24. As palavras de Deus me transformaram

Em dezembro de 2018, a igreja me encarregou do dever de trabalhar com textos. Como eu já tinha trabalhado com isso, e conhecia o básico, pensei que me sairia bem. Contudo, quando comecei na equipe, vi que os documentos eram diferentes. Eu não conhecia os princípios para editá-los, por isso, eu orava a Deus e buscava a verdade sempre que trabalhava em um documento. Eu considerava o documento de acordo com os princípios e consultava as outras irmãs quando estava em dúvida sobre algo. Eu também recebia bem as sugestões que elas me davam sobre os artigos que eu editava. Com o tempo, obtive o conhecimento dos princípios e meus textos editados tornaram-se referência. As irmãs da minha equipe me admiravam e eu também estava satisfeita comigo. Pensei: “Eu realizei tanto em tão pouco tempo aqui. Parece que meu calibre não é pior do que o das outras irmãs, e tenho uma maior capacidade de escrita”. Um dia, a líder da minha equipe me pediu para cuidar de alguns rascunhos mais complicados. Não me incomodei nem um pouco, e ainda me deleitei com aquilo, pensando que tinha recebido os textos mais difíceis por ter mais capacidade do que as outras irmãs e a líder da equipe me valorizava mais que elas. Com o tempo, fiquei mais arrogante. Parei de consultar as irmãs quando tinha alguma dificuldade, pois pensava que elas não teriam boas ideias. Eu resolvia tudo sozinha. Quando verificava os documentos revisados pelas minhas irmãs, não pedia mais a opinião delas, mas decidia tudo sozinha. Certa vez, verificando um documento que tinha sido revisado por uma das irmãs, decidi, unilateralmente, editar um trecho que me pareceu inadequado, sem checar com ela. Ela tinha uma ideia diferente que desejava discutir comigo, mas lancei um olhar de desdém para ela e pensei: “Você acabou de chegar e acha que conhece os princípios melhor que eu? Eu nunca mudaria nada sem razão. Seria melhor se você me ouvisse”. Eu disse a ela rispidamente: “Já editei muitos documentos assim. Sem dúvidas, não estou errada neste caso”. Vendo que eu não cederia, ela não disse mais nada. Quando nossa líder revisou o texto mais tarde, ela indicou, de acordo com os princípios, que as alterações que eu tinha feito estavam erradas, e me disse para levar os princípios mais a sério no futuro. Mesmo assim, eu não refleti sobre mim mesma, mas pensei que não era nada de mais e que eu só precisava ficar mais atenta.

Dois meses depois, nossa líder foi transferida para outra equipe e a líder da igreja me colocou a cargo da equipe provisoriamente. Concordei prontamente e comecei a avaliar as coisas: “Sou a que tem mais familiaridade com os princípios e a mais produtiva da equipe. Sou a única que pode exercer esse cargo”. A partir de então, sempre que as irmãs da equipe tinham um problema em seus deveres, eu as ajudava. Comecei a acreditar que podia resolver tudo. Quando a irmã Yang teve dificuldades com um documento, fui dar uma olhada, e disse com desprezo: “Esse problema é simples. Reorganize e tudo vai dar certo”. Ela logo voltou e disse: “Reorganizar do jeito que você disse não funciona. Não acho que esse seja o problema. E sim a comunhão sobre a verdade, que está superficial”. Não fiquei feliz ao ouvir isso e pensei: “Fui eu quem escolheu esse artigo. O que poderia haver de errado com ele? É um pouco superficial, mas é prático. E será benéfico para as pessoas. Evidentemente, você não entende os princípios e lhe falta julgamento. Eu cumpro esse dever há muito tempo. Eu julgaria mal um artigo tão direto? Você está duvidando da minha capacidade, não é?” Infeliz, fui até o computador dela, peguei o mouse, passei o olho no artigo, e disse a ela o que eu pensava. Ela franziu a testa e disse: “Sinto que mesmo com a sua abordagem, o problema vai permanecer. Talvez devêssemos perguntar à nossa líder”. Lancei um olhar sobre ela, pensando: “Você ainda não entendeu. Alguém do seu calibre tem capacidade para esse dever?” Respondi bruscamente: “Ocupar a líder com algo tão pequeno? Se você realmente não consegue, deixa que eu faço”. Vi que ela ficou de cabeça baixa sem dizer nenhuma palavra. Eu me senti um pouco mal e pensei que aquele não era o jeito de tratar uma irmã mas, mesmo assim, não busquei a verdade nem refleti sobre mim mesma para resolver o meu problema. Aos poucos, as irmãs de equipe pararam de me procurar quando tinha perguntas, e, quando discutíamos os documentos, ninguém abria a boca quando eu não dizia nada. Era uma atmosfera opressora. Eu sentia as trevas no meu espírito. Não sabia o que fazer com os documentos, e a produtividade da nossa equipe tinha caído muito.

Uma vez, na reunião, a irmã Yang me disse: “Eu gostaria de apontar um problema seu. Toda vez que você me ajuda com algo, você o faz de maneira arrogante e fica impaciente se eu faço mais perguntas. Eu me sinto muito constrangida por você". Outra irmã também falou: "Também me sinto assim. Você age por conta própria, sem discutir as coisas com mais ninguém, e tende a insistir em seus pontos de vista. Você não ouve as sugestões dos outros. Quando sua visão é diferente, você não nos deixa conversar com a líder sobre o assunto. Você é arrogante e autoconfiante demais". Eu não fiquei convencida pelo que elas disseram. Pensei: "Vocês dizem que não aceito sugestões e sou autoritária, mas, talvez vocês devam refletir sobre si mesmas para saber se é vocês que não seguem os princípios e se suas ideias é que não são boas. Se vocês estivessem certas, como eu poderia recusar?”

No dia seguinte, a líder compareceu à nossa reunião de equipe. Ela viu que as duas irmãs tinham sido constrangidas por mim, por isso, ela lidou comigo, dizendo: “Você é muito arrogante. Eu a coloquei no comando do trabalho da equipe, mas você não ajuda as outras com amor nem resolve problemas no dever delas. Em vez disso, você as sufoca e quer que todas lhe obedeçam. Quando as outras apontam problemas nos documentos em que você está trabalhando, você não leva as sugestões a sério, mas insiste que está certa. Você é autoritária e dominadora. Está atrapalhando nosso trabalho com os textos. Faz dois meses que os membros da equipe não estão em bom estado e realizaram muito pouco. Se não refletir e se arrepender, vou substituir você”. Foi devastador o jeito severo com que a líder me podou e lidou comigo, especialmente por ouvir que eu estava atrapalhando a obra da casa de Deus. Meu coração tremeu e comecei a chorar. Eu queria cumprir bem meu dever e satisfazer a Deus. Nunca pensei que estaria fazendo o mal. Durante os dias seguintes, sempre que pensava na repreensão da líder e nas críticas das outras irmãs, eu ficava triste, como se uma faca atravessasse meu coração. Nunca pensei que deixaria meu caráter arrogante comandar meu dever ou que machucaria as irmãs e estragaria nossa obra. Quanto mais pensava sobre isso, mais arrependimento e culpa eu sentia. Eu me coloquei diante de Deus para refletir.

Então, li estas palavras de Deus: “Não pense que você é um talento natural apenas um pouco abaixo dos céus, mas muito acima da terra. Você não é mais esperto que ninguéme poderia até dizer-se que você é mais adoravelmente tolo do que qualquer pessoa dotada de razão na terra, pois você se tem em tão alta estima e nunca teve um senso de inferioridade; parece que você percebe Minhas ações nos menores detalhes. Fato é que você é alguém que carece fundamentalmente de razão, pois não faz ideia daquilo que Eu farei e muito menos está ciente daquilo que estou fazendo agora. Assim digo que você não se iguala nem mesmo a um velho fazendeiro que labuta na terra, um fazendeiro que não tem a menor percepção da vida humana e, mesmo assim, depende das bênçãos do Céu quando cultiva a terra. Você, que não gasta nem um segundo para pensar em sua vida, não sabe nada de renome, muito menos tem qualquer autoconhecimento. Você é tão 'elevado'!” (‘Aqueles que não aprendem e não sabem nada: eles não são bestas?’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Seria melhor que vocês dedicassem mais esforços à verdade do conhecimento próprio. Por que vocês não encontraram favor com Deus? Por que para Ele o caráter de vocês é abominável? Por que o discurso de vocês desperta Sua aversão? Assim que demonstram um pouco de lealdade, vocês cantam os próprios louvores e exigem uma recompensa por uma pequena contribuição; vocês menosprezam os outros enquanto mostram uma módica obediência, e se tornam desdenhosos de Deus ao realizarem alguma tarefa insignificante… Sabendo muito bem que acreditam em Deus, vocês, no entanto, não podem ser compatíveis com Deus. Sabendo muito bem que estão totalmente sem mérito, vocês insistem em se vangloriar mesmo assim. Vocês não percebem que sua sensatez se deteriorou a ponto de não terem mais autocontrole?” (‘Aqueles que são incompatíveis com Cristo certamente são oponentes de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Ponderando as palavras de Deus, vi que elas revelavam meu verdadeiro estado. Minhas pequenas realizações em meu dever me fizeram pensar que eu era alguma coisa. Eu desprezava os outros e não ouvia as suas ideias. Em vez disso, eu fazia o que queria, sem qualquer reverência por Deus. Eu vi que realmente tinha uma natureza arrogante. Quando comecei aquele dever, eu entendia alguns princípios, e os artigos que eu editava eram usados para referência, por isso, minha arrogância saiu do controle. Eu achei que tinha mais talento e era melhor que todas as outras. Parei de buscar os princípios da verdade no meu dever e confiei em minha própria experiência e inteligência. Quando uma irmã mencionou que minha revisão não estava de acordo com os princípios, eu não busquei nada, mas pensei que trabalhava há mais tempo, então sabia mais e não poderia estar errada. Eu ignorei a sugestão dela. Quando outra irmã teve uma perspectiva diferente e quis consultar nossa líder, eu a impedi. Os problemas não foram resolvidos prontamente e a obra da igreja sofreu atraso. Por meio dessa reflexão, pude ver que fui arrogante, irracional e não tive reverência por Deus. Eu demonstrei apenas meu caráter satânico. Além de estragar a obra da igreja, ainda oprimi e machuquei muitas irmãs. Aquilo era cumprir meu dever? Na verdade, eu fazia o mal.

Outra passagem das palavras de Deus veio à minha mente: “Se você realmente possui a verdade em seu interior, a senda que trilhar será naturalmente a correta. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tivesse arrogância e presunção, acharia impossível abster-se de desafiar Deus; você se sentiria compelido a desafiá-Lo. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, colocar-se constantemente na vitrine e, finalmente, fariam você se sentar no lugar de Deus e dar testemunho de si mesmo. No fim, você transformaria as próprias ideias, os próprios pensamentos e as próprias noções em verdades a serem adoradas. Veja quanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas! Para resolver seus atos maus, elas precisam primeiramente resolver o problema da sua natureza. Sem uma mudança no caráter, não seria possível trazer uma resolução fundamental para esse problema” (‘Somente buscando a verdade você pode obter mudanças em seu caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). À luz das palavras de Deus, eu vi que minha falha estava enraizada em minha natureza satânica arrogante. Logo que alcancei sucesso e experiência e os usei como capital em meu dever, eu me coloquei em um pedestal, pensando ser melhor que as outras pessoas. Eu desprezei a todos. Fui arrogante, altiva e poderosa. Tomei minhas perspectivas como a verdade, forçando os outros a aceitá-las e a se submeter a elas. Não tentei buscar a verdade nem obedecer a Deus. Cumpri meu dever de forma ditatorial e arbitrária, arrogante e desdenhosa, e Deus não teve lugar em meu coração. Eu cumpri meu dever confiando no meu caráter arrogante, atrapalhando a obra da casa de Deus. Ser severamente podada e tratada pela líder finalmente me impediu de continuar na minha trilha do mal. Foi a salvação e a proteção de Deus para mim. Eu pensei nos anticristos que haviam sido expulsos da igreja. Todos eles tinham uma natureza realmente arrogante. Queriam ficar no comando por causa dos seus anos de experiência e ter a palavra final. Eles cumpriam seus deveres como bem entendiam, ignorando os princípios da verdade. Ninguém importava pra eles. Eles sufocavam e excluíam qualquer um que ousasse levantar uma objeção. No final, foram expulsos da igreja por todo o mal que fizeram. Pude ver que o caráter que eu revelava era o mesmo dos anticristos, e que eu estava na senda de um anticristo. Se não me arrependesse e resolvesse meu caráter arrogante, eu acabaria me transformando em um deles. Isso só podia significar que eu seria punida e amaldiçoada por Deus. Esse pensamento me deixou tremendo e medo. Eu senti como esse caráter é amedrontador e senti náusea só de pensar no meu jeito imperioso e despótico. Corri para me ajoelhar diante de Deus em oração, para me confessar e me arrepender. Eu não queria mais viver de acordo com meu caráter arrogante e em oposição a Deus.

Na reunião seguinte, contei a todas sobre minha experiência e meu entendimento, e disse que queria começar a cooperar com todas para realizar bem o nosso dever. Pedi que ficassem de olho em mim, e, se notassem algum problema, queria que me alertassem logo, que me podassem e lidassem comigo. Depois disso, ao cumprir meu dever, quando os outros davam uma sugestão ou tinham visões diferentes da minha, eu ainda sentia que estava certa, mas não insistia da forma como fazia antes. Eu era capaz de me colocar de lado e buscar a verdade intencionalmente. Uma vez, trabalhei em um documento com uma irmã, mas não concordávamos em um ponto, e insisti que minha visão era a correta. Ela me perguntou: “Em que princípio você está baseando sua insistência?” Fiquei sem palavras por um momento e meu rosto corou. Pensei: “Exato. Que princípio estou considerando?” Mas então pensei: “Você não está me levando a sério. Em todo caso, faço esse dever há mais tempo que você. Como pode falar assim comigo?” Eu quis discutir com ela mas, naquele momento, pensei sobre como eu tinha sido arrogante e irredutível, sempre dizendo: “As coisas devem ser do meu jeito” e “Façam do meu jeito”. Aquilo atrapalhou nossa obra. Eu sabia que precisava aprender aquela lição e parar de fazer as coisas com arrogância. Pensei nestas palavras de Deus: “Quando se vive neste mundo, há limites para a capacidade dos cérebros das pessoas e aquilo que elas mesmas podem experimentar. Você não pode ser pau para toda obra; não pode saber tudo, entender tudo, realizar tudo, aprender tudoisso é impossível, ninguém consegue isso. Essa é a racionalidade que a humanidade normal deveria possuir. Assim, não importa o que você faça, seja aquilo importante ou não, sempre deve haver pessoas que ajudam você, para lhe dar dicas, conselho e assistência nas coisas. Dessa forma, você fará as coisas de modo mais correto, será mais difícil cometer erros, e será menos provável que você se desvieo que é tudo para o bem” (“Registros das falas de Cristo”). A verdade é que ninguém entende tudo e, não importa o quanto uma pessoa saiba, ela sempre terá deficiências, deixará passar algo e precisará da ajuda e dos conselhos de outras pessoas. Mesmo tendo acumulado alguma experiência no meu dever, meu entendimento da verdade era superficial e minha compreensão dos princípios, limitada. Eu só confiava em minhas ideias e experiência para cumprir meu dever. Pensava que sabia muito e não precisava ouvir os outros. Eu não tinha autoconsciência e autoconhecimento. Quando olhava para minhas irmãs, eu via que elas tinham um coração de procura em seus deveres e conseguiam colocar de lado o ego para buscar e discutir com os outros as coisas que elas não entendiam. O modo de viver dela era melhor do que o meu. Eu tive que me colocar de lado, aprender a ser uma pessoa sensata, ouvir as sugestões dos outros e trabalhar bem com minhas colegas. Quando me coloquei de lado e considerei os princípios, vi que aquela irmã estava certa. Eu disse a ela com calma: "Irmã, sua ideia está de acordo com os princípios da verdade. Vamos fazer dessa forma. Sua comunhão de hoje compensou as minhas falhas. Sou uma pessoa arrogante e tendo a fazer as coisas do meu jeito. Não hesite em me dizer, se você vir quaisquer problemas ou deficiências em mim". Essa prática realmente foi libertadora para mim. Eu não senti que perdia nada. Em vez disso, senti que ganhei algo por meio da comunhão, e obtive mais clareza sobre os princípios. Depois disso, em nosso dever, todas conseguiam expressar as próprias ideias, não sendo mais constrangidas por mim, e nosso trabalho em equipe melhorou muito. Graças a Deus! Graças ao julgamento e castigo de Deus, meu caráter arrogante passou por essa pequena transformação. Graças a Deus por ter me salvado!

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