram. E assim, a humanidade não pode deixar de se perguntar: por que vivemos? E por que temos de morrer? Quem comanda este mundo? E quem criou esta humanidade? A humanidade foi mesmo criada pela Mãe Natureza? A humanidade está mesmo no controle da própria sina?… Essas são as perguntas que a humanidade tem feito incessantemente por milhares de anos. Infelizmente, quanto mais o homem se tornou obcecado com essas questões, mais desenvolveu uma sede pela ciência. A ciência oferece uma breve gratificação e um deleite temporário da carne, mas está longe de ser suficiente para livrar o homem da solidão, do isolamento, do terror mal dissimulado e do desamparo profundo de sua alma. A humanidade simplesmente usa o conhecimento científico que ela consegue ver a olho nu e entender com o cérebro, de modo a anestesiar seu coração. No entanto, tal conhecimento científico não é suficiente para impedir a humanidade de explorar mistérios. A humanidade simplesmente não sabe quem é o Soberano do universo e de todas as coisas, muito menos conhece o início e o futuro da humanidade. A humanidade simplesmente vive, forçosamente, em meio a essa lei. Ninguém pode escapar dela, ninguém pode mudá-la, pois dentre todas as coisas e nos céus há apenas Um de eternidade a eternidade que detém a soberania sobre todas as coisas. Ele é o Único que nunca foi contemplado pelo homem, o Único a quem a humanidade nunca conheceu, em cuja existência a humanidade nunca acreditou, mas Ele é o Único que soprou o fôlego nos ancestrais da humanidade e deu vida à humanidade. Ele é o Único que supre e nutre a humanidade, permitindo que ela exista; e Ele é o Único que a guia até os dias de hoje. Mais ainda, Ele e somente Ele é o Único de quem a humanidade depende para a sua sobrevivência. Ele é soberano sobre todas as coisas e rege todos os seres vivos no universo. Ele comanda as quatro estações e é Ele quem evoca o vento, a geada, a neve e a chuva. Ele traz à humanidade a luz do sol e introduz o cair da noite. Foi Ele quem estendeu os céus e a terra, provendo ao homem as montanhas, os lagos e os rios e todas as coisas vivas que há neles. Seus feitos estão em todo lugar, Seu poder é onipresente, Sua sabedoria é onipresente e Sua autoridade é onipresente. Cada uma dessas leis e regras é a corporificação de Seus feitos e cada uma delas revela Sua sabedoria e autoridade. Quem pode se isentar de Sua soberania? E quem pode se dispensar de Seus desígnios? Todas as coisas existem sob o Seu olhar e, além disso, todas as coisas vivem sob a Sua soberania. Seus feitos e Seu poder deixam a humanidade sem outra escolha senão reconhecer o fato de que Ele existe mesmo e detém a soberania sobre todas as coisas. Nada além Dele pode comandar o universo, muito menos prover a esta humanidade interminavelmente. Não importando se você é capaz de reconhecer os feitos de Deus e se você crê na existência de Deus ou não, não há dúvida de que a sua sina é determinada por Deus, e não há dúvida de que Deus sempre deterá a soberania sobre todas as coisas. Sua existência e autoridade não estão baseadas no fato de serem ou não reconhecidas e compreendidas pelo homem. Só Ele conhece o passado, o presente e o futuro do homem e só Ele pode determinar a sina da humanidade. Independentemente de você ser capaz de aceitar esse fato, não tardará muito para que a humanidade testemunhe tudo isso com os próprios olhos, e esse é o fato que em breve Deus fará valer. A humanidade vive e morre sob os olhos de Deus. O homem vive para o gerenciamento de Deus e, quando seus olhos se fecham pela última vez, também é para esse gerenciamento que se fecham. O homem vem e vai repetidamente, para frente e para trás. Sem exceção, tudo faz parte da soberania e dos desígnios de Deus.

Extraído de ‘O homem só pode ser salvo em meio ao gerenciamento de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

Só o Criador detém o poder de vida e morte sobre o homem

Se o nascimento da pessoa foi destinado pela vida anterior, então sua morte marca o fim desse destino. Se o nascimento da pessoa é o início de sua missão nesta vida, a morte marca o fim dessa missão. Visto que o Criador determinou um conjunto fixo de circunstâncias para o nascimento de uma pessoa, é desnecessário dizer que Ele também arranjou um conjunto fixo de circunstâncias para a morte dessa pessoa. Em outras palavras, ninguém nasce por acaso, a morte de ninguém é inesperada, e tanto o nascimento quanto a morte estão necessariamente conectados com a vida anterior e a do presente. As circunstâncias do nascimento e da morte da pessoa são predeterminadas pelo Criador; esse é o destino da pessoa, a sina da pessoa. Assim como muito se pode dizer sobre o nascimento, a morte ocorrerá sob um conjunto diferente de circunstâncias especiais, daí as expectativas de vida variadas e os diferentes modos e épocas da morte das pessoas. Algumas pessoas são fortes e saudáveis, mas morrem prematuramente; outras são fracas e doentes, mas vivem até a velhice e falecem serenamente. Algumas perecem de causas não naturais, outras, de causas naturais. Algumas chegam ao fim da vida longe de casa, outras fecham seus olhos pela última vez tendo seus entes queridos ao seu lado. Algumas pessoas morrem em pleno ar, outras, embaixo da terra. Algumas afundam na água, outras se perdem nos desastres. Algumas morrem de manhã, outras, à noite… Todos querem um nascimento ilustre, uma vida brilhante e uma morte gloriosa, mas ninguém pode exceder o próprio destino, ninguém pode escapar da soberania do Criador. Essa é a sina humana. O homem pode fazer todo tipo de planos para o futuro, mas ninguém pode planejar o modo e o tempo de seu nascimento e de sua partida do mundo. Embora as pessoas façam de tudo para evitar a chegada da morte e lhe resistir, mesmo assim, sem seu conhecimento, a morte aproxima-se silenciosamente. Ninguém sabe quando perecerá ou como perecerá, muito menos quando acontecerá. Obviamente, não é a humanidade que detém o poder da vida e da morte, tampouco algum ser do mundo natural, mas o Criador, cuja autoridade é única. A vida e a morte da humanidade não são o produto de alguma lei do mundo natural, mas uma consequência da soberania da autoridade do Criador.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Uma vida vivida em busca de fama e fortuna deixará a pessoa perplexa em face da morte

Por causa da soberania e da predestinação do Criador, uma alma solitária que começou sem nada em seu nome ganha pais e uma família, ganha a chance de se tornar membro da raça humana, a chance de experimentar a vida humana e ver o mundo. Essa alma também ganha a chance de experimentar a soberania do Criador, de conhecer a maravilha da criação feita pelo Criador e, acima de tudo, de conhecer e tornar-se sujeita à autoridade do Criador. Mas a maioria das pessoas não aproveita de fato essa oportunidade rara e fugaz. Esgota a energia digna de uma vida inteira lutando contra o destino, gasta todo o tempo de uma vida tentando alimentar a família e movendo-se de um lado para outro entre riqueza e status. As coisas que as pessoas entesouram são família, dinheiro e fama; veem-nos como as coisas mais valiosas na vida. Todos se queixam de seu destino, mas empurram para o fundo da mente as questões que são mais imperativas a examinar e compreender: por que o homem está vivo, como o homem deveria viver, quais são o valor e o significado da vida. Durante a vida inteira, pelo tempo que durar, as pessoas correm em busca de fama e fortuna, até a juventude ter fugido, até elas ficarem grisalhas e enrugadas; até verem que fama e fortuna não podem parar seu deslizar rumo à senilidade, que o dinheiro não pode preencher o vazio do coração; até entenderem que ninguém está isento da lei do nascimento, do envelhecimento, da enfermidade e da morte, que ninguém pode escapar do que o destino tem reservado. Só quando são forçadas a enfrentar a conjuntura final da vida é que compreendem verdadeiramente que, mesmo se alguém possuir milhões em propriedades, mesmo que seja privilegiado e de posição social elevada, ninguém pode escapar da morte, toda pessoa retornará à sua posição original: uma alma solitária, sem nada em seu nome. Quando tem pais, a pessoa acredita que seus pais são tudo; quando tem propriedade, a pessoa pensa que o dinheiro é seu esteio, que é o meio pelo qual se vive; quando tem status, a pessoa apega-se a ele com força e arriscaria a vida por causa dele. Só quando estão prestes a deixar este mundo as pessoas percebem que as coisas que elas passaram a vida perseguindo são apenas nuvens fugidias, que não podem se agarrar a nenhuma delas, que não podem levar nenhuma consigo, que nenhuma pode isentá-las da morte, que nenhuma pode proporcionar companhia nem consolo a uma alma solitária no seu caminho de volta; e, menos ainda, que nenhuma pode dar-lhes a salvação, permitir-lhes transcender à morte. A fama e a fortuna ganhas no mundo material dão satisfação temporária, prazer passageiro, uma falsa sensação de sossego; entrementes, fazem a pessoa perder o rumo. E assim, enquanto se debatem no vasto mar da humanidade, ansiando por paz, conforto e tranquilidade no coração, as pessoas são engolfadas por onda após onda. Quando ainda têm de calcular as questões que são mais cruciais de entender — de onde vêm, por que estão vivas, para onde vão e assim por diante —, elas são seduzidas pela fama e pela fortuna, iludidas, controladas por elas, irrevogavelmente perdidas. O tempo voa; os anos passam num piscar de olhos; antes que o perceba, a pessoa se despediu dos melhores anos de sua vida. Quando está prestes a partir do mundo, ela chega à percepção gradual de que tudo no mundo está se afastando, que já não pode se apegar às coisas que possuía; então ela sente verdadeiramente que ainda não possui nada, como um bebê chorão que acaba de surgir no mundo. Nesse ponto, a pessoa é forçada a ponderar sobre o que fez na vida, que estar viva vale a pena, o que isso significa, por que ela veio ao mundo. E, nesse ponto, quer saber cada vez mais se realmente existe outra vida, se o Céu realmente existe, se realmente existe retribuição… Quanto mais perto da morte está, mais ela quer entender o que é realmente a vida; quanto mais perto da morte, mais vazio o coração parece; quanto mais perto da morte, mais desamparada a pessoa se sente; e assim seu medo da morte cresce a cada dia. Há duas razões pelas quais as pessoas se comportam dessa maneira conforme se aproximam da morte: primeiro, porque estão prestes a perder a fama e a riqueza das quais sua vida dependeu, estão prestes a deixar para trás tudo que é visível no mundo; segundo, porque estão prestes a se confrontar, completamente sozinhas, com um mundo não familiar, um reino misterioso e desconhecido em que estão temerosas de pôr os pés, em que não têm entes queridos nem meios de apoio. Por essas duas razões, toda pessoa que encara a morte se sente inquieta, experimenta um pânico e uma sensação de desamparo que nunca conheceu. Só quando chegam realmente a esse ponto, as pessoas percebem que a primeira coisa que devem entender, ao pisar nesta terra, é de onde os seres humanos vêm, por que as pessoas estão vivas, quem dita o destino humano, quem provê à existência humana e tem soberania sobre ela. Esse conhecimento é o verdadeiro meio pelo qual uma pessoa vive, a base essencial para a sobrevivência humana, e não aprender como prover à família ou como alcançar fama e riqueza, e não aprender como se sobressair na multidão ou como viver uma vida mais abastada, muito menos aprender como se destacar e ter sucesso ao competir com os outros. Embora as diversas habilidades de sobrevivência que as pessoas passam a vida aprendendo a dominar possam oferecer conforto material em abundância, elas nunca trazem paz e consolo verdadeiros para o coração, mas, em vez disso, fazem com que as pessoas percam seu rumo constantemente, tenham dificuldade de controlar-se, percam toda oportunidade de aprender o significado da vida; essas habilidades de sobrevivência criam uma subcorrente de ansiedade em relação a como encarar a morte de forma adequada. A vida das pessoas é arruinada dessa maneira. O Criador trata todos justamente, dando a todos uma vida de oportunidades para experimentar e conhecer Sua soberania, mas só quando a morte se aproxima, quando o espectro da morte paira sobre eles, é que eles começam a ver a luz — e então é tarde demais!

As pessoas passam a vida correndo atrás de dinheiro e fama; elas tentam se agarrar a esses montes de palha, pensando serem seus únicos recursos, como se, ao tê-los, pudessem continuar a viver, pudessem isentar-se da morte. Mas só quando estão perto de morrer elas percebem quanto essas coisas estão distantes, quão fracas são em face da morte, quão facilmente se estilhaçam, quão solitárias e desamparadas estão, sem ter para onde se voltar. Percebem que a vida não pode ser comprada com dinheiro ou fama, que não importa quanto uma pessoa é rica, não importa quanto sua posição é elevada, todas as pessoas são igualmente pobres e irrelevantes diante da morte. Percebem que o dinheiro não pode comprar a vida, que a fama não pode apagar a morte, que nem o dinheiro nem a fama podem prolongar a vida de ninguém nem por um só minuto, um só segundo. Quanto mais pensam assim, mais as pessoas anseiam por continuar vivendo; quanto mais pensam assim, mais temem a aproximação da morte. Só nesse ponto elas percebem verdadeiramente que sua vida não lhes pertence, que não lhes cabe controlar, que não podem escolher se vivem ou morrem — que tudo isso está fora de seu controle.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Entregue-se o domínio do Criador e encare a morte calmamente

No momento em que uma pessoa nasce, uma alma solitária começa sua experiência de vida na terra, sua experiência da autoridade do Criador que o Criador arranjou para ela. Por certo, para a pessoa — a alma — essa é uma excelente oportunidade de ganhar conhecimento sobre a soberania do Criador, de vir a conhecer Sua autoridade e vivenciá-la pessoalmente. As pessoas vivem a vida sob as leis do destino estipuladas para elas pelo Criador, e, para qualquer pessoa racional dotada de consciência, aceitar a soberania do Criador e conhecer Sua autoridade ao longo de suas várias décadas na terra não é uma coisa difícil de fazer. Portanto, seria muito fácil para toda pessoa reconhecer, pelas próprias experiências de vida no decorrer das várias décadas, que todos os destinos humanos são predestinados e compreender ou recapitular o que significa estar vivo. Conforme for abraçando essas lições de vida, a pessoa gradualmente virá a entender de onde vem a vida, a compreender o que o coração necessita de verdade, o que a levará para a verdadeira senda da vida, quais deveriam ser a missão e a meta da vida humana. Gradualmente, reconhecerá que, se não adorar o Criador, se não estiver sob Seu domínio, quando chegar o momento de se confrontar com a morte — quando sua alma estiver prestes a encarar o Criador mais uma vez —, seu coração estará cheio de pavor e desconforto ilimitados. Se uma pessoa existe no mundo há muitas décadas e ainda não entendeu de onde vem a vida humana, e ainda não reconheceu em que mãos está o destino humano, então não é de surpreender que ela não será capaz de encarar a morte calmamente. Uma pessoa que ganhou, após experimentar várias décadas da vida humana, o conhecimento da soberania do Criador é uma pessoa com uma apreciação correta do significado e do valor da vida. Essa pessoa tem um conhecimento profundo do propósito da vida, tem experiência e compreensão reais da soberania do Criador, e, mais ainda, é capaz de se submeter à autoridade do Criador. Tal pessoa compreende o significado da criação da humanidade por Deus, compreende que o homem deve adorar o Criador, que tudo que o homem possui vem do Criador e retornará a Ele algum dia não distante no futuro. Tal pessoa compreende que o Criador arranja o nascimento do homem e tem soberania sobre a morte do homem, e que tanto a vida quanto a morte são predestinadas pela autoridade do Criador. Por isso, quando verdadeiramente compreende essas coisas, naturalmente ela será capaz de encarar a morte com calma, de deixar de lado todas as suas posses terrenas com calma, de aceitar e submeter-se alegremente a tudo que vem a seguir e dar as boas-vindas à última conjuntura da vida arranjada pelo Criador, em vez de temê-la e lutar contra ela cegamente. Se a pessoa vê a vida como uma oportunidade de experimentar a soberania do Criador e vier a conhecer Sua autoridade, se ela vê a vida como uma chance rara de cumprir seu dever como ser humano criado e realizar sua missão, então ela necessariamente terá a perspectiva correta sobre a vida, viverá uma vida abençoada e guiada pelo Criador, andará na luz do Criador, conhecerá a soberania do Criador, estará sob Seu domínio, e certamente se tornará testemunha de Seus feitos miraculosos, testemunha de Sua autoridade. Por certo, tal pessoa necessariamente será amada e aceita pelo Criador, e somente uma pessoa como essa pode manter uma atitude calma em relação à morte, pode dar boas-vindas alegremente à conjuntura final da vida. Uma pessoa que obviamente teve esse tipo de atitude em relação à morte foi Jó. Jó estava em posição de aceitar alegremente a conjuntura final da vida e, tendo levado a jornada de sua vida a uma conclusão serena, tendo terminado sua missão na vida, voltou para o lado do Criador.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único III’ em “A Palavra manifesta em carne”

As buscas e os ganhos de Jó em vida lhe permitem encarar a morte calmamente

Nas Escrituras, é relatado sobre Jó: “Então morreu Jó, velho e cheio de dias” (Jó 42:17). Isso significa que, quando faleceu, Jó não tinha arrependimentos e não sentia mágoa, mas partiu deste mundo naturalmente. Como todos sabem, Jó foi um homem que temeu a Deus e evitou o mal enquanto viveu. Deus elogiou seus feitos justos, as pessoas lembravam-se deles, e sua vida, mais do que a de qualquer outro, teve valor e significado. Jó desfrutou das bênçãos de Deus e foi chamado de justo por Ele na terra; também foi provado por Deus e testado por Satanás. Ele foi testemunha de Deus e mereceu ser chamado de uma pessoa justa. Durante as várias décadas depois que foi provado por Deus, ele viveu uma vida que era ainda mais valiosa, significativa, fundamentada e pacífica que antes. Em razão de seus feitos justos, Deus o pôs à prova; em razão de seus feitos justos, Deus apareceu-lhe e lhe falou diretamente. Então, durante os anos seguintes a essa provação, Jó compreendeu e apreciou o valor da vida de maneira mais concreta, alcançou uma compreensão mais profunda da soberania do Criador e ganhou um conhecimento mais preciso e certo de como o Criador dá e tira Suas bênçãos. O Livro de Jó registra que Deus Jeová concedeu a Jó bênçãos ainda maiores que antes, deixando-o em situação ainda melhor para conhecer a soberania do Criador e encarar a morte calmamente. Então Jó, ao envelhecer e encarar a morte, certamente não ficaria ansioso quanto à sua propriedade. Ele não tinha preocupações, não tinha nada para lamentar, e é claro que não temia a morte, pois passara a vida toda trilhando o caminho de quem teme a Deus e evita o mal, e não tinha motivo para se preocupar com o próprio fim. Quantas pessoas poderiam agir hoje de todas as maneiras que Jó agiu quando se confrontou com a própria morte? Por que ninguém é capaz de manter uma conduta aparente tão simples? Por uma única razão: Jó viveu sua vida na busca subjetiva da fé, do reconhecimento e da submissão à soberania de Deus, e foi com essa fé, esse reconhecimento e essa submissão que ele passou pelas conjunturas importantes da vida, viveu seus últimos anos e saudou a conjuntura final de sua vida. Seja lá o que Jó experimentou, suas buscas e metas na vida foram felizes, não dolorosas. Ele era feliz não só por causa das bênçãos ou do elogio que o Criador lhe concedera, mas, o que é mais importante, por causa de suas buscas e metas de vida, por causa do conhecimento gradual e da verdadeira compreensão da soberania do Criador que ele alcançou ao temer a Deus e evitar o mal, e além disso por causa dos maravilhosos feitos Dele que Jó experimentou pessoalmente durante seu tempo como sujeito da soberania do Criador, das experiências e recordações calorosas e inesquecíveis de coexistência, familiaridade e mútua compreensão entre o homem e Deus. Jó era feliz por causa do conforto e da alegria decorrentes de conhecer a vontade do Criador, e por causa da reverência que surgiu após ver que Ele é grande, maravilhoso, amável e fiel. O motivo de ser capaz de encarar a morte sem sofrimento algum foi que Jó sabia que, ao morrer, voltaria para o lado do Criador. Foram suas buscas e seus ganhos em vida que lhe permitiram encarar a morte calmamente, lhe permitiram encarar calmamente a perspectiva de o Criador tomar de volta a sua vida, e, ademais, lhe permitiram pôr-se imaculado e livre de preocupação diante do Criador. Hoje em dia as pessoas conseguem alcançar o tipo de felicidade que Jó possuía? Vocês estão em condições de fazer isso? Uma vez que as pessoas da atualidade estejam, por que são incapazes de viver com alegria, como Jó? Por que são incapazes de escapar do sofrimento do medo da morte? Quando encaram a morte, algumas pessoas se molham; outras tremem, desmaiam, vociferam contra o Céu e contra o homem igualmente; algumas até lamuriam e choram. Essas não são, de modo algum, as reações naturais que ocorrem subitamente quando a morte se aproxima. As pessoas têm esses comportamentos constrangedores principalmente porque, no fundo do coração, elas temem a morte, porque não têm conhecimento e apreciação claros da soberania de Deus e de Seus arranjos, muito menos se submetem verdadeiramente a eles. As pessoas reagem desse jeito porque não querem nada além de arranjar e governar tudo sozinhas, controlar o próprio destino, a própria vida e morte. Não é de surpreender, portanto, que as pessoas nunca sejam capazes de escapar do medo da morte.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Somente aceitando a soberania do Criador se pode voltar para o Seu lado

Quando não se tem conhecimento claro e clara experiência da soberania de Deus e de Seus arranjos, o conhecimento do destino e da morte será necessariamente incoerente. As pessoas não conseguem enxergar com clareza que tudo isso está nas mãos de Deus, não percebem que Ele está no controle e detém a soberania sobre elas, não reconhecem que o homem não pode rejeitar nem escapar de tal soberania. Por esse motivo, quando chega sua vez de encarar a morte, não há fim para suas últimas palavras, preocupações e remorsos. Elas ficam oprimidas sob tanta bagagem, tanta relutância, tanta confusão. Tudo isso faz com que temam a morte. Para toda pessoa nascida neste mundo, o nascimento é necessário e a morte é inevitável; ninguém pode ultrapassar este curso. Se alguém deseja partir deste mundo de modo indolor, se alguém quer ser capaz de encarar a conjuntura final da vida sem relutância ou preocupação, a única maneira é não deixar remorsos. E a única maneira de partir sem remorsos é conhecer a soberania do Criador, conhecer Sua autoridade e submeter-se a elas. Só assim é possível manter-se longe das contendas humanas, do mal, do cativeiro de Satanás; só assim é possível viver uma vida como a de Jó, guiada e abençoada pelo Criador, uma vida livre e liberta, uma vida com valor e significado, uma vida que é honesta e sincera. Só assim é possível submeter-se, como Jó, a ser provado e despojado pelo Criador, submeter-se às orquestrações e aos arranjos do Criador. Só assim é possível adorar o Criador a vida toda e ganhar Seu elogio, como Jó ganhou, e ouvir Sua voz, vê-Lo aparecer. Só assim é possível viver e morrer com alegria, como Jó, sem dor, sem preocupação, sem remorsos. Só assim é possível viver na luz, como Jó, passar por todas as conjunturas da vida na luz, completar sem dificuldades a jornada na luz, realizar a missão com sucesso — experimentar, aprender e chegar a conhecer a soberania do Criador como ser criado — e falecer na luz, e depois permanecer para sempre ao lado do Criador como um ser humano criado, elogiado por Ele.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Não falemos do fim decisivo desses mártires ou da definição de Deus da conduta deles, mas perguntemos: quando eles chegaram ao fim, a forma como encontraram o fim de suas vidas estava de acordo com as noções humanas? Da perspectiva das noções humanas, se eles pagaram esse tipo de preço para propagar a obra de Deus, deveriam ao menos ter recebido uma boa morte. Mas essas pessoas morreram tragicamente antes da hora. Isso não está de acordo com as noções humanas, mas Deus fez precisamente isto — Deus permitiu que acontecesse. Que verdade pode ser buscada em Deus ter permitido que isso acontecesse? O fato de Deus permitir que eles morressem daquela forma era Sua maldição e condenação ou era o Seu plano e bênção? Não era nada disso. O que era? As pessoas agora refletem sobre a morte deles com muita dor no coração, mas é assim que as coisas eram: aqueles que criam em Deus morriam dessa forma, e isso faz o coração das pessoas doer. Como isso se explica? Quando tocamos nesse tópico, vocês se colocam no lugar deles; seu coração então se entristece e vocês sentem uma dor oculta? Vocês pensam: “Essas pessoas fizeram o seu dever para propagar o evangelho de Deus e deveriam ser consideradas boas pessoas, então como elas puderam chegar a tal fim, tal desfecho?” Na realidade, é assim que seus corpos morriam e pereciam; esse era o meio como partiam do mundo humano, mas isso não significa que o desfecho deles fosse igual. O meio da sua morte e partida, não importa qual foi ou como aconteceu, não é como Deus define os desfechos finais daquelas vidas, daqueles seres criados. Isso é algo que você deve ver com clareza. Longe disso, eles usaram precisamente aqueles meios para condenar este mundo e testificar dos feitos de Deus. As pessoas, que são seres criados, usaram sua vida, que é tão preciosa — elas usaram o último momento de sua vida para testificar dos feitos de Deus, para testificar do grande poder de Deus e para declarar a Satanás e ao mundo que os feitos de Deus estão certos, que o Senhor Jesus é Deus, que Ele é o Senhor e é a carne encarnada de Deus; até mesmo no momento final de sua vida, eles nunca negaram o nome do Senhor Jesus. Isso não era uma forma de julgamento sobre este mundo? Eles usaram sua vida para proclamar ao mundo, para confirmar aos seres humanos que o Senhor Jesus é o Senhor, que o Senhor Jesus é Cristo, que Ele é a carne encarnada de Deus, que a obra de redenção que Ele preparou para toda a humanidade permite que a humanidade continue viva — esse fato é para sempre imutável. Até que ponto eles cumpriram seu dever? Foi ao grau máximo? Como o grau máximo se manifestou? Eles pagaram o preço com suas vidas. Família, riqueza e as coisas materiais desta vida são todas coisas externas; a única coisa que é interna para si mesmo é a vida. Para toda pessoa que vive, a vida é a coisa mais digna de ser valorizada, a coisa mais preciosa e, supreendentemente, essas pessoas foram capazes de oferecer seu bem mais precioso — a vida — como confirmação, em troca do reconhecimento da obra de Deus por parte das pessoas do mundo. Até o dia em que morreram, elas não negaram o nome de Deus nem negaram a obra de Deus e usaram o seu último momento de vida para testificar da existência deste fato — essa não é a mais elevada forma de testemunho? Essa é a melhor maneira de se fazer o dever; isso é que é cumprir sua responsabilidade. Quando Satanás os ameaçou e aterrorizou e, no fim, até mesmos quando ele os fez pagar o preço de sua vida, eles não revogaram sua responsabilidade. Isso é que é cumprir o dever ao máximo. O que quero dizer com isso? Minha intenção é fazer com que vocês usem o mesmo método para testificar de Deus e para propagar o evangelho? Você não precisa necessariamente fazer isso, mas deve entender que é sua responsabilidade, que se Deus precisar que você o faça, você deve aceitá-lo como obrigação moral. As pessoas de hoje têm medo e preocupação dentro de si, mas qual é a utilidade desses sentimentos? Se Deus não precisar que você o faça, para que se preocupar com isso? Se Deus precisar que você o faça, você não deve fugir dessa responsabilidade nem rejeitá-la. Você deve cooperar proativamente e aceitá-la sem preocupação. Independentemente de como se morra, não se deve morrer diante de Satanás e nem morrer em suas mãos. Se alguém for morrer, ele deve morrer nas mãos de Deus. As pessoas vieram de Deus e para Deus retornam — tal é a percepção e a atitude que um ser criado deve possuir. Essa é a verdade final que se deve entender ao cumprir o dever de propagar o evangelho — deve-se pagar o preço com a própria vida para propagar e testificar do evangelho de Deus encarnado cumprindo a Sua obra e salvando a humanidade. Se você tem essa aspiração, se pode alcançar isso, isso é maravilhoso. Se ainda não possui esse tipo de aspiração, você deve, no mínimo, cumprir adequadamente a responsabilidade e o dever que se encontram diante de você, dando o restante a Deus. Talvez então, conforme passarem os meses e anos e sua experiência e idade aumentarem e seu entendimento da verdade se aprofundar, você perceberá que tem uma obrigação e uma responsabilidade de oferecer a sua vida para a obra do evangelho de Deus, até o fim de sua vida.

Extraído de ‘Propagar o evangelho é o dever a que todos os crentes estão moralmente obrigados’ em “Registros das falas de Cristo”

Com base em que você — um ser criado — faz exigências a Deus? As pessoas não são dignas de fazer exigências a Deus. Não há nada mais insensato do que fazer exigências a Deus. Ele fará o que deve fazer, e Seu caráter é justo. A justiça não é, de modo algum, justa ou razoável; não é igualitarismo nem uma questão de lhe destinar o que você merece de acordo com o tanto de trabalho que completou, nem de pagá-lo por um trabalho qualquer que você tenha feito, nem de lhe dar o que lhe é devido de acordo com o tanto de esforço que você despendeu. Isso não é justiça. Suponha que Deus tivesse eliminado Jó após este ter dado testemunho Dele: Deus também teria sido justo. Por que isso é chamado de justiça? Do ponto de vista humano, se algo está alinhado às noções das pessoas, é muito fácil para elas dizer que Deus é justo; no entanto, se não acharem que esse algo está alinhado a suas noções — se for algo que elas são incapazes de entender —, seria difícil para elas dizer que Deus é justo. Se Deus tivesse destruído Jó na época, as pessoas não teriam dito que Ele é justo. De fato, entretanto, tendo as pessoas sido corrompidas ou não, Deus tem de justificar-Se quando as destrói? Teria Ele de explicar às pessoas com base em que Ele o faz? Sua decisão deveria ser baseada nisto: “Se elas forem úteis, não as destruirei; se não forem, Eu as destruirei”? Aos olhos de Deus, alguém que é corrupto dever ser tratado da maneira que Ele desejar; qualquer coisa que Deus fizer será apropriada, e todos são os arranjos de Deus. Se você fosse desagradável aos olhos de Deus, e se Ele dissesse que não tem uso para você depois do seu testemunho e, portanto, o destruísse, isso também não seria a justiça Dele? Seria. Talvez você não seja capaz de reconhecer isso agora, a partir dos fatos, mas precisa entender na teoria. O que você diria: quando Deus destrói Satanás, isso é uma expressão da justiça Dele? E também, se ele permitisse que Satanás permanecesse? Você não ousa dizer, não é? A essência de Deus é justiça. Apesar de não ser fácil compreender o que Ele faz, tudo que faz é justo; as pessoas simplesmente não entendem. Quando Deus entregou Pedro a Satanás, como Pedro respondeu? “A humanidade é incapaz de sondar o que fazes, mas tudo que fazes contém a Tua boa vontade; há justiça em tudo isso. Como posso não expressar louvor por Teus feitos sábios?”. Hoje, você deveria ver que Deus não destrói Satanás com o intuito de mostrar aos humanos como Satanás os corrompeu e como Deus os salva; enfim, devido ao grau em que Satanás corrompeu as pessoas, elas contemplarão o pecado monstruoso de sua corrupção por Satanás, e quando Deus destruir Satanás, elas contemplarão a justiça de Deus e verão que ela contém o caráter de Deus.Tudo que Deus faz é justo. Embora possa ser insondável para você, você não deveria julgar a seu bel-prazer. Se algo que Ele faz lhe parecer insensato ou se você tiver quaisquer noções sobre isso, e isso o levar a dizer que Ele não é justo, você estará sendo muito insensato. Você vê que Pedro achava algumas coisas incompreensíveis, mas tinha certeza de que a sabedoria de Deus estava presente e que a boa vontade de Deus estava nessas coisas. Os humanos não conseguem sondar tudo; há muitas coisas que eles não conseguem compreender. Poranto, conhecer o caráter de Deus não é coisa fácil.

Extraído de ‘Como conhecer o caráter justo de Deus’ em “Registros das falas de Cristo”

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